O Retorno do Hallowking e a (Não Tão) Pequena Lista de Livros que Li do Rei

31 10 2019

No halloween de 2016 eu postei esse texto falando sobre como o King é meu autor favorito e a lista de livro que tinha lido dele (até aquele momento).

Hoje, três anos depois, resolvi postar a lista atualizada. King continua sendo, de longe, meu autor favorito. E ainda sonho em ler TUDO o que já saiu dele, mesmo sabendo que será muito difícil.

Farei como a lista anterior: em ordem alfabética, desconsiderando o artigo inicial caso tenha (e em negrito as novidades da lista).

– Achados e Perdidos
– Ao Cair da Noite
– O Apanhador de Sonhos
– A Autoestrada
– O Bazar dos Sonhos Ruins
– Buick 8
– Carrie
– A Casa Negra (escrito com Peter Straub)
Cujo
– Celular
– O Cemitério
– Christine
– O Concorrente
– A Dança da Morte (expandida)
– Desespero
– Dr. Sono
– Duma Key
– Escuridão Total, Sem Estrelas
– À Espera de Um Milagre
Os Estranhos
– A Hora do Vampiro
– O Iluminado
– Insônia
– It: A Coisa
– Jogo Perigoso
– Joyland
– Justiceiros
– A Maldição do Cigano
– Misery
– Mr. Mercedes
– Novembro de 63
– Os Olhos do Dragão
Outsider
A Pequena Caixa de Gwendy (com Richard Chizmar)
– Pesadelos e Paisagens Noturnas vol. 1
– Quatro Estações
– Revival
– Rose Madder
– Saco de Ossos
– Sob a Redoma
– Sombras da Noite
– O Talismã (escrito com Peter Straub)
– A Torre Negra – O Vento Pela Fechadura
– A Torre Negra Vol. I – O Pistoleiro
– A Torre Negra Vol. II – A Escolha dos Três
– A Torre Negra Vol. III – As Terras Devastadas
– A Torre Negra Vol. IV – Mago e Vidro
– A Torre Negra Vol. V – Lobos de Calla
– A Torre Negra Vol. VI – Canção de Susannah
– A Torre Negra Vol. VII – A Torre Negra
– Tripulação de Esqueletos
– Tudo é Eventual
– O Último Turno
– A Zona Morta

Estou na reta final de “O Instituto”, livro mais recente de King, e a Suma está para lançar um livro que saiu ano passado, chamado “Ascensão”, que pretendo pegar em pré venda (assim como fiz com “O Instituto”).

Que venham outros, como o já anunciado “If It Bleeds“, livro com quatro novos contos, que já me deixou curioso por um dos contos ter Holly Gibney!





O Desabafo de Gelo e Fogo

24 05 2019

Nas últimas semanas (talvez até meses), potencializado pela temporada final de Game of Thrones, eu simplesmente entrei num loop de rage infinito por George Raymond Richard Martin. Eu cheguei a pegar uma birra pesada da série, mas quando coloquei as ideias no lugar (mais ou menos após a desastrosa ação de Daenerys em Porto Real no quinto episódio da oitava temporada) repensei e passei a ver a série de outro modo, como um material diferente dos livros. Os showrunners D.B. Weiss e David Benioff realmente tomaram algumas medidas criativas duvidosas até o fim da quinta temporada, mas a série se manteve até bem consistente. À partir do primeiro episódio da sexta temporada, quando o material original em que a série se baseava esgotou, D&D passaram a tomar medidas pra lá de caóticas. Mas mesmo com um monte de furos e ESQUECIMENTOS eles completaram a série. Foi um final bom? Não. Mas foi digno pro caminho que eles resolveram tomar. O ponto é que Martin, que lançou “A Dança dos Dragões” em 2011 (ano em que a série começou a ser exibida na HBO), simplesmente não lançou “Os Ventos de Inverno”, o sexto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, por mais que os fãs estejam na expectativa desde pelo menos 2012 (quando o livro saiu aqui no Brasil pela LeYa, numa história que daria outro texto interessante).

