Oscar 2019

23 01 2019

Normalmente eu falo primeiro do Framboesa de Ouro, mas eu nem vi a lista ainda, então dessa vez vou começar pelo Oscar mesmo.

Esse ano veio com uma quantidade incrível de surpresas, desde a indicação de Pantera Negra ao prêmio máximo da noite (o primeiro filme de super-heróis a concorrer a melhor filme), as 10 indicações do Roma de Alfonso Cuarón, que colocam de vez a Netflix como uma força a ser considerada (juntamente com as inesperadas 3 indicações de A Balada de Buster Scruggs, incluindo a de melhor canção para a incrível “When a Cowboy Trades his Spurs for Wings”) e Bohemian Rhapsody pintando nas categorias melhor filme e melhor ator.

A lista por quantidade de indicações está assim:
Roma – 10 indicações
A Favorita – 10 indicações
Nasce Uma Estrela – 8 indicações
Vice – 8 indicações
Pantera Negra – 7 indicações
Infiltrado na Klan – 6 indicações
Bohemian Rhapsody – 5 indicações
Green Book: O Guia – 5 indicações
O Retorno de Mary Poppins – 4 indicações
Primeiro Homem – 4 indicações
Se a Rua Beale Falasse – 3 indicações
A Balada de Buster Scruggs – 3 indicações
Poderia Me Perdoar – 3 indicações
Guerra Fria – 3 indicações

Falando um pouco das minhas apostas e torcidas. Em melhor filme eu torço MUITO para Infiltrado na Klan (assim como torço por seu diretor, Spike Lee), mas minha aposta fica entre Green Book e Bohemian Rhapsody (vencedores do Globo de Ouro), e diretor aposto em Alfonso Cuarón. Ator eu aposto que fica entre Christian Bale e Rami Malek (que venceu o Globo de Ouro), mas como é a Academia pendo pro lado de Christian Bale como vencedor. Atriz pra mim dá a lógica e Glenn Close vence. Ator coadjuvante temos o vencedor do ano passado Sam Rockwell mais uma vez indicado, mas esse ano minha aposta fica com Mahershala Ali por Green Book. Para atriz coadjuvante Regina King vem como favorita pelo Globo de Ouro que levou por Se a Rua Beale Falasse, mas coloco Amy Adams correndo por fora em Vice. Roteiro original eu aposto em Roma, e roteiro adaptado eu torço MUITO por Inflitrado na Klan, mas Nasce Uma Estrela deve levar essa (e eu acharia o máximo se A Balada de Buster Scruggs aprontasse por aqui). Animação eu aposto que teremos o primeiro filme a bater o duo Disney/Pixar em anos, e Homem-Aranha no Aranhaverso deve repetir sua vitória no Globo de Ouro também por aqui. Em canção original Shallow, o dueto de Lady Gaga e Bradley Cooper no filme Nasce Uma Estrela deve levar, mas como citei lá em cima estou torcendo pela excelente canção do filme A Balada de Buster Scruggs, When a Cowboy Trades his Spurs for Wings (também um dueto nas vozes de Willie Watson e Tim Blake Nelson), e trilha sonora original aposto em Kendrick Lamar e sua trilha de Pantera Negra. Roma é o favorito absoluto a levar como filme estrangeiro. Dentro das categorias técnicas vou ser sucinto: direção de arte deve levar Roma, fotografia Roma, figurino aposto numa zebra com A Balada de Buster Scruggs, maquiagem Vice, edição Bohemian Rhapsody, efeitos visuais deve levar Vingadores: Guerra Infinita (mas não me surpreenderia se Jogador Número 1 fosse uma zebra aqui), edição e mixagem de som Bohemian Rhapsody. Nas categorias de curta-metragem e documentário eu nunca assisto nada e não tenho opinião pra apostar em algum.

Fiquem agora com a lista completa de indicados!

MELHOR FILME
A Favorita
Roma
Vice
Pantera Negra
Green Book – O Guia
Nasce uma Estrela
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody

MELHOR DIREÇÃO
Alfonso Cuarón (Roma))
Spike Lee (Infiltrado na Klan)
Yorgos Lanthimos (A Favorita)
Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
Adam McKay (Vice)

MELHOR ATOR
Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Christian Bale (Vice)
Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
Viggo Mortensen (Green Book – O Guia)

MELHOR ATRIZ
Olivia Colman (A Favorita)
Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
Glenn Close (A Esposa)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
Yalitza Aparicio (Roma)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Mahershala Ali (Green Book – O Guia)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
Sam Rockwell (Vice)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Marina de Tavira (Roma)
Amy Adams (Vice)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Green Book – O Guia
Roma
No Coração das Trevas
A Favorita
Vice

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Infiltrado na Klan
A Balada de Buster Scruggs
Se a Rua Beale Falasse
Nasce uma Estrela
Poderia Me Perdoar?

