O Poder da Amizade *ou My Little Pony*

12 03 2017

Alguns anos atrás eu meio que me interessei em assistir My Little Pony. Sem nenhum motivo aparente, apenas achava aquilo bonitinho e fiquei curioso. Mas como sempre protelei e fui deixando pra lá. Mas ano passado o Kinder Ovo veio com surpresas do desenho, e acabei (também por motivos de achei as surpresas bonitinhas) colecionando, e consegui todas as quatro pôneis e as quatro Equestria girls da coleção. Depois disso acabei cedendo à vontade de assistir ao desenho de uma vez por todas.

Foi aí que percebi que demorei demais pra começar a assistir.

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My Little Pony, basicamente, trata da história de Twilight Sparkle, uma pônei (na verdade unicórnio) que é mandada da cidade de Canterlot, onde ela era aprendiz da Princesa Celéstia até Ponyville, uma cidade tipicamente interiorana. Twilight só pensava em seus estudos e não ligava muito para amizades. Mas em Ponyville ela conhece outras pôneis e passa a aprender o valor que a amizade tem, vivendo diversas aventuras ao lado de suas novas amigas Rainbow Dash, Applejack, Rarity, Fluttershy e Pinkie Pie, além do seu fiel ajudante (e amigo) Spike, um dragão bebê.

Eu ainda estou na segunda temporada, mas tudo o que vi até agora me agradou. Superficialmente parece um desenho bobo e infantil, mas o humor leve e agradável, aliado aos aprendizados sobre a importância da amizade tornam esse desenho algo a que pessoas de qualquer idade pode acabar se afeiçoando.

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Enfim, fica aqui a dica: deem uma chance a essa história tão divertida e interessante!





O Desabafo de Gelo e Fogo

24 05 2019

Nas últimas semanas (talvez até meses), potencializado pela temporada final de Game of Thrones, eu simplesmente entrei num loop de rage infinito por George Raymond Richard Martin. Eu cheguei a pegar uma birra pesada da série, mas quando coloquei as ideias no lugar (mais ou menos após a desastrosa ação de Daenerys em Porto Real no quinto episódio da oitava temporada) repensei e passei a ver a série de outro modo, como um material diferente dos livros. Os showrunners D.B. Weiss e David Benioff realmente tomaram algumas medidas criativas duvidosas até o fim da quinta temporada, mas a série se manteve até bem consistente. À partir do primeiro episódio da sexta temporada, quando o material original em que a série se baseava esgotou, D&D passaram a tomar medidas pra lá de caóticas. Mas mesmo com um monte de furos e ESQUECIMENTOS eles completaram a série. Foi um final bom? Não. Mas foi digno pro caminho que eles resolveram tomar. O ponto é que Martin, que lançou “A Dança dos Dragões” em 2011 (ano em que a série começou a ser exibida na HBO), simplesmente não lançou “Os Ventos de Inverno”, o sexto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, por mais que os fãs estejam na expectativa desde pelo menos 2012 (quando o livro saiu aqui no Brasil pela LeYa, numa história que daria outro texto interessante).

Martin é um procrastinador de primeira linha. Numa entrevista com Stephen King ele chegou a perguntar COMO o autor de livros como “Carrie” e “It: A Coisa” conseguia lançar dois livros ao ano. A resposta de King diz muito: “King riu e explicou que tenta escrever três ou quatro horas por dia, e produzir uma meia dúzia de páginas. “Há livros e livros. Então, se o manuscrito tem 360 páginas, o trabalho dura dois meses, mas isso supondo que esteja tudo indo bem”, explicou o mestre do terror.” (https://veja.abril.com.br/entretenimento/george-r-r-martin-quer-saber-como-stephen-king-escreve-tao-rapido/)

Então é algo simples: enquanto King tem em mente que ele pode escrever um pouco por dia e lançar essa média de dois livros por ano (ou um por ano se for um calhamaço de quase mil páginas como “Novembro de 63” ou “Sob a Redoma”), Martin parece ter uma dificuldade enorme de manter isso em mente. E por isso “As Crônicas de Gelo e Fogo” estão em hiato desde 2011. E é esse ‘descaso’ que me faz sentir um desgosto gigantesco por Martin, novamente potencializado por suas reclamações sobre o fim da série, já que ele disse em determinado momento ter contado a D&D como ele imaginava o final. Só que sem uma base de como chegar exatamente àquele final D&D precisariam de um milagre para conseguir bolar algo em 23 episódios entre a sexta e a oitava temporada para fazer Martin “feliz” com esse final.

