O Desabafo de Gelo e Fogo

24 05 2019

Nas últimas semanas (talvez até meses), potencializado pela temporada final de Game of Thrones, eu simplesmente entrei num loop de rage infinito por George Raymond Richard Martin. Eu cheguei a pegar uma birra pesada da série, mas quando coloquei as ideias no lugar (mais ou menos após a desastrosa ação de Daenerys em Porto Real no quinto episódio da oitava temporada) repensei e passei a ver a série de outro modo, como um material diferente dos livros. Os showrunners D.B. Weiss e David Benioff realmente tomaram algumas medidas criativas duvidosas até o fim da quinta temporada, mas a série se manteve até bem consistente. À partir do primeiro episódio da sexta temporada, quando o material original em que a série se baseava esgotou, D&D passaram a tomar medidas pra lá de caóticas. Mas mesmo com um monte de furos e ESQUECIMENTOS eles completaram a série. Foi um final bom? Não. Mas foi digno pro caminho que eles resolveram tomar. O ponto é que Martin, que lançou “A Dança dos Dragões” em 2011 (ano em que a série começou a ser exibida na HBO), simplesmente não lançou “Os Ventos de Inverno”, o sexto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, por mais que os fãs estejam na expectativa desde pelo menos 2012 (quando o livro saiu aqui no Brasil pela LeYa, numa história que daria outro texto interessante).

Martin é um procrastinador de primeira linha. Numa entrevista com Stephen King ele chegou a perguntar COMO o autor de livros como “Carrie” e “It: A Coisa” conseguia lançar dois livros ao ano. A resposta de King diz muito: “King riu e explicou que tenta escrever três ou quatro horas por dia, e produzir uma meia dúzia de páginas. “Há livros e livros. Então, se o manuscrito tem 360 páginas, o trabalho dura dois meses, mas isso supondo que esteja tudo indo bem”, explicou o mestre do terror.” (https://veja.abril.com.br/entretenimento/george-r-r-martin-quer-saber-como-stephen-king-escreve-tao-rapido/)

Então é algo simples: enquanto King tem em mente que ele pode escrever um pouco por dia e lançar essa média de dois livros por ano (ou um por ano se for um calhamaço de quase mil páginas como “Novembro de 63” ou “Sob a Redoma”), Martin parece ter uma dificuldade enorme de manter isso em mente. E por isso “As Crônicas de Gelo e Fogo” estão em hiato desde 2011. E é esse ‘descaso’ que me faz sentir um desgosto gigantesco por Martin, novamente potencializado por suas reclamações sobre o fim da série, já que ele disse em determinado momento ter contado a D&D como ele imaginava o final. Só que sem uma base de como chegar exatamente àquele final D&D precisariam de um milagre para conseguir bolar algo em 23 episódios entre a sexta e a oitava temporada para fazer Martin “feliz” com esse final.

Nos resta esperar que Martin resolva cumprir sua nova previsão, e que mais ou menos em julho de 2020 esse livro já tenha sido lançado. Eu acredito? Já cheguei num ponto que de verdade duvido que ele lance “Os Ventos de Inverno”, mas como eu realmente gosto MUITO dessa saga também estou na torcida de que esse gordo barbudo finalmente pare de procrastinar (principalmente agora que a série acabou e os spin offs ainda estão em pré produção ou conversas) e deixe os fãs felizes.

Mas no fundo eu ainda duvido.





A Cidade Onde Só Eu Não Existo *ou Erased*

12 06 2018

Quem me conhece sabe que eu, de verdade, não gosto muito de séries. Sim, existem algumas que eu assisto (mas consigo contar sem esforço: Game of Thrones, Sherlock, Doctor Who, Agents of S.H.I.E.L.D. e Brooklyn Nine-Nine, que eu oficialmente ainda estou assistindo, sendo que apenas Game of Thrones estou em dia), mas mesmo assim é difícil eu me prender a uma série que começo (posso enumerar aqui algumas que simplesmente perdi interesse em algum momento: The Following, Heroes, Gotham e Once Upon a Time) e algumas que eu simplesmente coloquei em pausa por tempo indeterminado (casos de Westworld e Ash vs Evil Dead). Mas um mangá que eu comecei a ler por curiosidade acabou me levando a uma série live action, produzida pela Netflix no ano passado e que me prendeu completamente: falo de Erased (que na verdade se chama Boku Dake ga Inai Machi).

