23 03 2012

É raríssimo eu fazer um post do gênero. Aliás, é raríssimo eu postar, né? Mas isso não vem ao caso agora.

Um dos maiores gênios do humor brasileiro, que eu pude acompanhar bor uns bons anos de minha vida, faleceu hoje, vítima de parada cardiorrespiratória e falência múltipla dos órgãos. Ele vinha lutando há mais de 100 dias contra a doença que o derrubou, mas a luta, enfim, findou.

Dono de tantos personagens, de um humor refinado e de um dos melhores programas da TV brasileira, até hoje copiado (A Escolinha do Professor Raimundo), Chico Anysio trabalhou na TV enquanto lhe foi possível. Atuou em novelas, filmes, seriados… enfim, ele era multifacetado. E um criador de personagens como poucos no mundo do humor, não só em terras tupiniquins, como em todo o mundo.

Sem mais delongas, RIP Chico Anysio. O humor está de luto.

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Oh, a morte… *ou Top 15+1 de mortes em anime*

19 03 2012

Há eras eu não posto nada sore animes, não é mesmo?

Pois bem. Hoje, pra tirar o atraso, irei fazer um post sobre as 15 mortes que eu mais me comovi (ou curti) nos animes. Obviamente, como toda lista, será passível de discussões acaloradas (já que animes como One Piece, Elfen Lied e afins eu não acompanho/acompanhei). Mas é aquilo que eu acho: cada lista é algo pessoal, e é o que aquela pessoa sente. Por isso, essa é uma lista extremamente especial pra mim. Atenção: a partir daqui, poderá ocorrer SPOILERS. É por SUA conta e risco!

15º: L. Lawliet (Death Note)

A morte do detetive mais genial dos animes (eu o compararia a Sherlock Holmes em alguns momentos) foi cercada por uma discussão muito interessante. Algumas pessoas acharam interessante o rumo que isso tomou, com a entrada de Near (o lado cerebral de L) e Mello (o lado ação e porrada dele) para substituí-lo. Mas eu discordo: a série decaiu a partir daí. Enfim, vamos à morte em si. Ela entra aqui exatamente por ele ser um personagem extremamente carismático, e uma taca de gênio de Raito Yagami acabou com todas as chances de L conseguir captura-lo. Não deixa de ser um momento triste, seja no anime ou no mangá.

14º: Toguro (YuYu Hakusho)

Após uma das melhores lutas que eu já vi em animes (outro post, hein??), Toguro é vencido por Yusuke. Mas ele paga caro o preço de usar toda a sua força e ultrapassar os seus limites. Mesmo sendo um dos vilões mais interessantes, sua morte é marcante.

13º: Tomoe Yukishiro (Rurouni Kenshin)

A primeira mulher do lendário Battousai. Kenshin estava até começando a perder esse seu lado mais sanguinário graças a ela. Mas o pai dela tinha planos mais ousados para o retalhador, e usou sua filha como meio para por um fim ao samurai. Só que a garota realmente o amava. Resultado: em meio a uma luta entre os dois, ela acabou pagando o preço.

12º: Kenshin Himura (Rurouni Kenshin)

Kenshin Himura foi um lendário espadachim, que ajudou na revolução que pôs fim ao Shugunato Tokugawa. Após isso, cansado de matar, ele sai pelo Japão caminhando errante. Ele então conhece Kaoru Kamiya, e sua vida muda. Ele volta a lutar para proteger seus amigos. Derrota diversos inimigos, incluindo uma sombra de seu passado. Mas nem mesmo isso foi capaz de evitar sua morte, de um modo cruel: uma doença degenerativa. Um triste fim para uma lenda.

11º: Kuririn (Dragon Ball Z)

Sim, Kuririn é um tipo de sparring da série. Só apanha ou morre. Mas a morte dele na luta contra Freeza se torna marcante. Se não é triste ou realmente incrível, provoca uma das melhores cenas de Dragon Ball: a transformação de Goku em Super Saiyajin. Marcante.

10º: Shaka de Virgem (Saint Seiya)

“O Cavaleiro mais próximo de deus”. É assim que Shaka sempre foi tratado pelos outros cavaleiros, sejam de ouro, prata, bronze ou o que quer que seja feita sua armadura. Ele sempre protegeu a casa de Virgem com todo afinco, e apenas uma vez foi “vencido”, por Ikki de Fênix. Porém, durante a Guerra Santa, ele foi confrontado pelo poderoso trio de Cavaleiros de Ouro, mortos na batalha do Santuário: Saga de Gêmeos, Shura de Capricórnio e Kamus de Aquário. Ele tinha a situação sob controle. Mas os três não estavam para brincadeira, e Shaka então é vencido de um modo cruel: o ataque proibido pela própria deusa: A Exclamação de Athena.

