Sobre ingressos e afins

29 05 2015

A crise econômica parece estar, finalmente, afetando fortemente os shows aqui no Brasil.

Queria dizer que esse é o único motivo que leva os valores dos shows do Muse e do Pearl Jam aqui no país a terem preços inaceitáveis.

O Pearl Jam fará shows em cinco cidades.  Vejamos uma tabelinha de valores (inteiras):

– Porto Alegre: R$ 160 a R$ 460;

– São Paulo: R$ 200 a R$ 680;

– Brasília: R$ 250 a R$ 650;

– Belo Horizonte: R$ 200 a R$ 600;

– Rio de Janeiro: R$ 240 a R$ 680.

E os valores do Muse, com shows em apenas duas cidades:

– São Paulo: R$ 220 a R$ 650;

– Rio de Janeiro: R$ 250 a R$ 700.

Inclua nesses dois shows do Muse uma nova modalidade, um tal de “early enter”, que permite quem compra esse serviço entrar uma hora mais cedo. Valor: R$ 300.

Não vi alguma manifestação do fã clube do Pearl Jam, mas o Muse BR (maior fã clube do Muse no Brasil) se manifestou com uma nota no seu site. Caso se interesse, leia em http://www.musebr.com/05/2015/nota-da-equipe-sobre-os-valores-dos-ingressos/ para entender melhor.

O caso é que o Régis Tadeu foi com os dois pés no peito do fã clube (e dos fãs), dizendo que é uma reclamação infantil. Citando o próprio Régis: “Depois que terminei de gargalhar ao ler este “mimimi” típico de quem foi criado à base de iogurte de kiwi, torradas com geleia de morango e sabonete da Barbie, resolvi ampliar o espectro e meu pensamento e encontrei mais um exemplo de como as novas gerações de fãs são o retrato fiel do processo de emburrecimento coletivo que assola o Brasil.” Claro, sou amigo pessoal de uma das “cabeças” do fã clube, mas não é por isso que vou sair em defesa dos fãs. O mesmo Régis usa de um artifício muito usado por aí: “TÁ CARO? ENTÃO NÃO VÁ AO SHOW, PORRA!”. Legal, mas isso é um artifício pobre. Poxa, um fã não reclamaria de pagar caro, contanto que não fosse um valor que BEIRA O SALÁRIO MÍNIMO (essa é uma das principais reclamações do fã clube na nota, inclusive). O texto do Tadeu, de um modo geral, destila raiva (ódio é uma palavra forte). Ele chegou a discutir no twitter sobre isso, dizendo que não há ódio nenhum e mandando as pessoas estudarem. Cara, leia com atenção o texto do Régis que você vê que foi um ataque barato SIM.

Indo na contramão de Régis Tadeu o Luís Cesar Pimentel escreveu no R7 um texto em apoio às reivindicações do fã clube (http://entretenimento.r7.com/blogs/luiz-pimentel/2015/05/28/o-pessoal-do-musebr-ta-certissimo-em-reclamar/). Um texto mais sóbrio e com explicações mais sensatas, como no trecho em que ele fala sobre os valores de cachê da banda em comparações a outras big bands mundiais. A conta, definitivamente, não bate. E esse texto não é em nenhum momento cheio de raiva.

O fato é que a crise atual ajuda, sim, esses valores exorbitantes. Mas não justifica. Nem perto disso. Se as produtoras quisessem poderiam abaixar esses valores. Não faria nenhum mal a elas. Mas, como o próprio fã clube diz, eles querem arrecadar mais em cima dos fãs. Uma das piores invenções em shows se chama PISTA PREMIUM (ou Pista VIP, sei lá). No primeiro show grande que fui elas já existiam. Em 2002 fui ao Rush, no Morumbi. Paguei R$ 80 num ingresso inteiro para pista normal. Nem me lembro quanto era a Pista VIP. Só lembro que, no meio do show, a galera próxima a divisão das pistas ligou o foda-se e INVADIU a VIP, sem dó nem piedade! E eu achei aquilo o máximo! Mas fiquei no meu cantinho, satisfeito com o ponto onde estava. De lá pra cá isso piorou, com os valores disparando com o passar dos anos. Insisto: parte disso é, sim, a crise. Mas a maior parte é o desejo das produtoras de ARRECADAR. Sou capitalista e compreendo que isso não é totalmente errado. Mas poxa… não precisa enfiar uma bastarda no peito dos fãs e arrancar o couro!!