Nos resta esperar que Martin resolva cumprir sua nova previsão, e que mais ou menos em julho de 2020 esse livro já tenha sido lançado. Eu acredito? Já cheguei num ponto que de verdade duvido que ele lance “Os Ventos de Inverno”, mas como eu realmente gosto MUITO dessa saga também estou na torcida de que esse gordo barbudo finalmente pare de procrastinar (principalmente agora que a série acabou e os spin offs ainda estão em pré produção ou conversas) e deixe os fãs felizes.

Mas no fundo eu ainda duvido.





Oscar 2019

23 01 2019

Normalmente eu falo primeiro do Framboesa de Ouro, mas eu nem vi a lista ainda, então dessa vez vou começar pelo Oscar mesmo.

Esse ano veio com uma quantidade incrível de surpresas, desde a indicação de Pantera Negra ao prêmio máximo da noite (o primeiro filme de super-heróis a concorrer a melhor filme), as 10 indicações do Roma de Alfonso Cuarón, que colocam de vez a Netflix como uma força a ser considerada (juntamente com as inesperadas 3 indicações de A Balada de Buster Scruggs, incluindo a de melhor canção para a incrível “When a Cowboy Trades his Spurs for Wings”) e Bohemian Rhapsody pintando nas categorias melhor filme e melhor ator.

A lista por quantidade de indicações está assim:
Roma – 10 indicações
A Favorita – 10 indicações
Nasce Uma Estrela – 8 indicações
Vice – 8 indicações
Pantera Negra – 7 indicações
Infiltrado na Klan – 6 indicações
Bohemian Rhapsody – 5 indicações
Green Book: O Guia – 5 indicações
O Retorno de Mary Poppins – 4 indicações
Primeiro Homem – 4 indicações
Se a Rua Beale Falasse – 3 indicações
A Balada de Buster Scruggs – 3 indicações
Poderia Me Perdoar – 3 indicações
Guerra Fria – 3 indicações

Falando um pouco das minhas apostas e torcidas. Em melhor filme eu torço MUITO para Infiltrado na Klan (assim como torço por seu diretor, Spike Lee), mas minha aposta fica entre Green Book e Bohemian Rhapsody (vencedores do Globo de Ouro), e diretor aposto em Alfonso Cuarón. Ator eu aposto que fica entre Christian Bale e Rami Malek (que venceu o Globo de Ouro), mas como é a Academia pendo pro lado de Christian Bale como vencedor. Atriz pra mim dá a lógica e Glenn Close vence. Ator coadjuvante temos o vencedor do ano passado Sam Rockwell mais uma vez indicado, mas esse ano minha aposta fica com Mahershala Ali por Green Book. Para atriz coadjuvante Regina King vem como favorita pelo Globo de Ouro que levou por Se a Rua Beale Falasse, mas coloco Amy Adams correndo por fora em Vice. Roteiro original eu aposto em Roma, e roteiro adaptado eu torço MUITO por Inflitrado na Klan, mas Nasce Uma Estrela deve levar essa (e eu acharia o máximo se A Balada de Buster Scruggs aprontasse por aqui). Animação eu aposto que teremos o primeiro filme a bater o duo Disney/Pixar em anos, e Homem-Aranha no Aranhaverso deve repetir sua vitória no Globo de Ouro também por aqui. Em canção original Shallow, o dueto de Lady Gaga e Bradley Cooper no filme Nasce Uma Estrela deve levar, mas como citei lá em cima estou torcendo pela excelente canção do filme A Balada de Buster Scruggs, When a Cowboy Trades his Spurs for Wings (também um dueto nas vozes de Willie Watson e Tim Blake Nelson), e trilha sonora original aposto em Kendrick Lamar e sua trilha de Pantera Negra. Roma é o favorito absoluto a levar como filme estrangeiro. Dentro das categorias técnicas vou ser sucinto: direção de arte deve levar Roma, fotografia Roma, figurino aposto numa zebra com A Balada de Buster Scruggs, maquiagem Vice, edição Bohemian Rhapsody, efeitos visuais deve levar Vingadores: Guerra Infinita (mas não me surpreenderia se Jogador Número 1 fosse uma zebra aqui), edição e mixagem de som Bohemian Rhapsody. Nas categorias de curta-metragem e documentário eu nunca assisto nada e não tenho opinião pra apostar em algum.