Martin é um procrastinador de primeira linha. Numa entrevista com Stephen King ele chegou a perguntar COMO o autor de livros como “Carrie” e “It: A Coisa” conseguia lançar dois livros ao ano. A resposta de King diz muito: “King riu e explicou que tenta escrever três ou quatro horas por dia, e produzir uma meia dúzia de páginas. “Há livros e livros. Então, se o manuscrito tem 360 páginas, o trabalho dura dois meses, mas isso supondo que esteja tudo indo bem”, explicou o mestre do terror.” (https://veja.abril.com.br/entretenimento/george-r-r-martin-quer-saber-como-stephen-king-escreve-tao-rapido/)

Então é algo simples: enquanto King tem em mente que ele pode escrever um pouco por dia e lançar essa média de dois livros por ano (ou um por ano se for um calhamaço de quase mil páginas como “Novembro de 63” ou “Sob a Redoma”), Martin parece ter uma dificuldade enorme de manter isso em mente. E por isso “As Crônicas de Gelo e Fogo” estão em hiato desde 2011. E é esse ‘descaso’ que me faz sentir um desgosto gigantesco por Martin, novamente potencializado por suas reclamações sobre o fim da série, já que ele disse em determinado momento ter contado a D&D como ele imaginava o final. Só que sem uma base de como chegar exatamente àquele final D&D precisariam de um milagre para conseguir bolar algo em 23 episódios entre a sexta e a oitava temporada para fazer Martin “feliz” com esse final.

Nos resta esperar que Martin resolva cumprir sua nova previsão, e que mais ou menos em julho de 2020 esse livro já tenha sido lançado. Eu acredito? Já cheguei num ponto que de verdade duvido que ele lance “Os Ventos de Inverno”, mas como eu realmente gosto MUITO dessa saga também estou na torcida de que esse gordo barbudo finalmente pare de procrastinar (principalmente agora que a série acabou e os spin offs ainda estão em pré produção ou conversas) e deixe os fãs felizes.

Mas no fundo eu ainda duvido.





Trocando Ideia sobre o Rei

10 11 2018

Por mais de uma vez eu disse por aqui que pretendia falar mais sobre o Stephen King do que comentários sobre filme ou livro. Então vou fazer isso agora, mesmo que seja pra não falar tanto assim sobre algo além de livros e filmes.

Stephen Edwin King nasceu em Portland, Maine em 1947. Cresceu sem o pai, que abandonou a ele, sua mãe e seu irmão adotivo. Apesar de várias dificuldades ele cresceu lendo e se interessando pelo mundo do terror com quadrinhos e filmes. Ele estudou inglês na Universidade do Maine, onde se formou e conheceu sua esposa, Tabitha. Passou a lecionar e fazer pequenos contos para vender a revistas para poder cuidar de sua esposa e filhos. Isso mudou quando “Carrie” foi lançado em 1974. Após isso seu sucesso foi meteórico, e está em alta até hoje!

King, obviamente, focou eu seu estilo favorito, o terror (e também o suspense). Mas é aí que eu queria chegar nesse texto. King também tem obras maravilhosas em outros estilos. Quem não é acostumado a King (ou tem um amigo que nem eu que vive falando dele) normalmente se assusta ao saber que “À Espera de um Milagre” é baseado em um livro de King. Normalmente também se assustam quando falam o mesmo de “Um Sonho de Liberdade” ou o clássico dos anos 80 “Conta Comigo”. Existem outros exemplos menos conhecidos como “Eclipse Total” (Dolores Clairborne) ou “Lembranças de um Verão” (Hearts in Atlantis). Recentemente ele inclusive se arriscou numa trilogia policial (a trilogia Bill Hodges), que gerou a série “Mr. Mercedes”. Mas ainda são suas obras de terror e suspense que sempre vêm à tona quando falamos dele.

Nos últimos tempos tivemos uma explosão de adaptações de King no cinema e na tv e streamings. “IT” veio batendo recordes de bilheteria no gênero terror; “O Nevoeiro” teve uma temporada que dividiu crítica e público e foi cancelado; “Novembro de 63” foi uma minissérie que teve um certo sucesso, assim como “Castle Rock” e a já citada “Mr. Mercedes”. “A Torre Negra” foi um fracasso de crítica e público, mas ainda falam sobre uma futura série vir por aí; a Netflix trouxe na sequência “Jogo Perigoso” e “1922”; no ano que vem temos já engatilhados a sequência de “IT” e o aguardado remake de “Cemitério Maldito”. E também existem diversos projetos engatilhados, como adaptações de “Joyland”, “Revival”, “Doutor Sono” (sequência do clássico “O Iluminado”), entre outras. E como King é uma máquina de escrever histórias devemos ter outras por aí em breve.