erased-netflix-review-divisao-paralela

Essa série fala sobre Fujinuma Satoru, um rapaz que sonha em ser um mangaká, mas até seus 29 anos ainda não conseguiu fazer um mangá seu ser lançado. Assim, ele vive sozinho em Tokyo e trabalha como entregador de pizza. Numa dessas entregas ele tem um fenômeno que ele chama de “revival”, onde Satoru volta no tempo em um período de um a cinco minutos, sempre ativado pelo fato de alguma tragédia estar próxima de acontecer próxima a ele. Após uma tragédia ocorrer a ele seu “revival” é ativado, porém ele volta cerca de 18 anos no tempo. Ele precisa evitar que algo nesse tempo de sua vida ocorra, o que impediria essa tragédia ocorrer em seu futuro/presente.

69b74b6fdeb783deaa6adce24a1f2ce55df74eab

Falando assim parece um plot simples, mas a história, suas reviravoltas e as atuações pra lá de ótimas te prendem de uma maneira única (pelo menos ocorreu comigo, ao postar esse texto estou apenas pelo episódio final para encerrar a série). Eu dei uma sinopse simples, citando apenas Satoru para não dar nenhuma informação que possa influenciar ao assisti-la. Eu recomendo fortemente que aqueles que curtem uma boa série dê uma chance a essa. São 12 episódios de cerca de meia hora cada, então vale a pena até maratonar!





Breves Comentários sobre o Cancelamento de Sense8

2 06 2017

Ontem a Netflix anunciou, repentinamente, o cancelamento de uma de suas séries mais assistidas (ao menos aqui no Brasil, e acho que ESSE é o ponto chave pra se iniciar a discussão), Sense8. Anteriormente The Get Down também havia sido cancelada pelo serviço de streaming (e estúdio nas horas vagas, lançando título atrás de título original nos últimos tempos, entre séries e filmes).

Obviamente os fãs caíram matando contra isso. Entendo a revolta dos fãs, mas só até certo ponto. Colocar isso como um desserviço a certas minorias (em ambos os casos, tanto Sense8 quanto The Get Down) pode até ter lá sua razão, porém o que importa DE VERDADE para a Netflix e seus acionistas é: o quanto de retorno financeiro elas estão dando? Além, claro, de diversos problemas durante a produção das séries, o quanto isso afeta na qualidade ou, novamente, no RETORNO FINANCEIRO a essa galera?

Gente, vamos lá: chega de ver a Netflix como uma pessoa e passem a ver como ela SEMPRE foi: uma empresa de capital aberto. E empresas visam LUCRO, e não apenas likes em redes sociais ou discursos (que em certo âmbito ela REALMENTE o fez, não posso negar). Mas por favor, PAREM DE ACHAR QUE TUDO ISSO É UM COMPLÔ CONTRA AS MINORIAS, NÃO É NADA DISSO!!

Há quem diga que foi absurdo renovarem 13 Reasons Why e cancelarem as outras duas. Provavelmente isso ocorreu porque 13 Reason DEU RETORNO AOS CARAS, enquanto as outras duas encararam problemas que davam mais dores de cabeça do que retorno a eles.

Querem reclamar por terem ficado sem um final digno? Ok, tem meu apoio. Querem partir pro outro lado? Não contem comigo. Desculpem, mas acho que é um exagero brutal isso tudo.





Um Doran Sem Planos Não É um Doran Feliz

13 06 2016

Em diversas conversas com uma amiga eu sempre toco num ponto sobre Game of Thrones: Doran Martell e o núcleo de Dorne como um todo na série. Spoilers no texto para quem não leu os livros.