Fiquem agora com a lista completa de indicados!

MELHOR FILME
A Favorita
Roma
Vice
Pantera Negra
Green Book – O Guia
Nasce uma Estrela
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody

MELHOR DIREÇÃO
Alfonso Cuarón (Roma))
Spike Lee (Infiltrado na Klan)
Yorgos Lanthimos (A Favorita)
Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
Adam McKay (Vice)

MELHOR ATOR
Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Christian Bale (Vice)
Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
Viggo Mortensen (Green Book – O Guia)

MELHOR ATRIZ
Olivia Colman (A Favorita)
Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
Glenn Close (A Esposa)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
Yalitza Aparicio (Roma)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Mahershala Ali (Green Book – O Guia)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
Sam Rockwell (Vice)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Marina de Tavira (Roma)
Amy Adams (Vice)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Green Book – O Guia
Roma
No Coração das Trevas
A Favorita
Vice

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Infiltrado na Klan
A Balada de Buster Scruggs
Se a Rua Beale Falasse
Nasce uma Estrela
Poderia Me Perdoar?

MELHOR ANIMAÇÃO
Homem-Aranha no Aranhaverso
Os Incríveis 2
WiFi Ralph
Ilha de Cachorros
Mirai

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Roma (México)
Guerra Fria (Polônia)
Assunto de Família (Japão)
Cafarnaum (Líbano)
Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
RBG
Minding the Gap
Hale County this Morning, the Evening
Of Fathers and Sons
Free Solo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O Retorno de Mary Poppins
A Favorita
O Primeiro Homem
Roma
Pantera Negra

MELHOR FOTOGRAFIA
Roma
Nasce uma Estrela
A Favorita
Guerra Fria
Nunca Deixe de Lembrar

MELHOR FIGURINO
A Favorita
A Balada de Buster Scruggs
Duas Rainhas
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra

MELHOR MAQUIAGEM
Vice
Border
Duas Rainhas

MELHOR EDIÇÃO
A Favorita
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
Green Book – O Guia
Vice

MELHOR TRILHA SONORA
Se a Rua Beale Falasse
Ilha de Cachorros
Pantera Negra
O Retorno de Mary Poppins
Infiltrado na Klan

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Shallow” (Nasce uma Estrela)
“All the Stars” (Pantera Negra)
“I’ll Fight” (RBG)
“The Place Where Los Things Go” (O Retorno de Mary Poppins)
“When a Cowboy Trades His Spurs for Wings” (A Balada de Buster Scruggs)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Vingadores: Guerra Infinita
Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível
Jogador nº 1
O Primeiro Homem
Han Solo: Uma HIstória Star Wars

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma
Um Lugar Silencioso
Bohemian Rhapsody

MELHOR MIXAGEM DE SOM
O Primeiro Homem
Roma
Nasce uma Estrela
Bohemian Rhapsody
Pantera Negra

MELHOR CURTA-METRAGEM
Marguerite
Fauve
Mother
Skin
Detainment

MELHOR CURTA-METRAGEM – ANIMAÇÃO
Bao
Animal Behavior
Late Afternoon
Weekends
One Small Step

MELHOR CURTA-METRAGEM – DOCUMENTÁRIO
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence
Black Sheep





Trocando Ideia sobre o Rei

10 11 2018

Por mais de uma vez eu disse por aqui que pretendia falar mais sobre o Stephen King do que comentários sobre filme ou livro. Então vou fazer isso agora, mesmo que seja pra não falar tanto assim sobre algo além de livros e filmes.

