A Cidade Onde Só Eu Não Existo *ou Erased*

12 06 2018

Quem me conhece sabe que eu, de verdade, não gosto muito de séries. Sim, existem algumas que eu assisto (mas consigo contar sem esforço: Game of Thrones, Sherlock, Doctor Who, Agents of S.H.I.E.L.D. e Brooklyn Nine-Nine, que eu oficialmente ainda estou assistindo, sendo que apenas Game of Thrones estou em dia), mas mesmo assim é difícil eu me prender a uma série que começo (posso enumerar aqui algumas que simplesmente perdi interesse em algum momento: The Following, Heroes, Gotham e Once Upon a Time) e algumas que eu simplesmente coloquei em pausa por tempo indeterminado (casos de Westworld e Ash vs Evil Dead). Mas um mangá que eu comecei a ler por curiosidade acabou me levando a uma série live action, produzida pela Netflix no ano passado e que me prendeu completamente: falo de Erased (que na verdade se chama Boku Dake ga Inai Machi).

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Essa série fala sobre Fujinuma Satoru, um rapaz que sonha em ser um mangaká, mas até seus 29 anos ainda não conseguiu fazer um mangá seu ser lançado. Assim, ele vive sozinho em Tokyo e trabalha como entregador de pizza. Numa dessas entregas ele tem um fenômeno que ele chama de “revival”, onde Satoru volta no tempo em um período de um a cinco minutos, sempre ativado pelo fato de alguma tragédia estar próxima de acontecer próxima a ele. Após uma tragédia ocorrer a ele seu “revival” é ativado, porém ele volta cerca de 18 anos no tempo. Ele precisa evitar que algo nesse tempo de sua vida ocorra, o que impediria essa tragédia ocorrer em seu futuro/presente.

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Falando assim parece um plot simples, mas a história, suas reviravoltas e as atuações pra lá de ótimas te prendem de uma maneira única (pelo menos ocorreu comigo, ao postar esse texto estou apenas pelo episódio final para encerrar a série). Eu dei uma sinopse simples, citando apenas Satoru para não dar nenhuma informação que possa influenciar ao assisti-la. Eu recomendo fortemente que aqueles que curtem uma boa série dê uma chance a essa. São 12 episódios de cerca de meia hora cada, então vale a pena até maratonar!

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A Cidade dos Mistérios *ou Gravity Falls*

1 02 2018

Já tratei bastante aqui de My Little Pony. Hoje vou tratar de outro desenho que, diferentemente da fofura das pôneis, tem todo um apelo à importância da família e mistérios incríveis.

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Gravity Falls, criado por Alex Hirsch, é um desenho que teve suas duas temporadas transmitidas pelo canal Disney XD (tanto nos EUA quanto aqui no Brasil) e hoje também se encontra na Netflix. A história dos gêmeos Mabel e Dipper Pines, que vão à pacata (apenas ao primeiro olhar) cidade de Gravity Falls, no Oregon, passar o verão na casa de seu tio avô Stan Pines. Dipper encontra enterrado um diário (com um número 3 na capa), e passa a lê-lo. Lá ele encontra diversos mistérios que o enigmatico autor deixa nas páginas, com diversos avisos e explicações sobre cada um deles. Dipper e Mabel passam a viver diversas aventuras graças a isso, com mistérios cada vez mais insanos aparecendo.

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Como eu disse no Facebook logo que terminei a série, Gravity Falls é uma história linear, com episódios que se conectam quase o tempo todo, sendo impossível tentar assistir episódios aleatórios sem ficar definitivamente perdido. Apesar de aparecerem diversos seres diferentes, o vilão aparentemente seria um que dá as caras logo na primeira metade da primeira temporada. Porém o verdadeiro vilão só dá as caras no final da primeira temporada, mas na segunda temporada fica claro que ele já está nesse jogo há eras, esperando a chance de enfim colocar seu plano em ação. No quesito personagens, tanto o núcleo principal (basicamente todo mundo na Cabana dos Mistérios: Mable, Dipper, tivô Stan, Soos e Wendy) até os recorrentes, como Robbie, Pacífica ou Gideãozinho tem um carisma enorme, mesmo que seja um carisma que faça com que detestemos alguns deles por muito tempo. A trama é bastante coesa, com algumas reviravoltas interessantes (e um plot twist espetacular na metade da segunda temporada, definitivamente o melhor episódio da série).

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Esse desenho o tempo todo deixa claro que não é pra crianças, tanto que sua fanbase é basicamente de adultos (crianças também gostam, como pude comprovar quando comprei meu Journal 3 e crianças viam todas empolgadas outros dois livros de Gravity Falls que estavam junto). E faz todo sentido: a história, por mais que tenha ali seus momentos mais bobos (graças a Soos e Mabel) tem também toda uma camada mais densa, que crianças em divesos momentos não compreenderiam.

Infelizmente (acho que isso é um sentimento de todo o fandom) a série acabou na segunda temporada. Teve um final digno e emocionante, dando um “gancho” pra se continuar no futuro (dizem que pode rolar uma sequência em HQ, o que espero ser verdade). É difícil entender como a série acabou assim, pois ela tinha um potencial pra se estender por um bom tempo ainda. Mesmo assim a forma como acabou me deixa satisfeito se não rolar uma continuação.

Gravity Falls vai ficar no meu coração pra sempre, isso eu tenho certeza.

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Breves Comentários sobre o Cancelamento de Sense8

2 06 2017

Ontem a Netflix anunciou, repentinamente, o cancelamento de uma de suas séries mais assistidas (ao menos aqui no Brasil, e acho que ESSE é o ponto chave pra se iniciar a discussão), Sense8. Anteriormente The Get Down também havia sido cancelada pelo serviço de streaming (e estúdio nas horas vagas, lançando título atrás de título original nos últimos tempos, entre séries e filmes).

Obviamente os fãs caíram matando contra isso. Entendo a revolta dos fãs, mas só até certo ponto. Colocar isso como um desserviço a certas minorias (em ambos os casos, tanto Sense8 quanto The Get Down) pode até ter lá sua razão, porém o que importa DE VERDADE para a Netflix e seus acionistas é: o quanto de retorno financeiro elas estão dando? Além, claro, de diversos problemas durante a produção das séries, o quanto isso afeta na qualidade ou, novamente, no RETORNO FINANCEIRO a essa galera?

Gente, vamos lá: chega de ver a Netflix como uma pessoa e passem a ver como ela SEMPRE foi: uma empresa de capital aberto. E empresas visam LUCRO, e não apenas likes em redes sociais ou discursos (que em certo âmbito ela REALMENTE o fez, não posso negar). Mas por favor, PAREM DE ACHAR QUE TUDO ISSO É UM COMPLÔ CONTRA AS MINORIAS, NÃO É NADA DISSO!!

Há quem diga que foi absurdo renovarem 13 Reasons Why e cancelarem as outras duas. Provavelmente isso ocorreu porque 13 Reason DEU RETORNO AOS CARAS, enquanto as outras duas encararam problemas que davam mais dores de cabeça do que retorno a eles.

Querem reclamar por terem ficado sem um final digno? Ok, tem meu apoio. Querem partir pro outro lado? Não contem comigo. Desculpem, mas acho que é um exagero brutal isso tudo.