Dark Spoilers

Até a luta entre a Víbora Vermelha e a Montanha o núcleo de Dorne vinha tendo um papel dos mais interessantes, incluindo a “incapacidade” de Doran Martell de tomar uma atitude depois da morte de seu irmão Oberyn em Porto Real. Mas quem leu os livros sabe que nada é o que parece, e que Doran na verdade tem um dos estratagemas mais interessantes até o final do quinto livro. Tá certo que ao menos duas partes desse plano falham miseravelmente (a tentativa de coroar Myrcella e a ida de Quentyn para Meereen para tentar casar com Daenerys), mas ainda assim ele TEM UM PLANO para derrubar os Lannister e coroar um Targaryen no lugar, mostrando que os Martell sempre estiveram ao lado dos Dragões mesmo após a queda de Aerys “The Mad King” Targaryen.

Doran-Martell-Alexander-Siddig-Game-of-Thrones-570x294

Sonhando com uns planos aqui

Além dos planos de Doran nos livros, há também o fator de sua filha, Arianne Martell, uma das grandes armas dele após os dois planos anteriores fracassarem. Em troca de uma política de “boa vontade” após a morte de Oberyn, Doran indica Nymeria Sand para o pequeno conselho de Tommen Baratheon na vaga que ficou após a morte de seu pai Oberyn. Em suma, Doran tinha uma teia intrincada de planos para acabar com os Lannister e colocar um Targaryen no poder, de preferência com um Martell casado (primeiro com o falecido Viserys e depois com Daenerys).

Mas na série cerca de 100% de tudo isso é jogado fora. Arianne não existe, as Serpentes da Areia são reduzidas apenas às filhas de Ellaria Sand com Oberyn Martell, e com um carisma idêntico ao da Kristen Stewart. Doran em alguns momentos aparenta ter alguma coisa em mente, mas antes de talvez resolver colocar qualquer coisa em prática é assassinado por Ellaria, assim como Areo Hotah e Trysane Martell. Ela também envenena mortalmente Myrcella Baratheon, reduzindo o núcleo de Dorne a meros coadjuvantes de péssimo gosto, jogando todo o carisma de Oberyn no lixo com essas ações.

Doran_being_stabbed

ISSO É PELA SUA FALTA DE PLANOS!

Agora fica a pergunta: com Ellaria e suas filhas assumindo o controle de Dorne, como fica o núcleo após o fim dessa sexta temporada? Eu não vejo nada de bom saindo daí mais.





#Kilgravemeobrigou *ou Jessica Jones*

26 11 2015
jessica-jones-marvel-netflix-logo

Logo da série do Netflix

Jessica Jones, nova série da parceria Marvel/Netflix, chegou ao serviço de stream na última sexta, dia 20. Eu, pela primeira vez, resolvi fazer uma maratona no sentido real da coisa e finalizei a primeira temporada no começo da madrugada do dia 21.

Então, #Kilgravemeobrigou a vir aqui pra escrever algo sobre a série.  Eu não conheço muito bem a personagem, porque só a vi no arco da Guerra Civil, então vou tentar fazer o melhor possível aqui.

jessica_jones_14425118419079.jpg.CROP.promo-xlarge2

Apenas escreva, ok?

Jessica Jones foi criada pelo conceituado roteirista de quadrinhos Brian Michael Bendis (autor também de Ultimate Homem Aranha, que nos apresentou o ótimo personagem Miles Morales). Ela apareceu primeiramente na série Alias, que após 28 edições foi cancelada, mas a personagem continuou aparecendo em outras publicações da editora.

Partindo pra série, logo no começo já somos apresentados a Jessica Jones (vivida pela atriz Krysten Ritter, de Breaking Bad) e seu trabalho como investigadora particular. Ela é contratada pelos pais de uma jovem desaparecida para tentar encontrá-la, enviados por alguém da delegacia. Conforme o episódio caminha vai-se abrindo o leque para a verdade do caso, e ele está diretamente ligado a Jessica.