Eu resolvi começar a ler King na época do lançamento de “Celular” (que teve uma adaptação péssima pras telas), e de lá pra cá meio que já perdi as contas de quantas obras dele eu li (mas estou na casa dos 50 livros lidos, se não estiver enganado). Se eu fosse fazer um Top 5 dele ainda teria sérias dificuldades, mas talvez seja um projeto futuro.

Bom, era isso que eu tinha a dizer sobre o Rei. É, e sempre será, meu autor favorito!





Hallowking e a Pequena Lista de Livros que Li do Rei

31 10 2016

Dois anos atrás eu fiz uma geral sobre meu autor favorito, Stephen King. Após ler a biografia dele eu queria fazer um texto mais completo, mas na época não tive tempo, e atualmente estou sem cabeça pra isso.

Eu comecei a ler Stephen King lá por 2006, quando a Objetiva lançou por aqui “Celular”, que recentemente virou um filme com John Cusack e Samuel L. Jackson (a mesma dupla do ótimo 1408, também baseado num conto de King). Desde então eu me foquei em ler King todo ano. E basicamente é isso que faço: todo ano leio alguns livros dele, conseguindo chegar a uma bela lista de obras dele lida:

– O Apanhador de Sonhos
– A Autoestrada
– Buick 8
– Achados e Perdidos
– Ao Cair da Noite
– Carrie
– A Casa Negra
– Celular
– O Cemitério
– Christine
– O Concorrente
– A Dança da Morte
– Desespero
– Doutor Sono
– Duma Key
– Escuridão Total Sem Estrelas
– À Espera de um Milagre
– A Hora do Vampiro
– O Iluminado
– Insônia
– It – A Coisa
– Jogo Perigoso
– Joyland
– Misery
– Mr. Mercedes
– Novembro de 63
– Os Olhos do Dragão
– Pesadelos e Paisagens Noturnas vol. 1
– Quatro Estações
– Revival
– Rose Madder
– Saco de Ossos
– Sob a Redoma
– Sombras da Noite
– O Talismã
– Tommyknockers
– A Torre Negra vol. 1: O Pistoleiro
– A Torre Negra vol. 2: A Escolha dos Três
– A Torre Negra vol. 3: Terras Devastadas
– A Torre Negra vol. 4: Mago e Vidro
– A Torre Negra: O vento Pela Fechadura
– A Torre Negra vol. 5: Os Lobos de Calla
– A Torre Negra vol. 6: A Canção de Susannah
– A Torre Negra vol. 7: A Torre Negra
– Tripulação de Esqueletos
– Tudo é Eventual
– Último Turno
– Zona Morta

Também estou no momento na metade do último livro da trilogia Billl Hodges, Último Turno (precedido por Mr. Mercedes e Achados e Perdidos). E hoje, halloween, a Suma das Letras relançou um dos clássicos de King: Cujo, que pretendo ler logo após terminar o que estou lendo agora.

Eu ainda pretendo ler tudo o que já saiu de King por aqui algum dia. Tomara que eu consiga.





Um Doran Sem Planos Não É um Doran Feliz

13 06 2016

Em diversas conversas com uma amiga eu sempre toco num ponto sobre Game of Thrones: Doran Martell e o núcleo de Dorne como um todo na série. Spoilers no texto para quem não leu os livros.

Dark Spoilers

Até a luta entre a Víbora Vermelha e a Montanha o núcleo de Dorne vinha tendo um papel dos mais interessantes, incluindo a “incapacidade” de Doran Martell de tomar uma atitude depois da morte de seu irmão Oberyn em Porto Real. Mas quem leu os livros sabe que nada é o que parece, e que Doran na verdade tem um dos estratagemas mais interessantes até o final do quinto livro. Tá certo que ao menos duas partes desse plano falham miseravelmente (a tentativa de coroar Myrcella e a ida de Quentyn para Meereen para tentar casar com Daenerys), mas ainda assim ele TEM UM PLANO para derrubar os Lannister e coroar um Targaryen no lugar, mostrando que os Martell sempre estiveram ao lado dos Dragões mesmo após a queda de Aerys “The Mad King” Targaryen.