MELHOR ANIMAÇÃO
Homem-Aranha no Aranhaverso
Os Incríveis 2
WiFi Ralph
Ilha de Cachorros
Mirai

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Roma (México)
Guerra Fria (Polônia)
Assunto de Família (Japão)
Cafarnaum (Líbano)
Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
RBG
Minding the Gap
Hale County this Morning, the Evening
Of Fathers and Sons
Free Solo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O Retorno de Mary Poppins
A Favorita
O Primeiro Homem
Roma
Pantera Negra

MELHOR FOTOGRAFIA
Roma
Nasce uma Estrela
A Favorita
Guerra Fria
Nunca Deixe de Lembrar

MELHOR FIGURINO
A Favorita
A Balada de Buster Scruggs
Duas Rainhas
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra

MELHOR MAQUIAGEM
Vice
Border
Duas Rainhas

MELHOR EDIÇÃO
A Favorita
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
Green Book – O Guia
Vice

MELHOR TRILHA SONORA
Se a Rua Beale Falasse
Ilha de Cachorros
Pantera Negra
O Retorno de Mary Poppins
Infiltrado na Klan

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Shallow” (Nasce uma Estrela)
“All the Stars” (Pantera Negra)
“I’ll Fight” (RBG)
“The Place Where Los Things Go” (O Retorno de Mary Poppins)
“When a Cowboy Trades His Spurs for Wings” (A Balada de Buster Scruggs)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Vingadores: Guerra Infinita
Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível
Jogador nº 1
O Primeiro Homem
Han Solo: Uma HIstória Star Wars

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma
Um Lugar Silencioso
Bohemian Rhapsody

MELHOR MIXAGEM DE SOM
O Primeiro Homem
Roma
Nasce uma Estrela
Bohemian Rhapsody
Pantera Negra

MELHOR CURTA-METRAGEM
Marguerite
Fauve
Mother
Skin
Detainment

MELHOR CURTA-METRAGEM – ANIMAÇÃO
Bao
Animal Behavior
Late Afternoon
Weekends
One Small Step

MELHOR CURTA-METRAGEM – DOCUMENTÁRIO
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence
Black Sheep





Trocando Ideia sobre o Rei

10 11 2018

Por mais de uma vez eu disse por aqui que pretendia falar mais sobre o Stephen King do que comentários sobre filme ou livro. Então vou fazer isso agora, mesmo que seja pra não falar tanto assim sobre algo além de livros e filmes.

Stephen Edwin King nasceu em Portland, Maine em 1947. Cresceu sem o pai, que abandonou a ele, sua mãe e seu irmão adotivo. Apesar de várias dificuldades ele cresceu lendo e se interessando pelo mundo do terror com quadrinhos e filmes. Ele estudou inglês na Universidade do Maine, onde se formou e conheceu sua esposa, Tabitha. Passou a lecionar e fazer pequenos contos para vender a revistas para poder cuidar de sua esposa e filhos. Isso mudou quando “Carrie” foi lançado em 1974. Após isso seu sucesso foi meteórico, e está em alta até hoje!

King, obviamente, focou eu seu estilo favorito, o terror (e também o suspense). Mas é aí que eu queria chegar nesse texto. King também tem obras maravilhosas em outros estilos. Quem não é acostumado a King (ou tem um amigo que nem eu que vive falando dele) normalmente se assusta ao saber que “À Espera de um Milagre” é baseado em um livro de King. Normalmente também se assustam quando falam o mesmo de “Um Sonho de Liberdade” ou o clássico dos anos 80 “Conta Comigo”. Existem outros exemplos menos conhecidos como “Eclipse Total” (Dolores Clairborne) ou “Lembranças de um Verão” (Hearts in Atlantis). Recentemente ele inclusive se arriscou numa trilogia policial (a trilogia Bill Hodges), que gerou a série “Mr. Mercedes”. Mas ainda são suas obras de terror e suspense que sempre vêm à tona quando falamos dele.