Stephen Edwin King nasceu em Portland, Maine em 1947. Cresceu sem o pai, que abandonou a ele, sua mãe e seu irmão adotivo. Apesar de várias dificuldades ele cresceu lendo e se interessando pelo mundo do terror com quadrinhos e filmes. Ele estudou inglês na Universidade do Maine, onde se formou e conheceu sua esposa, Tabitha. Passou a lecionar e fazer pequenos contos para vender a revistas para poder cuidar de sua esposa e filhos. Isso mudou quando “Carrie” foi lançado em 1974. Após isso seu sucesso foi meteórico, e está em alta até hoje!

King, obviamente, focou eu seu estilo favorito, o terror (e também o suspense). Mas é aí que eu queria chegar nesse texto. King também tem obras maravilhosas em outros estilos. Quem não é acostumado a King (ou tem um amigo que nem eu que vive falando dele) normalmente se assusta ao saber que “À Espera de um Milagre” é baseado em um livro de King. Normalmente também se assustam quando falam o mesmo de “Um Sonho de Liberdade” ou o clássico dos anos 80 “Conta Comigo”. Existem outros exemplos menos conhecidos como “Eclipse Total” (Dolores Clairborne) ou “Lembranças de um Verão” (Hearts in Atlantis). Recentemente ele inclusive se arriscou numa trilogia policial (a trilogia Bill Hodges), que gerou a série “Mr. Mercedes”. Mas ainda são suas obras de terror e suspense que sempre vêm à tona quando falamos dele.

Nos últimos tempos tivemos uma explosão de adaptações de King no cinema e na tv e streamings. “IT” veio batendo recordes de bilheteria no gênero terror; “O Nevoeiro” teve uma temporada que dividiu crítica e público e foi cancelado; “Novembro de 63” foi uma minissérie que teve um certo sucesso, assim como “Castle Rock” e a já citada “Mr. Mercedes”. “A Torre Negra” foi um fracasso de crítica e público, mas ainda falam sobre uma futura série vir por aí; a Netflix trouxe na sequência “Jogo Perigoso” e “1922”; no ano que vem temos já engatilhados a sequência de “IT” e o aguardado remake de “Cemitério Maldito”. E também existem diversos projetos engatilhados, como adaptações de “Joyland”, “Revival”, “Doutor Sono” (sequência do clássico “O Iluminado”), entre outras. E como King é uma máquina de escrever histórias devemos ter outras por aí em breve.

Eu resolvi começar a ler King na época do lançamento de “Celular” (que teve uma adaptação péssima pras telas), e de lá pra cá meio que já perdi as contas de quantas obras dele eu li (mas estou na casa dos 50 livros lidos, se não estiver enganado). Se eu fosse fazer um Top 5 dele ainda teria sérias dificuldades, mas talvez seja um projeto futuro.

Bom, era isso que eu tinha a dizer sobre o Rei. É, e sempre será, meu autor favorito!





A Cidade Onde Só Eu Não Existo *ou Erased*

12 06 2018

Quem me conhece sabe que eu, de verdade, não gosto muito de séries. Sim, existem algumas que eu assisto (mas consigo contar sem esforço: Game of Thrones, Sherlock, Doctor Who, Agents of S.H.I.E.L.D. e Brooklyn Nine-Nine, que eu oficialmente ainda estou assistindo, sendo que apenas Game of Thrones estou em dia), mas mesmo assim é difícil eu me prender a uma série que começo (posso enumerar aqui algumas que simplesmente perdi interesse em algum momento: The Following, Heroes, Gotham e Once Upon a Time) e algumas que eu simplesmente coloquei em pausa por tempo indeterminado (casos de Westworld e Ash vs Evil Dead). Mas um mangá que eu comecei a ler por curiosidade acabou me levando a uma série live action, produzida pela Netflix no ano passado e que me prendeu completamente: falo de Erased (que na verdade se chama Boku Dake ga Inai Machi).

