DO YOU WANT A BALLOON?

29 03 2017

Ok, vamos lá. Ano passado eu escrevi um texto sobre esperar o momento oportuno para se dizer o que pensa de algo, e foquei esse texto em A Torre Negra e IT, ambos filmes baseados em obras de Stephen King.

Sobre IT, em dado momento eu especifiquei que estava curioso sobre Bill Skarsgård como Pennywise, e coloquei a primeira foto dele caracterizado para especificar como algo bom pode sair dali.

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Pois bem, hoje FINALMENTE tivemos o primeiro trailer, após algumas imagens incríveis terem sido liberadas, e um baita pôster também. E QUE TRAILER, MEUS AMIGOS!!!

Não tô conseguindo incluir o trailer, então cliquem aqui!

Dizendo muito pouco sobre a história, temos recortes da primeira aparição de Pennywise no bueiro (uma cena já antológica), o Clube dos Perdedores reunido, diversos recortes de cenas em que os garotos encaram coisas medonhas e, pra fechar, o encontro de Bill Denbrough com seu irmão George, que na verdade se mostra apenas O FUCKIN’ PALHAÇO DO CAPIROTO (QUE MOMENTO DO TRAILER, PQP!!).

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Agora o trem do hype finalmente chegou, galera. VEJO VOCÊS EM SETEMBRO NO CINEMA!





Hallowking e a Pequena Lista de Livros que Li do Rei

31 10 2016

Dois anos atrás eu fiz uma geral sobre meu autor favorito, Stephen King. Após ler a biografia dele eu queria fazer um texto mais completo, mas na época não tive tempo, e atualmente estou sem cabeça pra isso.

Eu comecei a ler Stephen King lá por 2006, quando a Objetiva lançou por aqui “Celular”, que recentemente virou um filme com John Cusack e Samuel L. Jackson (a mesma dupla do ótimo 1408, também baseado num conto de King). Desde então eu me foquei em ler King todo ano. E basicamente é isso que faço: todo ano leio alguns livros dele, conseguindo chegar a uma bela lista de obras dele lida:

– O Apanhador de Sonhos
– A Autoestrada
– Buick 8
– Achados e Perdidos
– Ao Cair da Noite
– Carrie
– A Casa Negra
– Celular
– O Cemitério
– Christine
– O Concorrente
– A Dança da Morte
– Desespero
– Doutor Sono
– Duma Key
– Escuridão Total Sem Estrelas
– À Espera de um Milagre
– A Hora do Vampiro
– O Iluminado
– Insônia
– It – A Coisa
– Jogo Perigoso
– Joyland
– Misery
– Mr. Mercedes
– Novembro de 63
– Os Olhos do Dragão
– Pesadelos e Paisagens Noturnas vol. 1
– Quatro Estações
– Revival
– Rose Madder
– Saco de Ossos
– Sob a Redoma
– Sombras da Noite
– O Talismã
– Tommyknockers
– A Torre Negra vol. 1: O Pistoleiro
– A Torre Negra vol. 2: A Escolha dos Três
– A Torre Negra vol. 3: Terras Devastadas
– A Torre Negra vol. 4: Mago e Vidro
– A Torre Negra: O vento Pela Fechadura
– A Torre Negra vol. 5: Os Lobos de Calla
– A Torre Negra vol. 6: A Canção de Susannah
– A Torre Negra vol. 7: A Torre Negra
– Tripulação de Esqueletos
– Tudo é Eventual
– Último Turno
– Zona Morta

Também estou no momento na metade do último livro da trilogia Billl Hodges, Último Turno (precedido por Mr. Mercedes e Achados e Perdidos). E hoje, halloween, a Suma das Letras relançou um dos clássicos de King: Cujo, que pretendo ler logo após terminar o que estou lendo agora.

Eu ainda pretendo ler tudo o que já saiu de King por aqui algum dia. Tomara que eu consiga.





Sobre opinar antes de ter certeza

13 07 2016

Certa vez eu escrevi aqui sobre como mordi a língua com a escolha de Heath Ledger para ser o Coringa na trilogia Batman de Christopher Nolan. Depois defendi a escolha de Ben Affleck como o Batman em Batman v Superman. E no caso do Affleck definitivamente considero que a escolha foi excelente após ver o filme, assim como foi a Gal Gadot como a Mulher Maravilha. Antes disso eu havia defendido o próprio filme Batman v Superman após um texto “apocalíptico” de um jornalista. Preferi esperar para criticar o filme apenas após assistir (mesmo que tenha evitado ir ao cinema), e agora defendo a nova versão de Caça Fantasmas, que serão mulheres nesse remake no século XXI. E desde já estou defendendo a ideia excelente de um 11 Mulheres e um Segredo, com a personagem principal sendo irmã de Danny Ocean.

Agora vou mais a fundo nessa história, porque envolve meu autor favorito e duas das minhas obras favoritas dele: A Torre Negra e IT.

Primeiramente vamos falar de A Torre Negra.

O diretor Nikolaj Arcel já chegou chocando muitos fãs com a escolha para o papel de Roland Deschain: o inglês Idris Elba. É fato que Roland é descrito nos livros quase que como uma cópia do Homem sem Nome da trilogia dos dólares de Sergio Leone, mas gente… vamo lá. O Elba é um baita de um ator, e a questão que uma pessoa colocou sobre como ele interage com a Susannah durante seus ataques de dupla personalidade realmente pode ser importante, mas nada que eles não consigam reimaginar ou até rever para o filme. Sendo assim, a questão Roland eu dou como passado. Mas aí veio o primeiro golpe que tomei: o filme começará da metade da história dos livros, incluindo ali o aparecimento de Ricahrd P. Sayre logo no primeiro filme. Mas o próprio Stephen King veio ao nosso auxílio. Uma simples imagem colocou TODOS OS FÃS em alerta máximo de que estaríamos vendo ali algo novo.