Nos últimos tempos tivemos uma explosão de adaptações de King no cinema e na tv e streamings. “IT” veio batendo recordes de bilheteria no gênero terror; “O Nevoeiro” teve uma temporada que dividiu crítica e público e foi cancelado; “Novembro de 63” foi uma minissérie que teve um certo sucesso, assim como “Castle Rock” e a já citada “Mr. Mercedes”. “A Torre Negra” foi um fracasso de crítica e público, mas ainda falam sobre uma futura série vir por aí; a Netflix trouxe na sequência “Jogo Perigoso” e “1922”; no ano que vem temos já engatilhados a sequência de “IT” e o aguardado remake de “Cemitério Maldito”. E também existem diversos projetos engatilhados, como adaptações de “Joyland”, “Revival”, “Doutor Sono” (sequência do clássico “O Iluminado”), entre outras. E como King é uma máquina de escrever histórias devemos ter outras por aí em breve.

Eu resolvi começar a ler King na época do lançamento de “Celular” (que teve uma adaptação péssima pras telas), e de lá pra cá meio que já perdi as contas de quantas obras dele eu li (mas estou na casa dos 50 livros lidos, se não estiver enganado). Se eu fosse fazer um Top 5 dele ainda teria sérias dificuldades, mas talvez seja um projeto futuro.

Bom, era isso que eu tinha a dizer sobre o Rei. É, e sempre será, meu autor favorito!





Viva: A Vida é um Coco

30 01 2018

Todos nós sabemos que a parceria Disney/Pixar costuma render filmes maravilhosos e emocionantes (tá certo que aparecem uns tropeços no caminho, mas são raros). E o mais novo filme dessa parceria vai no caminho do sucesso absoluto, algo mais Divertida Mente e menos Carros 3.

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Viva: A Vida é uma Festa (Coco no original) traz a história de Miguel, um garoto de uma família de sapateiros (há pelo menos quatro gerações), mas que tem o sonho de ser um músico de sucesso, como seu grande herói Ernesto de la Cruz, o maior músico da história do México. Eu estava digitando um resumo do filme, mas vou completar a sinopse. Miguel acaba indo parar no mundo dos mortos, e vive lá grandes aventuras em busca de seu ídolo e retornar ao mundo dos vivos.

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Não preciso dizer nada além disso, senão poderia estragar o filme. No começo tudo parecia normal. Só parecia. O desenho é Pixar de qualidade de ponta a ponta, com uma história cativante e emocionante, e personagens que te cativam sem esforço algum, além de músicas excelentes. Eu fiquei enrolando, mas AINDA BEM que vi no cinema, senão seria um daqueles que passaria a vida me arrependendo de não ter visto em tela grande.

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Outra nota aqui vai pra dublagem brasileira, MUITO boa como costuma acontecer em animações (sejam longas ou séries, normalmente o Brasil tem uma das melhores dublagens do mundo), sendo o motivo maior de eu SEMPRE abrir exceção para animações dubladas no cinema (filmes eu tenho uma resistência ENORME, mas os últimos filmes que vi no cinema tinham também ótimas dublagens).

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Esse será outro na minha coleção de DVDs num futuro (não tão) próximo, e não vejo a hora de assisti-lo outra vez!





A DC no Cinema, Dez Anos Depois de The Dark Knight

22 01 2018

Em setembro de 2008, cerca de um mês e meio após a estréia de Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) eu resolvi escrever sobre o filme, desde o momento que sucedeu o fim de Batman Begins, passando pela escolha de Heath Ledger para o papel do Coringa, sua morte prematura meses antes da estreia do filme e, quando enfim o filme chegou aos cinemas, e pudemos ver uma obra prima e uma atuação magistral de Ledger, que acabou sendo premiado postumamente em diversas premiações, incluindo um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Hoje completa dez anos da morte de Ledger, graças a uma overdose acidental de remédios que ele ingeriu (dizem que ele começou a toma-los graças a loucura que foi sua preparação para viver o Coringa, mas nunca confirmaram isso… e hoje eu acho pouco provável também). Como o texto de 2008 já disse muito sobre o filme à época, vou falar mais sobre como ele está dez anos depois, e como ele (e a trilogia Batman de Christopher Nolan) acabou sendo uma bênção e uma maldição para a DC nos cinemas.