Todo meu apoio ao fã clube e aos fãs!!!

11294594_864049880340399_1326910423_o

#NÃOSOMOSANIMAIS

Anúncios




Um Louco nas Estradas *ou Mad Max: Estrada da Fúria*

18 05 2015

Lembro quando foi anunciado o remake de Mad Max (1979). Escolheram Tom Hardy para o papel de Max Rockatansky e o visual pós-apocalíptico de puro deserto seria mantido intacto. Isso era tudo o que eu sabia com certeza até ver o trailer do filme, quando fui assistir a Vingadores: Era de Ultron. Sim, eu estava evitando ver trailers ao máximo. Queria ir ao cinema com a mente praticamente vazia de informações, e estava conseguindo fazer isso. Mas ao ver o trailer a situação mudou. Eu já tinha uma vontade boa de ver o filme, que o trailer potencializou imensamente.

MADNESS

                                                                MADNESS

Durante a semana passada, antes da estreia, uma informação nova veio dos Estados Unidos, que voltou a potencializar a minha vontade (e a de MUITA gente por aí) de ir ao cinema ver o filme: Aaron Clarey, um tipo de ativista pelos direitos dos homens (juro que tô até agora tentando engolir isso) resolveu disparar contra o filme. O motivo: a personagem de Charlize Theron, Imperatriz Furiosa. Segundo Clarey a personagem Furiosa tenta ser mais do que Max, “latindo ordens” ao personagem que dá nome ao filme. “E ninguém late ordens a Max”, também frase de Clarey. Ele se baseia nos TRAILERS para supor isso. Basicamente, um babaca.

Max e Furiosa

                                         Max e Furiosa

Bom, ao ver o filme você resolve pesar as palavras de Clarey. E, como se já não fosse de se imaginar, descobre que é pura besteira. Imperatriz Furiosa é, sim, uma badass de primeira. Mas essa de latir ordens não cola. Ela fica no mesmo nível de Max, ambos personagens com níveis de fodacidade elevadíssimos. Mas a diferença clara entre os dois personagens já tinha sido esclarecida pelos caras do Judão: Max Rockatansky é um cara que não fala muito. Ele age. Ponto. E existe outro detalhe importante aí: Tom Hardy é um ótimo ator, mas Charlize Theron é uma atriz excelente, em minha opinião num nível acima do de Hardy.

A fotografia do filme é esplêndida. O clima desértico chega a te dar sede algumas vezes. Os carros são construções completamente doidas, mas que dá vontade de sair dirigindo um por aí! O maluco da guitarra que cospe fogo é uma loucura que te faz pensar que não precisa mais ir a um show do Slipknot (essa frase foi uma cortesia do amigo Edu, @melts10). E uma coisa interessante: o 3D do filme chega a te fazer pensar se foi ou não gravado em 3D, mas o mesmo Edu me confirmou que é convertido. PARABÉNS AOS ENVOLVIDOS, a melhor conversão 3D que eu já vi!

Em suma, a experiência de ir ao cinema ver Mad Max foi extremamente válida. Um louvável 10/10!





O Universo Cinematográfico da Marvel *ou minha lista atual da MCU*

13 05 2015

Após assistir a Vingadores: Era de Ultron minha lista da MCU foi atualizada. Vou deixar de fora aqui, por enquanto, Agent Carter (que ainda não assisti). Pelos trailers eu imaginava que ele poderia até mesmo entrar no topo da lista, mas isso não se concretizou. Não, o filme não é ruim. Mas o problema é que os trailers entregaram coisas demais, fazendo o impacto (ao menos pra mim) ser bem menor do que o que se esperava. Sem mais delongas, a lista atualizada!

 

  1. Guardiões da Galáxia Vol. 2
  2. Capitão América: Soldado Invernal
  3. Jessica Jones
  4. Demolidor
  5. Guardiões da Galáxia
  6. Doutor Estranho
  7. Homem-Formiga
  8. Capitão América: Guerra Civil
  9. Vingadores
  10. Homem de Ferro
  11. Capitão América: O Primeiro Vingador
  12. Agents of S.H.I.E.L.D.
  13. Vingadores: Era de Ultron
  14. Homem de Ferro 2
  15. Homem de Ferro 3
  16. Thor
  17. Thor: O Mundo Sombrio
  18. O Incrível Hulk