9º: Vegeta (Dragon Ball Z)

Vegeta é o príncipe dos Saiyajin. E um orgulhoso guerreiro. Apesar de ser derrotado por Goku na Terra, ele não desiste de lutar e lutar, até vence-lo. Quando ele volta da sua luta na Terra, descobre que o temível Freeza tinha ido ao planeta Namekusei, em busca das esferas do dragão. Vegeta, claro, foi atrás delas também. Após muitas aventuras e desventuras, Freeza fica frente a frente com Vegetam Kuririn e Gohan. Freeza, após brincar muito, atinge sua última transformação. E Vegeta descobre que não podia com ele desde o princípio. Seu discurso para Goku antes de morrer é antológico.

8º: Saga de Gêmeos (Saint Seiya)

Saga estava possuído pelo espírito de Ares, e provocou uma guerra no Santuário, ao colocar os Cavaleiros de Bronze em rota de colisão com os defensores mais leais de Athena: os Cavaleiros de Ouro. Uma sangrenta batalha se seguiu por 12 horas. Saga parecia vencer, mas Athena foi salva. E então, quando ele parecia que conseguiria sua vitória. Mas quando o “gêmeo mal” caiu, o seu lado bom falou mais alto, e ele se matou para não matar a deusa que ele jurou proteger.

7º: Toki Suzuhara (Neon Genesis Evangelion)

A quarta criança estava caminhando bem. Mas num momento surreal, o EVA 01 sai do controle e ataca seu EVA, que estava possuido por um Angel. Resultado: uma das mortes mais grotescas dos animes.

6º: Ichimaru Gin (Bleach)

Gin sempre esteve ao lado de Aizen. Era praticamente seu braço direito. Logo, ele nunca poderia fazer… ohwait! Ele realmente fez! Ele atacou Aizen! Gin, com aquele seu sorriso assustador, o tempo todo estava só esperando uma chance de poder derrotar Aizen e acabar com qualquer chance de ele colocar seu plano em prática. Mas o que ele não esperava é que Aizen já sabia daquilo…

A partir daqui, a coisa fica mais complicada. Essas cinco mortes me deram um trabalhão pensando. Mas vamos lá!

5º: Van Hohenheim (Fullmetal Alchemist: Brotherhood)

O pai de Alphonse e Edward Elric sempre foi um pai extremamente ausente. Edward o odeia graças a isso. Mas isso não impediu Van Hohenheim de ser um herói no fim das contas. Na luta contra os homúnculos, ele foi de vital importância, mas isso cobrou o preço dele. Ele ainda teve tempo de se despedir uma última vez de sua amada esposa, Trisha. Uma cena muito marcante.

4º: Andróide 16 (Dragon Ball Z)

Um andróide. Bom, normalmente andróides não morrem, apenas param de funcionar. Mas a cena da morte do Andróide 16 e a consequência dela é uma das cenas mais marcantes da minha adolescencia. Ele nunca foi um personagem ruim, e o Dr. Briefs tinha feito com que ele ficasse até bonzinho! Mas Cell era forte demais. E ele sentiu isso na pele… ou endoesqueleto, no caso.

3º: Maes Hughes (Fullmetal Alchemist: Brotherhood)

Um dos personagens mais carismáticos dos animes, Maes Hughes é um Tenente-Coronel do exército. Ele sempre estava ajudando Roy Mustang, que queria chegar a Fürher. Mas ele pesquisou, caçou informações… e por fim, sabia demais. E isso custou sua vida.

2º: Pip Bernadotte (Hellsing Ultimate OVA)

Pip Bernadotte é um cara muito cool. Ele comanda um grupo de mercenários contratados pela Hellsing após a invasão do QG pelos irmãos Valentine. Eles acabam de vendo no meio de uma luta desigual contra os monstros do Major Montana Max, um nazista louco. Durante outra invasão ao QG (desta vez liderada por Zorin), os homens de Bernadotte acabam sofrendo… e nem mesmo ele  consegue sobreviver, para desespero de Celas Victoria, numa das cenas que quase me arrancou lágrimas em toda a minha história.

