A Cidade dos Mistérios *ou Gravity Falls*

1 02 2018

Já tratei bastante aqui de My Little Pony. Hoje vou tratar de outro desenho que, diferentemente da fofura das pôneis, tem todo um apelo à importância da família e mistérios incríveis.

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Gravity Falls, criado por Alex Hirsch, é um desenho que teve suas duas temporadas transmitidas pelo canal Disney XD (tanto nos EUA quanto aqui no Brasil) e hoje também se encontra na Netflix. A história dos gêmeos Mabel e Dipper Pines, que vão à pacata (apenas ao primeiro olhar) cidade de Gravity Falls, no Oregon, passar o verão na casa de seu tio avô Stan Pines. Dipper encontra enterrado um diário (com um número 3 na capa), e passa a lê-lo. Lá ele encontra diversos mistérios que o enigmatico autor deixa nas páginas, com diversos avisos e explicações sobre cada um deles. Dipper e Mabel passam a viver diversas aventuras graças a isso, com mistérios cada vez mais insanos aparecendo.

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Como eu disse no Facebook logo que terminei a série, Gravity Falls é uma história linear, com episódios que se conectam quase o tempo todo, sendo impossível tentar assistir episódios aleatórios sem ficar definitivamente perdido. Apesar de aparecerem diversos seres diferentes, o vilão aparentemente seria um que dá as caras logo na primeira metade da primeira temporada. Porém o verdadeiro vilão só dá as caras no final da primeira temporada, mas na segunda temporada fica claro que ele já está nesse jogo há eras, esperando a chance de enfim colocar seu plano em ação. No quesito personagens, tanto o núcleo principal (basicamente todo mundo na Cabana dos Mistérios: Mable, Dipper, tivô Stan, Soos e Wendy) até os recorrentes, como Robbie, Pacífica ou Gideãozinho tem um carisma enorme, mesmo que seja um carisma que faça com que detestemos alguns deles por muito tempo. A trama é bastante coesa, com algumas reviravoltas interessantes (e um plot twist espetacular na metade da segunda temporada, definitivamente o melhor episódio da série).

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Esse desenho o tempo todo deixa claro que não é pra crianças, tanto que sua fanbase é basicamente de adultos (crianças também gostam, como pude comprovar quando comprei meu Journal 3 e crianças viam todas empolgadas outros dois livros de Gravity Falls que estavam junto). E faz todo sentido: a história, por mais que tenha ali seus momentos mais bobos (graças a Soos e Mabel) tem também toda uma camada mais densa, que crianças em divesos momentos não compreenderiam.

Infelizmente (acho que isso é um sentimento de todo o fandom) a série acabou na segunda temporada. Teve um final digno e emocionante, dando um “gancho” pra se continuar no futuro (dizem que pode rolar uma sequência em HQ, o que espero ser verdade). É difícil entender como a série acabou assim, pois ela tinha um potencial pra se estender por um bom tempo ainda. Mesmo assim a forma como acabou me deixa satisfeito se não rolar uma continuação.

Gravity Falls vai ficar no meu coração pra sempre, isso eu tenho certeza.

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Vai, teia! *ou Ultimate Spider Man animated series*

10 11 2015

Ultimate Spider Man é uma daquelas séries animadas que são surpreendentes.

Logo da série

Logo da série

Com um tom mais irreverente do que a série dos anos 90, essa retomada do personagem no século XXI tem uma quantidade de acertos incrível eu sua primeira temporada.

A começar pelo próprio Aranha, que lança uma piada a cada oportunidade que lhe aparece (seja ela oportuna ou não). A equipe que é oferecida pela S.H.I.E.L.D. (mais especificamente por Nick Fury) é das mais interessantes, formada por Nova, Punho de Ferro, Power Man (Luke Cage) e Tigresa Branca. As aparições de personagens “maiores” da Marvel atual também tem sido um ponto certeiro. Tivemos Doutor Destino (Victor Von Doom), Homem de Ferro (Tony Stark), Thor, Loki, Wolverine e Doutor Estranho (Stephen Strange). Ah sim, como Peter Parker está na escola Nick Fury resolve colocar alguém da S.H.I.E.L.D. como diretor do colégio. E quem seria melhor do que Phil Coulson? Ninguém, claro!

A equipe juntamente com o Agente Coulson

A equipe juntamente com o Agente Coulson

Outro ponto forte é o cast de dublagem. Existem nomes de peso em suas (até agora) três temporadas, desde os personagens principais até aqueles que aparecem esporadicamente. Temos Drake Bell (da série “Drake e Josh”) dublando Peter Parker/Homem Aranha, J.K. Simmons (J. Jonah Jameson na trilogia do Aranha de Sam Raimi) dublando J. Jonah Jameson (TRAGAM ELE DE VOLTA AOS FILMES PELAMORDEDEUS), Clark Gregg (o Agente Coulson em “Agents of S.H.I.E.L.D.” e na fase um do MCU) dublando o Agente Phil Coulson (HÁ!), Stan Lee dublando Stan (o tio da limpeza no colégio onde Peter e os outros estudam), além de Adrian Pasdar (Nathan Petrelli na série original de “Heroes” e o General Glen Talbot em “Agents of S.H.I.E.L.D.”) dublando Tony Stark/Homem de Ferro, Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) como Armin Zola, Jack Coleman (Noah Bennett em “Heroes”) como Stephen Strange, Terry Crews (o pai do Chris) como Blade, Milo Ventimiglia (Peter Petrelli em “Heroes” e Jason Lennon em “Gotham”) como Homem Aranha Noir e o falecido Michael Clarke Duncan (John Coffey em “À Espera de um Milagre” e o Rei do Crime no filme do “Demolidor”) como Groot. Existem outros nomes, mas esses são os mais chamativos da lista.

Drake Bell, a voz por trás do Spidey

Drake Bell, a voz por trás do Spidey

A primeira temporada mostrou mais o amadurecimento (lento, é verdade) de Peter Parker dentro de uma equipe, também como líder dela e mesmo como herói. Amadurecimento esse que é atingido nos episódios finais, que não vou detalhar aqui pra não atrapalhar quem resolver assistir.

Me assistam, galera!

Me assistam, galera!