A visão mais sombria de Nolan foi certeira para essa trilogia, num momento onde só tínhamos ali os filmes do Homem Aranha e dos X-Men como parâmetro (e um péssimo Superman: O Retorno na conta da DC), e a Marvel dando o pontapé inicial do que ficaria conhecido como o Marvel Cinematic Universe com Homem de Ferro (até então era apenas uma aposta da Marvel, que deu muito certo, como dez anos puderam provar). A criação, o auge, a queda e a redenção do Morcego em três atos foi um marco na história do cinema, e que levou a mesma DC a convocar Nolan como produtor de seu reinício do Superman, com Homem de Aço (vivido por Henry Cavill e dirigido pelo “visionário diretor de 300” Zack Snyder). O problema é que a visão mais dark do Superman provou-se um erro, já que o personagem é praticamente a luz de esperança que a DC tem, e então Nolan decidiu se afastar mais do que então ficou conhecido como DC Extended Universe, no que agora sabemos ser uma falha IMENSA da DC de querer fazer o mesmo que a Marvel fez, sendo que no começo a própria DC disse que não era o jeito deles de fazer as coisas.

Bom, após Homem de Aço tivemos ainda Batman vs Superman, Esquadrão Suicida, Mulher Maravilha e Liga da Justiça, onde apenas Mulher Maravilha escapou do massacre da crítica (e de grande parte do público), sendo que esses filmes só são mesmo defendidos pelos fãs da DC (que muitas vezes se provam desprovidos de uma crítica mais sensata, se bem que os fãs da Marvel também sofrem desse problema). Ao perceber que foi tudo um grande erro, agora a DC está revendo o DCEU, e pretende lançar mais filmes fechados (que normalmente são um acerto) e ainda não sabem bem o que fazer com a história até agora, principalmente com o lançamento em 2018 do filme solo do Aquaman.

Agora, falando mais um pouco sobre The Dark Knight após esses dez anos. Esse é um filme que vai continuar envelhecendo bem, porque é uma obra tão bem encaixada, com um enredo pra lá de incrível, cenas espetaculares (principalmente as filmadas em IMAX) e uma execução geral que eu só fui ver novamente em Mad Max: Fury Road, praticamente sete anos depois. Eu imagino que mesmo a DC/Warner conseguirá, dificilmente, fazer um filme daquele nível dentro do seu universo, seja ele estendido ou fechado. Eu gosto de certos detalhes nos filmes do DCEU (menos em Esquadrão Suicida, esse nada escapa). Homem de Aço é um filme subestimado, com o melhor vilão da DC pós trilogia do Nolan (e pra mim um dos melhores vilões dos filmes de herói nesses dez anos, entre DC, Marvel ou outras). Batman vs Superman teve momentos bacanas, como a Mulher Maravilha ou até mesmo a batalha contra o Apocalypse. Mulher Maravilha era pra ser o melhor filme do DCEU até agora, mas com um terceiro ato MEDÍOCRE e um vilão horrível o filme perdeu MUITA força, mas mesmo assim considero o segundo melhor do DCEU. Liga da Justiça foi um filme divertido, com o verdadeiro Superman finalmente dando as caras e acaba sendo o melhor dessa leva até o momento.

Agora o que podemos fazer é esperar a DC ressurgir das cinzas, ou apenas continuarmos apostando nas animações que ela faz, que normalmente são incríveis!





Desabafo Maravilha

13 01 2018

Eu juro que tentei aguentar o máximo. Suportei diversos momentos de pura campanha exagerada e absurda. Até concordei que era um bom filme. Mas o Critics Choice Awards me fez explodir.

Mulher Maravilha como melhor filme de ação, concorrendo com Logan e Planeta dos Macacos: A Guerra??? Ainda haviam Thor: Ragnarok e Baby Driver na disputa, mas esses dois, por mais que eu ache melhor que Mulher Maravilha, ainda aceitaria. Agora… Logan e Planeta dos Macacos é INADMISSÍVEL.

Mulher Maravilha, como uma arma de campanha, pode até ser aceitável. Agora, levar ele como um filme de ação melhor do que uma obra prima como Logan e um filme incrível como Planeta dos Macacos? Desculpa, não tem como. É absurdo. É ridículo. É ERRADO.

O filme tem uns bons momentos, como a cena nas trincheiras (essa posso até considerar a melhor cena do DCEU até agora), e uma construção de relacionamento bacana entre ela e o Steve Trevor. Mas o terceiro ato INTEIRO do filme é um erro. O vilão é tão péssimo quanto o Steppenwolf de Liga da Justiça ou quase todos os vilões do MCU. A conclusão da história é ridícula. Eu tenho pra mim que o filme levou esse prêmio mais pela carga de críticas à falta de mulheres nas premiações (que em certo nível concordo) do que pela qualidade em si da obra.