Celebrity Sightings In New York City - March 10, 2015

Jessica em ação

Mas se engana quem pensa que a série é simplesmente sobre uma ex-heroína que resolveu virar investigadora particular e os casos que ela se envolve. Nada é tão simples assim. Como já li no Judão, uma semana antes da estreia da série no Netflix, ela trata mais na verdade de abuso, perpetrado pelo vilão Kilgrave (um fantástico David Tennant, o 10º Doutor). Mas o abuso não é apenas físico, é também psicológico. Kilgrave consegue poder total sobre qualquer pessoa, e com Jessica não foi diferente, como a série trata de demonstrar nos flashbacks na personagem.

Aliás, uma coisa realmente interessante é como os personagens são bem equilibrados (fato bem observado por uma amiga), e não apenas os principais. Temos uma gama de personagens muito bem trabalhados no decorrer dos episódios, sejam eles principais como Jessica, Kilgrave e Trish Walker (Rachael Taylor, do filme A Hora da Escuridão) ou secundários, como Will Simpson (Wil Traval, o Xerife de Nothingham de Once Upon a Time), o detetive Clemons (Clarke Peters, de Person of Interest) ou a advogada Jeri Hogarth (vivida pela eterna Trinity de Matrix, Carrie-Anne Moss).

Temos aqui também uma ligação com uma série futura da Netflix. Luke Cage (Mike Colter, Nick Donovan na ótima série The Following) também tem um tipo de superpoder, mas evita ao máximo demonstrá-lo. Ele é dono de um bar em Hell’s Kitchen, e tem um papel importante já aqui em Jessica Jones.

akajj-cagepurplepics-03

Luke Cage, só observando.

De um modo geral a Netflix, mais uma vez, acertou em cheio. É uma série mais psicológica do que Demolidor, mas que tem também sua boa quantidade de violência (afinal estamos falando de Hell’s Kitchen). Mas eu coloco Jessica Jones à frente de Demolidor, principalmente pelo vilão incrível que é Kilgrave (e olha que o Wilson Fisk de Vincent D’Onofrio foi arrebatador). Agora é aguardar as próximas jogadas desse duo Netflix/Marvel. Já temos confirmada a segunda temporada de Demolidor, uma primeira de Luke Cage, além de ainda confirmarem a primeira temporada de Punho de Ferro e uma futura série dos Defensores (reunindo essa turma toda).





Vai, teia! *ou Ultimate Spider Man animated series*

10 11 2015

Ultimate Spider Man é uma daquelas séries animadas que são surpreendentes.

Logo da série

Logo da série

Com um tom mais irreverente do que a série dos anos 90, essa retomada do personagem no século XXI tem uma quantidade de acertos incrível eu sua primeira temporada.

A começar pelo próprio Aranha, que lança uma piada a cada oportunidade que lhe aparece (seja ela oportuna ou não). A equipe que é oferecida pela S.H.I.E.L.D. (mais especificamente por Nick Fury) é das mais interessantes, formada por Nova, Punho de Ferro, Power Man (Luke Cage) e Tigresa Branca. As aparições de personagens “maiores” da Marvel atual também tem sido um ponto certeiro. Tivemos Doutor Destino (Victor Von Doom), Homem de Ferro (Tony Stark), Thor, Loki, Wolverine e Doutor Estranho (Stephen Strange). Ah sim, como Peter Parker está na escola Nick Fury resolve colocar alguém da S.H.I.E.L.D. como diretor do colégio. E quem seria melhor do que Phil Coulson? Ninguém, claro!