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Sonhando com uns planos aqui

Além dos planos de Doran nos livros, há também o fator de sua filha, Arianne Martell, uma das grandes armas dele após os dois planos anteriores fracassarem. Em troca de uma política de “boa vontade” após a morte de Oberyn, Doran indica Nymeria Sand para o pequeno conselho de Tommen Baratheon na vaga que ficou após a morte de seu pai Oberyn. Em suma, Doran tinha uma teia intrincada de planos para acabar com os Lannister e colocar um Targaryen no poder, de preferência com um Martell casado (primeiro com o falecido Viserys e depois com Daenerys).

Mas na série cerca de 100% de tudo isso é jogado fora. Arianne não existe, as Serpentes da Areia são reduzidas apenas às filhas de Ellaria Sand com Oberyn Martell, e com um carisma idêntico ao da Kristen Stewart. Doran em alguns momentos aparenta ter alguma coisa em mente, mas antes de talvez resolver colocar qualquer coisa em prática é assassinado por Ellaria, assim como Areo Hotah e Trysane Martell. Ela também envenena mortalmente Myrcella Baratheon, reduzindo o núcleo de Dorne a meros coadjuvantes de péssimo gosto, jogando todo o carisma de Oberyn no lixo com essas ações.

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ISSO É PELA SUA FALTA DE PLANOS!

Agora fica a pergunta: com Ellaria e suas filhas assumindo o controle de Dorne, como fica o núcleo após o fim dessa sexta temporada? Eu não vejo nada de bom saindo daí mais.





Um Palhaço Muito Louco *ou minhas impressões sobre A Coisa*

20 02 2015

Quando assisti ao telefilme de “It: A Obra Prima do Medo” pela primeira vez, alguns anos atrás, vi que eles conseguiram traduzir bem uma grande obra de Stephen King (seja no tamanho do livro, com mais de 1100 páginas ou na qualidade da história, que é fantástica) em pouco mais de três horas. Mas claro que eu ainda precisava ler a obra pra ter certeza disso. E foi o que fiz em 2014, quando a Suma das Letras finalmente relançou a obra em terras tupiniquins. Comprei logo que o livro foi lançado (não comprei em pré-venda, uma vergonha pra minha pessoa!) e levei cerca de um mês para conseguir terminá-lo. Ainda considero o filme uma boa adaptação, mas o terror que a história e, principalmente, Pennywise transmitem não foram completamente exprimidos na tela. Fica aqui agora a torcida para que a nova versão do filme consiga traduzir melhor (e que o ator tenha tanta capacidade quanto Tim Curry teve, porque ele foi MESMO um Pennywise assustador).

Bom, vamos ao que interessa: o livro. Desde o começo, quando acontece a primeira morte (e a primeira aparição de Pennywise) já fica um clima tenso, que a cidade de Derry realmente tem algo de estranho, alguma coisa que ninguém vê mas que torna a cidade realmente assustadora. Aliás, a “Coisa” em qualquer de suas formas é definitivamente tensa. E um personagem muito bem utilizado, sendo um dos preferidos dos fãs de King quando falamos do quesito maldade.

O “Clube dos Perdedores” (Losers’ Club no original) é composto por personagens que marcam de alguma forma. Temos o piadista (Richie Tozier), um com problema de gagueira (William ‘Bill’ Denbrough), o gordo que sofre bullying (Benjamin ‘Bem’ Hanscom), o com problema de saúde (Edward ‘Eddie’ Kaspbrak), o garoto negro (Michael ‘Mike’ Hanlon), o escoteiro e judeu (Stanley ‘Stan’ Uris) e a garota (Beverly ‘Bev’ Marsh). Por mais que soe meio preconceituoso o que escrevi, temos aqui um grupo forte de personagens, principalmente quando unidos. Bill é um líder nato, Bev desde cedo mostra ser uma garota de atitude e forte, Ben beira o gênio quando se trata de engenharia (vide a cena da represa), Richie sempre tem uma piada na ponta da língua (seja em boa hora ou fora dela), Stan tem um grande conhecimento acumulado, Eddie sempre está pronto pra ajudar no que quer que seja e Mike, o último a se juntar ao clube, demonstra uma bela força de vontade.