Foi um desabafo que estava guardado desde que começaram a campanha pelo Oscar para o filme e sua diretora, e que exacerbou nesse Critics Choice à ponto de eu pegar birra definitiva do filme.





Quando a Referência é Incrível

15 05 2017

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Aí vocês se perguntam: por que esse texto sobre referência começa com uma foto do trio de amigos do clássico “O Grande Lebowski” dos irmãos Coen? A resposta vem à seguir.

Cada vez mais eu me convenço de que My Little Pony não é simplesmente um desenho (apenas) pra crianças. E vou dar um exemplo disso que rolou num episódio da quinta temporada que assisti ontem.

Estava eu calmamente assistindo o desenho, quando começou um episódio COMPLETAMENTE aleatório. Ok, é sim um episódio do desenho, afinal tem os personagens e o humor característico do desenho. Porém o episódio TODO é um caos completo, desde um convite de casamento com a data errada (fazendo o evento todo ser preparado DE ÚLTIMA HORA) até um batalha ocorrendo o episódio inteiro como pano de fundo (num esquema bem parecido com o utilizado no início de Guardiões da Galáxia Volume 2). Até aí tudo bem, mas não é esse o ponto principal que me faz entrar nessa explanação.

Em dado momento, Dr. Hooves (o pônei com uma AMPULHETA como cutie mark, que usa uma gravata borboleta a maior parte do tempo e tem uma amiga quase sempre junta a ele chamada ROSE) entra em desespero porque o terno dele não está arrumado. Ele então sai à procura da Rarity, e acaba pendindo ajuda para encontrá-la. Ele consegue, mas DJ Pon-3 acaba o levando até um boliche. Aqui é que começa a sacada MAGISTRAL de easter egg do episódio. DENTRO do boliche ele encontra três cavalos usando roupas estilosas, e se interessa em saber quem as fez. Mas a sacada ainda não está nisso, e sim nesses três personagens. Esses três personagens são CLARAMENTE baseados no trio de amigos do filme “O Grande Lebowski” dos Irmãos Coen: O Cara, Sobchak e Donny. As cutie marks deles inclusive são GENIAIS: um tapete, uma maleta e um pino de boliche. UMA SACADA INCRÍVEL!!

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Eu sei que ainda existem outras, mas não consigo lembrar de cabeça agora. É que essa saltou diretamente aos olhos e foi algo bom demais pra se deixar passar!!

Enfim, continuo insistindo: deem uma chance pro desenho!!





Equestria Girls e um Temor Injustificado

24 04 2017

Desde a primeira vez que fiquei curioso de assistir My Little Pony, uns dois anos atrás, eu também vi a existência de alguns filmes que também fazem parte da série, mas um pouco diferente: trata-se de Equestria Girls, que traz as mesmas personagens, porém com a diferença de que elas têm forma humana. Eu via aquilo e ficava um tanto horrorizado. “Pra que aquilo?” era a pergunta que eu sempre fazia.

Como atingi a quarta temporada de Friendship is Magic os filmes já poderiam ser assistidos (ao menos o primeiro, preciso confirmar onde os outros se encaixam na cronologia). Enrolei um pouco mas decidi assistir ao primeiro filme. Admito que meu “horror” era completamente infundado, porque a explicação faz todo o sentido.

Equestria Girls se passa num mundo paralelo ao de Friendship is Magic, onde as mesmas personagens vivem. Tendo isso em mente é possível se curtir o filme com tranquilidade!

A história trata de uma visita de Twilight e suas amigas ao Reino de Cristal, um tempo depois da coroação de Twilight Sparkle pela Princesa Celestia. Porém naquela noite uma pônei rouba a coroa de Twilight e acaba fugindo por um espelho. Celestia e Luna explicam que aquela pônei era Sunset Shimmer, uma antiga aluna de Celestia que havia fugido para aquela outra dimensão. Twilight então se vê obrigada a ir a essa outra dimensão e impedir Sunset Shimmer de causar um grande caos.

O filme tem ótimos momentos, principalmente quando Pinkie Pie está em cena. Um desses momentos é logo no começo do filme quando Pinkie Pie, ao demonstrar mais um daqueles momentos que só um desenho animado pode explicar, acaba fazendo um som PECULIAR ao voltar ao normal.

Enfim, acabei também me afeiçoando às Equestria Girls, e vou ver os outros três filmes quando achar que o momento é propício com relação à Friendship is Magic!

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