A equipe juntamente com o Agente Coulson

A equipe juntamente com o Agente Coulson

Outro ponto forte é o cast de dublagem. Existem nomes de peso em suas (até agora) três temporadas, desde os personagens principais até aqueles que aparecem esporadicamente. Temos Drake Bell (da série “Drake e Josh”) dublando Peter Parker/Homem Aranha, J.K. Simmons (J. Jonah Jameson na trilogia do Aranha de Sam Raimi) dublando J. Jonah Jameson (TRAGAM ELE DE VOLTA AOS FILMES PELAMORDEDEUS), Clark Gregg (o Agente Coulson em “Agents of S.H.I.E.L.D.” e na fase um do MCU) dublando o Agente Phil Coulson (HÁ!), Stan Lee dublando Stan (o tio da limpeza no colégio onde Peter e os outros estudam), além de Adrian Pasdar (Nathan Petrelli na série original de “Heroes” e o General Glen Talbot em “Agents of S.H.I.E.L.D.”) dublando Tony Stark/Homem de Ferro, Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) como Armin Zola, Jack Coleman (Noah Bennett em “Heroes”) como Stephen Strange, Terry Crews (o pai do Chris) como Blade, Milo Ventimiglia (Peter Petrelli em “Heroes” e Jason Lennon em “Gotham”) como Homem Aranha Noir e o falecido Michael Clarke Duncan (John Coffey em “À Espera de um Milagre” e o Rei do Crime no filme do “Demolidor”) como Groot. Existem outros nomes, mas esses são os mais chamativos da lista.

Drake Bell, a voz por trás do Spidey

Drake Bell, a voz por trás do Spidey

A primeira temporada mostrou mais o amadurecimento (lento, é verdade) de Peter Parker dentro de uma equipe, também como líder dela e mesmo como herói. Amadurecimento esse que é atingido nos episódios finais, que não vou detalhar aqui pra não atrapalhar quem resolver assistir.

Me assistam, galera!

Me assistam, galera!





For the Watch *ou o fim da quinta temporada de GoT* (ATENÇÃO: SPOILERS)

15 06 2015

Vou fazer um texto com alguns spoilers do final da quinta temporada de Game of Thrones.

Desde os primeiros minutos dele vimos gente morrendo no 10º episódio, “Mother’s Mercy”. Selyse Baratheon se enforca, levada pela tristeza e, creio eu, arrependimento após a morte da filha Shireen. Depois, no ataque a Winterfell, a tropa de Stannis é massacrada pelos Bolton. Stannis então encara uma amargurada Brienne, que ainda sentia ódio pela morte de Renly Baratheon. E é aqui que eu começo a teorizar. Brienne supostamente matou Stannis. Mas isso NÃO É MOSTRADO. Logo após isso, Theon mata Myranda em Winterfell, e ele e Sansa pulam o muro. Há quem diga que ambos morreram. Mais uma vez, nada é mostrado. Em Braavos, Arya Stark mata Meryn Trant. Em Dorne, após embarcar num navio para Porto Real com Jaime e outros, Myrcella é envenenada por Obara Sand. Outra vez, todos a dão como morta, mas novamente NADA É MOSTRADO. E pra finalizar, temos o final do episódio em Castle Black. Jon Snow recebe seis golpes de facas/punhais, sendo o  último dado por Olly direto no peito. Jon Snow cai, sangrando horrores. E aqui é que temos o primeiro e único caso: Jon Snow parece morto, porém algo me diz que NÃO ESTÁ. E não digo isso com base nos livros.

Minha teoria é meio esquisita, mas vamos lá: Melisandre reapareceu DO NADA em Castle Black, pouco antes da noite em que Jon é atacado pelos seus irmãos juramentados. A partir daqui, teorizo: ela queimou Shireen Baratheon, e creio que ALGO nas chamas a alertou de TUDO o que viria: o ataque a tropa de Stannis e também a Jon Snow. Mas ela teria visto algo mais, e aqui entro sim com a teoria do livro: Jon Snow seria o verdadeiro salvador. Muito bem, com essas informações eu vou além: quando alguém morre entre os patrulheiros morre, é queimado (como feito com o Meistre Aemon nessa temporada). Jon Snow, segundo teorias, é um Targaryen. Melisandre e seu deus vermelho R’hllor usam o fogo. Juntando os pontos, em algum momento Jon voltará a vida. Se pelo sangue Targaryen ou pelas mãos de R’hllor, é aí que eu tenho dúvida.

Bom, então no saldo: nem todo mundo que acham que morreu ontem deve estar REALMENTE morto. Pensem nisso.