Temos ainda o trio de “vilões”, formado por Henry Bowers, Victor Criss e Reginald “Arroto” Huggins. Victor Criss e “Arroto” Huggins normalmente só vão na onda de Henry, o único do trio que REALMENTE é mal, tanto que Pennywise mais de uma vez se utiliza dele para tentar dar cabo do “Clube”. Aliás, Henry é reconhecido como um dos personagens humanos mais sádicos dentro da bibliografia de King. Muitas ações dele são completamente descabidas para alguém da idade dele, desde criança.

A história como um todo é fantástica, tanto quando o “Clube” ainda é adolescente como no momento em que, já adultos, retornam a Derry para, mais uma vez, enfrentar a “Coisa”. A lição de amizade e o fim da infância e adolescência que King mostra nesse livro é maravilhosa, como acontece no conto “O Corpo” (do livro “Quatro Estações”). O enredo pode parecer cansativo às vezes, mas eu vejo como necessário pra compreendermos melhor os personagens e seus problemas (sejam de ordem pessoal ou seu envolvimento com a Coisa).

De modo geral, é um dos melhores livros de Stephen King que li até hoje (e já passei dos 30!).





Um hotel muito louco *ou O Iluminado*

28 10 2010

Stephen King.

Anteriormente, antes de eu redirecionar o blog, prometi um post só sobre esse gênio da literatura. Mas o tempo passou, e ficou só com o post sobre o livro e o filme “Christine”.

O tempo passou, e nada do Mr. King voltar por aqui.

Mas isso acaba agora.

Semana de halloween, nada melhor que um filme de terror, não acham?

Então, o filme de hoje é “O Iluminado”, versão de 1980, dirigido pelo incrível Stanley Kubrick.

O filme tem diversas diferenças com relação à obra de King, mas nada que atrapalhe o bom andamento da película.

A história trata da família Torrance: Jack (vivido por um magnífico Jack Nicholson), Wendy (Shelley Duvall) e o garoto Danny (Danny Lloyd). Jack, muito tempo desempregado graças a seus ataques de raiva, ligado a seu alcoolismo, consegue um trabalho: cuidar do hotel Overlook, que durante o inverno permanece fechado graças às grandes camadas de neve, que impedem a chegada até lá. Ao chegarem no hotel, são apresentados a Dick Halloran (Scatman Crothers), cozinheiro-chefe do hotel. Ele nota que Danny possui um tipo de poder que ele chama de “ser iluminado”, e pede que Danny tenha cuidado nessa estadia dele no hotel.

Jack é um escritor, e está trabalhando em um romance já a algum tempo. Ele continua a trabalhar na obra enquanto toma conta do hotel. Mas algumas coisas começam a ficar estranhas. Uma mulher num dos quartos, festas no salão e irmãs que convidam Danny para uma brincadeira. O hotel passa a ter um lado macabro, e Jack parece ceder a ele.

Tido como um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, “O Iluminado” ainda prima pela atuação, se não a mais, ao menos uma das mais convincentes da história do cinema: Jack Nicholson como Jack Torrance. O cuidado, as algúrias e a loucura do personagem eram dignas de, ao menos, uma indicação ao Oscar. Mas ele foi preterido pela Academia.

Vamos a cena marcante do filme!

Poderia ser a cena em que Danny, em seu passeio de triciclo, dá de cara com as irmãs do inferno? Sim. Poderia ser a cena do quarto 237? Sim. Ou a do banheiro, em que Jack é atacado? Também.

Mas nenhuma cena nesse filme é superior ao ataque insano de Jack à Wendy, quando ela se tranca num dos banheiros. A loucura de Jack Nicholson ficará gravada eternamente na mente de quem assistiu a essa cena.

A cena se inicia quando Wendy foge de Jack e tranca-se no banheiro. Jack, com um machado na mão, para em frente a porta e dá uma de lobo-mau em frente a casa dos porquinhos. Ele diz algo como “Wendy, deixe-me entrar. Não vai deixar? Então eu vou soprar, soprar, até sua casa derrubar”. E começa a atacar a porta à machadadas. Wendy, que encontrou uma faca, pega-a, e grita desesperadamente enquanto Jack destrói a porta. Quando ele consegue abrir um buraco na porta, ele coloca a cabeça lá e diz a Wendy “Aqui está o Johnny!”, e tenta abrir a porta. Ao fazer isso, Wendy faz um corte em sua mão com a faca. Ele enlouquece de raiva, mas sai dali ao perceber a chegada de uma visita indesejável.

Bom, isso foi “O Iluminado”!

Amanhã, mais um filme.