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Essa série fala sobre Fujinuma Satoru, um rapaz que sonha em ser um mangaká, mas até seus 29 anos ainda não conseguiu fazer um mangá seu ser lançado. Assim, ele vive sozinho em Tokyo e trabalha como entregador de pizza. Numa dessas entregas ele tem um fenômeno que ele chama de “revival”, onde Satoru volta no tempo em um período de um a cinco minutos, sempre ativado pelo fato de alguma tragédia estar próxima de acontecer próxima a ele. Após uma tragédia ocorrer a ele seu “revival” é ativado, porém ele volta cerca de 18 anos no tempo. Ele precisa evitar que algo nesse tempo de sua vida ocorra, o que impediria essa tragédia ocorrer em seu futuro/presente.

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Falando assim parece um plot simples, mas a história, suas reviravoltas e as atuações pra lá de ótimas te prendem de uma maneira única (pelo menos ocorreu comigo, ao postar esse texto estou apenas pelo episódio final para encerrar a série). Eu dei uma sinopse simples, citando apenas Satoru para não dar nenhuma informação que possa influenciar ao assisti-la. Eu recomendo fortemente que aqueles que curtem uma boa série dê uma chance a essa. São 12 episódios de cerca de meia hora cada, então vale a pena até maratonar!





Um Pequeno Agradecimento

9 05 2018

Eu normalmente gosto de ser mais engraçadão nos meus textos, mas hoje vou ser um pouco sucinto e só agradecer um cara.

Eu acabei não tentando ser um jornalista porque sei como é complicado entrar no meio, mas sempre mantive o espírito da coisa, seja pesquisando sobre assuntos que me interessa, lendo o máximo possível notícias pra me manter informado e, principalmente, escrevendo nesse blog (hoje muito menos por falta de tempo) sobre uma das coisas que mais gosto: cinema. E existe um cara que é o “culpado” por eu gostar tanto de falar de filmes e sempre pesquisar o máximo sobre eles: Roberto Sadovski. Desde a época em que ele era editor da (infelizmente) finada revista Set, que eu consumia como um apaixonado mensalmente, e foi o motivo pelo qual que criei um gosto por falar sobre filmes e coisas assim. Mesmo não gostando tanto do resultado do que costuma sair nesses textos eu continuo tentando, tanto aqui no blog (hoje quase morto) e de vez em quando no Facebook. Eu queria ter mais tempo pra escrever sobre o que tanto gosto, mas o que eu ainda consigo me mantém feliz.

Valeu mesmo, Sadovski!





A Cidade dos Mistérios *ou Gravity Falls*

1 02 2018

Já tratei bastante aqui de My Little Pony. Hoje vou tratar de outro desenho que, diferentemente da fofura das pôneis, tem todo um apelo à importância da família e mistérios incríveis.

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Gravity Falls, criado por Alex Hirsch, é um desenho que teve suas duas temporadas transmitidas pelo canal Disney XD (tanto nos EUA quanto aqui no Brasil) e hoje também se encontra na Netflix. A história dos gêmeos Mabel e Dipper Pines, que vão à pacata (apenas ao primeiro olhar) cidade de Gravity Falls, no Oregon, passar o verão na casa de seu tio avô Stan Pines. Dipper encontra enterrado um diário (com um número 3 na capa), e passa a lê-lo. Lá ele encontra diversos mistérios que o enigmatico autor deixa nas páginas, com diversos avisos e explicações sobre cada um deles. Dipper e Mabel passam a viver diversas aventuras graças a isso, com mistérios cada vez mais insanos aparecendo.