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A Trombeta de Eld é perdida após a Batalha de Jericho Hill, onde o resto dos sobreviventes da Queda de Gillead acabam sendo mortos pelos homens de John Farson. Roland a deixa lá e parte em sua jornada para chegar à Torre. Mas no filme já temos também uma imagem de Roland com a Trombeta em seu poder, o que significa que o filme se passa APÓS OS LIVROS. Isso acalmou meus ânimos e agora só aguardo o primeiro trailer.

Agora vamos falar da outra grande adaptação: o remake de IT. Algumas pessoas acham que não é algo necessário. Eu discordo, em parte porque adaptações do King sempre me fazem esperar algo (mesmo que normalmente são de medianas pra baixo) e em parte porque a primeira adaptação é no máximo mediana, e apenas a atuação espetacular de Tim Curry como o palhaço Pennywise se sobressai. Mas uma amiga já estava preocupada com a escolha de Bill Skarsgård como Pennywise. Eu pedi calma a ela. E disse que só opinaria sobre isso quando visse um trailer ou uma imagem dele como o personagem. E não estava errado de novo.

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Agora, assim como fiz com A Torre Negra, só vou aguardar o primeiro trailer da adaptação!





Um Palhaço Muito Louco *ou minhas impressões sobre A Coisa*

20 02 2015

Quando assisti ao telefilme de “It: A Obra Prima do Medo” pela primeira vez, alguns anos atrás, vi que eles conseguiram traduzir bem uma grande obra de Stephen King (seja no tamanho do livro, com mais de 1100 páginas ou na qualidade da história, que é fantástica) em pouco mais de três horas. Mas claro que eu ainda precisava ler a obra pra ter certeza disso. E foi o que fiz em 2014, quando a Suma das Letras finalmente relançou a obra em terras tupiniquins. Comprei logo que o livro foi lançado (não comprei em pré-venda, uma vergonha pra minha pessoa!) e levei cerca de um mês para conseguir terminá-lo. Ainda considero o filme uma boa adaptação, mas o terror que a história e, principalmente, Pennywise transmitem não foram completamente exprimidos na tela. Fica aqui agora a torcida para que a nova versão do filme consiga traduzir melhor (e que o ator tenha tanta capacidade quanto Tim Curry teve, porque ele foi MESMO um Pennywise assustador).

Bom, vamos ao que interessa: o livro. Desde o começo, quando acontece a primeira morte (e a primeira aparição de Pennywise) já fica um clima tenso, que a cidade de Derry realmente tem algo de estranho, alguma coisa que ninguém vê mas que torna a cidade realmente assustadora. Aliás, a “Coisa” em qualquer de suas formas é definitivamente tensa. E um personagem muito bem utilizado, sendo um dos preferidos dos fãs de King quando falamos do quesito maldade.

O “Clube dos Perdedores” (Losers’ Club no original) é composto por personagens que marcam de alguma forma. Temos o piadista (Richie Tozier), um com problema de gagueira (William ‘Bill’ Denbrough), o gordo que sofre bullying (Benjamin ‘Bem’ Hanscom), o com problema de saúde (Edward ‘Eddie’ Kaspbrak), o garoto negro (Michael ‘Mike’ Hanlon), o escoteiro e judeu (Stanley ‘Stan’ Uris) e a garota (Beverly ‘Bev’ Marsh). Por mais que soe meio preconceituoso o que escrevi, temos aqui um grupo forte de personagens, principalmente quando unidos. Bill é um líder nato, Bev desde cedo mostra ser uma garota de atitude e forte, Ben beira o gênio quando se trata de engenharia (vide a cena da represa), Richie sempre tem uma piada na ponta da língua (seja em boa hora ou fora dela), Stan tem um grande conhecimento acumulado, Eddie sempre está pronto pra ajudar no que quer que seja e Mike, o último a se juntar ao clube, demonstra uma bela força de vontade.

Temos ainda o trio de “vilões”, formado por Henry Bowers, Victor Criss e Reginald “Arroto” Huggins. Victor Criss e “Arroto” Huggins normalmente só vão na onda de Henry, o único do trio que REALMENTE é mal, tanto que Pennywise mais de uma vez se utiliza dele para tentar dar cabo do “Clube”. Aliás, Henry é reconhecido como um dos personagens humanos mais sádicos dentro da bibliografia de King. Muitas ações dele são completamente descabidas para alguém da idade dele, desde criança.

A história como um todo é fantástica, tanto quando o “Clube” ainda é adolescente como no momento em que, já adultos, retornam a Derry para, mais uma vez, enfrentar a “Coisa”. A lição de amizade e o fim da infância e adolescência que King mostra nesse livro é maravilhosa, como acontece no conto “O Corpo” (do livro “Quatro Estações”). O enredo pode parecer cansativo às vezes, mas eu vejo como necessário pra compreendermos melhor os personagens e seus problemas (sejam de ordem pessoal ou seu envolvimento com a Coisa).

De modo geral, é um dos melhores livros de Stephen King que li até hoje (e já passei dos 30!).