Agents of S.H.I.E.L.D. eu ainda estou atrasado cerca de oito episódios, então talvez ele possa ainda subir na lista. Capitão América: Soldado Invernal foi um filme que realmente será difícil de ser batido dentro do MCU, e nisso incluo até os vindouros filmes. Demolidor foi o único que chegou ao mesmo nível (algo mais sério, mas não sombrio). Guardiões da Galáxia é algo diferente. É mais galhofa, mas ainda assim extremamente divertido e com uma história bem legal, coisa que imagino será o caminho que Homem Formiga (próximo lançamento) vai tomar. Os dois Vingadores são filmes que eu considero muito próximos. E apesar do tom e da questão da primeira vez que todo mundo lutou junto no primeiro ter um grande impacto, no segundo filme o vilão era mais complexo (alienígenas são tensos, mas um robô com inteligência artificial e com problemas de carência e um pingo de loucura me ganhou nessa). O primeiro Homem de Ferro começou a coisa toda, e é um grande filme de origem. E foi uma catapulta fantástica pro Robert Downey Jr. reerguer sua carreira. Da mesma forma o primeiro Capitão América é um ótimo filme de origem, e que deixa o personagem mais interessante até do que nas HQs. O terceiro Homem de Ferro entregou diversas armaduras ao mesmo tempo, incríveis explosões mas uma história apenas razoável. Thor: O Mundo Sombrio tinha potencial, mas o vilão foi muito fraco. Nesse filme eu ainda assim destaco Loki, sempre excelente. A série Agents of S.H.I.E.L.D. é o retorno à vida do agente Coulson, morto no final do primeiro Vingadores, com uma equipe totalmente nova pra fazer trabalhos de campo da organização comandada por Nick Fury. A primeira temporada se apoiou demais nos filmes, mas a segunda conseguiu caminhar sozinha e trouxe uma melhora visível. Os três últimos da lista (Homem de Ferro 2, Thor e O Incrível Hulk) são filmes legais, mas muito aquém do que foi feito nos outros do estúdio. Thor ainda é bem divertido, mas meio corrido em certos aspectos.

Update 01: Terminei a segunda temporada de Agents of S.H.I.E.L.D., e a série deu uma bela subida na tabela!

Update 02: Assisti Homem-Formiga. Um belo filme, com uma pegada bem parecida com a de Guardiões da Galáxia (um humor despretensioso) com uma pitada de dramas familiares (mas que encaixa perfeitamente com o que o filme quer passar). Já chegou entrando no top 5. Quem caiu foi Era de Ultron, depois de eu pensar por um tempo que o filme realmente não é lá essas coisas.

Uptade 03: Com a terceira temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. rolando e finalizada a primeira temporada de Jessica Jones, Agents ultrapassa Era de Ultron na tabela (a série tem elevado o nível a cada novo episódio), mas não ganha posição graças a chegada de Jessica Jones. E aliás, Jessica Jones já chega entrando no top 3!

Update 04: Ainda não assisti a nova temporada de Demolidor e nem Luke Cage, mas nessa lista já entra Capitão América: Guerra Civil no meio da tabela e algumas mudanças, depois de muito pensar: Thor: O Mundo Sombrio cai e o primeiro Thor sobe.

Update 05: Doutor Estranho é um grande filme, tanto visualmente como no elenco (aqui faço um ode à Benedict Cumberbatch, que se mostrou um Stephen Strange ao nível do Tony Stark de Robert Downey Jr.). Os trailers faziam o filme parecer algo gigantesco, mas o fato de ele não ter atendido a ESSA expectativa me deixou mais animado. O filme foi visualmente o melhor que vi nos últimos tempos (o melhor inclusive desde Avatar) e com um 3D espetacular! Sendo assim ele entra na parte de cima da tabela, diretamente no top 5!

Update 06: Guardiões da Galáxia Vol. 2 chegou como um soco na cara, com seu visual incrível em batalhas no espaço e com uma história cativante sobre família. Parte das críticas disse que o filme exagerou no drama, mas eu acho que foi absolutamente perfeito, enquanto o humor foi elevado à enésima potência! As histórias do encontro de Peter Quill com seu pai Ego, de Yondu Udonta e os Ravagers e o crescimento de certos personagens como Rocket Raccoon são os principais pontos positivos do filme, assim como a excelente dupla que virou Drax e Mantis. Guardiões atropela a concorrência e é o novo líder da lista!