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Como eu disse no Facebook logo que terminei a série, Gravity Falls é uma história linear, com episódios que se conectam quase o tempo todo, sendo impossível tentar assistir episódios aleatórios sem ficar definitivamente perdido. Apesar de aparecerem diversos seres diferentes, o vilão aparentemente seria um que dá as caras logo na primeira metade da primeira temporada. Porém o verdadeiro vilão só dá as caras no final da primeira temporada, mas na segunda temporada fica claro que ele já está nesse jogo há eras, esperando a chance de enfim colocar seu plano em ação. No quesito personagens, tanto o núcleo principal (basicamente todo mundo na Cabana dos Mistérios: Mable, Dipper, tivô Stan, Soos e Wendy) até os recorrentes, como Robbie, Pacífica ou Gideãozinho tem um carisma enorme, mesmo que seja um carisma que faça com que detestemos alguns deles por muito tempo. A trama é bastante coesa, com algumas reviravoltas interessantes (e um plot twist espetacular na metade da segunda temporada, definitivamente o melhor episódio da série).

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Esse desenho o tempo todo deixa claro que não é pra crianças, tanto que sua fanbase é basicamente de adultos (crianças também gostam, como pude comprovar quando comprei meu Journal 3 e crianças viam todas empolgadas outros dois livros de Gravity Falls que estavam junto). E faz todo sentido: a história, por mais que tenha ali seus momentos mais bobos (graças a Soos e Mabel) tem também toda uma camada mais densa, que crianças em divesos momentos não compreenderiam.

Infelizmente (acho que isso é um sentimento de todo o fandom) a série acabou na segunda temporada. Teve um final digno e emocionante, dando um “gancho” pra se continuar no futuro (dizem que pode rolar uma sequência em HQ, o que espero ser verdade). É difícil entender como a série acabou assim, pois ela tinha um potencial pra se estender por um bom tempo ainda. Mesmo assim a forma como acabou me deixa satisfeito se não rolar uma continuação.

Gravity Falls vai ficar no meu coração pra sempre, isso eu tenho certeza.

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Viva: A Vida é um Coco

30 01 2018

Todos nós sabemos que a parceria Disney/Pixar costuma render filmes maravilhosos e emocionantes (tá certo que aparecem uns tropeços no caminho, mas são raros). E o mais novo filme dessa parceria vai no caminho do sucesso absoluto, algo mais Divertida Mente e menos Carros 3.

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Viva: A Vida é uma Festa (Coco no original) traz a história de Miguel, um garoto de uma família de sapateiros (há pelo menos quatro gerações), mas que tem o sonho de ser um músico de sucesso, como seu grande herói Ernesto de la Cruz, o maior músico da história do México. Eu estava digitando um resumo do filme, mas vou completar a sinopse. Miguel acaba indo parar no mundo dos mortos, e vive lá grandes aventuras em busca de seu ídolo e retornar ao mundo dos vivos.

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Não preciso dizer nada além disso, senão poderia estragar o filme. No começo tudo parecia normal. Só parecia. O desenho é Pixar de qualidade de ponta a ponta, com uma história cativante e emocionante, e personagens que te cativam sem esforço algum, além de músicas excelentes. Eu fiquei enrolando, mas AINDA BEM que vi no cinema, senão seria um daqueles que passaria a vida me arrependendo de não ter visto em tela grande.

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Outra nota aqui vai pra dublagem brasileira, MUITO boa como costuma acontecer em animações (sejam longas ou séries, normalmente o Brasil tem uma das melhores dublagens do mundo), sendo o motivo maior de eu SEMPRE abrir exceção para animações dubladas no cinema (filmes eu tenho uma resistência ENORME, mas os últimos filmes que vi no cinema tinham também ótimas dublagens).

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Esse será outro na minha coleção de DVDs num futuro (não tão) próximo, e não vejo a hora de assisti-lo outra vez!