1º: Kamina (Tengen Toppa Gurren Lagann)

Quando um personagem é completamente excepcional, você nunca espera que ele morra. Ainda mais quando ele é, praticamente, a alma da coisa toda. Mas aqui temos um caso incomum: a morte de Kamina. Ele era, de fato, a alma do anime. Um personagem completamente pra cima, feliz, engraçado e, acima de tudo, vencedor. Mas um acaso do destino mudou tudo isso. Só vendo para entender perfeitamente. Uma cena marcante, e inesperada.

Menção honrosa: o episódio final de School Days

Lembro de quando vi esse anime. Era algo que parecia ser meio meh. Mas esse episódio final… nunca consegui esquecer. A reação de qualquer pessoa é de perplexidade.

Enfim. Após tanto tempo, aí está! Meu top 15 de mortes em anime. Claro que a menção honrosa foi mais uma coisa caótica que qualquer outra coisa, mas as 15 mortes em si… pra mim, cada uma tem um lugar especial. Comentem!!!





Elementar… que mané elementar o que!

9 03 2012

Estou próximo de finalizar um livro com alguns contos de Sherlock Holmes, do falecido escritor Sir Arthur Conan Doyle, que ganhei do meu caro amigo Erik e da Vanessa de aniversário.

Oh que bonitinho!

Oh que bonitinho!

Como todos sabem, e muito bem, sou um leitor ávido. Mas li muito pouco de Sherlock (esse livro de contos e, anos atrás, o sensacional “Um Estudo em Vermelho”, obra que mostrou ao mundo quem era Sherlock Holmes).

Mas eu já conhecia algo a mais do personagem e o mundo a sua volta. Vi alguns filmes, incluindo o mais recente (o primeiro, ainda não vi a continuação), com Robert Downey Jr. no papel principal e Jude Law como seu amigo e companheiro de todas as horas Dr. John Watson.

Sherlock e Watson no filme.

Sherlock e Watson no filme.

Porém, recentemente me ative (após alguns amigos me indicarem) à série da BBC britânica, com Benedict Cumberbatch como Holmes e o incrível Martin Freeman como Watson. Essa série se diferenciou por transportar o mundo de Holmes do final do séc. XIX para o séc. XXI. Outras vezes tentaram fazer isso, mas foram retumbantes fracassos.

Sherlock e Watson na série da BBC.

Sherlock e Watson na série da BBC.

Analisando friamente, nota-se que nos filmes de Guy Ritchie as personalidades de Holmes e Watson estão, de certo modo, um pouco diferentes. Sherlock Holmes, apesar de seu lado dedutivo estar absolutamente ativo, tem outros pontos que não aparecem nos livros demonstrados, como na cena em que ele luta boxe, ou nos flertes escancarados com Irene Adler (sem dizer que fica claro que eles tiveram algo anteriormente). Watson é um médico e, também, ex-soldado. Mas ele é extremamente abusado e também brigador, ao contrário do Watson dos livros.

Agora, na série, vemos que apesar de transportar tudo pro séc. XXI (Holmes usando celular, ter um website e Watson retratar os casos em um blog, que eu considero uma idéia sensacional), a personalidade de ambos está intacta. Holmes é alguém com uma personalidade beirando o insuportável, com raciocínio impressionante e que não percebe quando está magoando alguém. Watson é um médico solitário, recém-chegado da Guerra do Afeganistão, procurando um companheiro de quarto. Os casos elucidados remetem (inclusive o nome) aos casos clássicos dos livros, como o primeiro episódio da série “A Study in Pink” (Um Estudo em Rosa, clara alusão ao clássico Um Estudo em Vermelho). A única coisa que pode deixar todos meio cabreiros é quando ele conhece Irene Adler. Parece rolar algo, mas ao estilo Holmes, o que achei interessantíssimo!

Em ambos, não vemos o uso da célebre frase (mesmo sendo inexistente nos livros) “Elementar, meu caro Watson”, um ponto positivo. Mas a criação do vilão Lorde Henry Blackwood como vilão do primeiro filme, apesar de ser um personagem interessante, ficou meio vago. O principal antagonista da série, que é o Professor James Moriarty, só apareceu escondido e sendo citado ao final do primeiro filme, enquanto na série ele é o principal vilão desde a primeira temporada.

Bom, me alonguei demasiadamente nesse texto, o que é um bom sinal!

Pretendo voltar com força num próximo post, falando sobre Game of Thrones (livros e série).