Minha vida com meu Plymouth Fury (ou Christine, o Carro Assassino)

14 10 2008

Stephen King merece um post só pra ele aqui um dia desses. Mas antes disso, preciso ter lido mais do que 3 livros dele, concordam comigo?

Stephen King
O autor

Mas hoje, vamos falar do último livro dele que eu li: Christine.
Bom, eu só tinha visto (e adorado) o filme baseado no livro.
Mal sabia eu que após ler o livro, acharia o filme fraquíssimo.

A história se passa em Libertyville (aparentemente, subúrbio de Pittsbburgh), na Pennsylvania, EUA, entre 1978 e 1979. Somos introduzidos aos primeiros personagens dessa história: Arnie Cunningham e Dennis Guilder. Amigos desde a infância, Arnie e Dennis sempre estiveram juntos. Arnie, o típico nerd: óculos, cara cheia de espinhas (no filme não é bem assim…) e alvo de gozações no colégio. Dennis sempre o protegera, desde a infância. E assim continuou no colégio.
Num belo dia, quando ambos estavam voltando do trabalho no carro de Dennis, Arnie vê uma coisa e pede pra ele voltar. Quando Dennis vê do que se tratava, crê que aquilo tudo era mais uma das piadas de Arnie (sempre muito piadista quando ambos passavam seus dias juntos). Mas dessa vez não era. Um Plymouth Fury 1958, caindo aos pedaços (literalmente). O carro se encontrava, com uma placa de “vende-se” no jardim da casa de Roland D. LeBay, um velho veterano do Exército. Inicialmente relutante, LeBay resolve vender seu carro (que ele insistia em chamar de Christine) ao jovem Arnie. Era o começo do pesadelo.

Christine
Christine, saindo da linha de montagem

Ele compra Christine e passa a recuperar o carro, de forma milagrosa devido ao estado que ele (ou ela?) se encontrava. Um tempo após isso, Arnie começa a mudar sua personalidade. Mas não nos damos conta de como isso pode ser perigoso pra todos à sua volta (seus pais, Michael e Regina, seu amigo Dennis e, logo após, sua namorada, Leigh Calbot). Ou melhor: pra qualquer pessoa que se coloque no caminho entre Arnie e Christine.

Não adianta eu falar muito sobre o livro, pois quem se interessar em ler vai perder grande parte do tesão (o filme e o livro são absolutamente diferentes em vários aspectos). Mas posso dizer que, do começo ao fim, o livro lhe deixa com medo do carro. Medo o suficiente pra pensar duas vezes em colocar um carro em primeiro lugar em sua vida.

O Filme

Os personagens estão lá: Christine, Arnie, Dennis, Leigh… mas o filme não tem nem a metade da força atrativa que o livro possui. Mesmo os personagens parecem ser tirados de outro lugar, que não esse livro. Exceto Christine, que consegue apavorar até mesmo na tela.

Enfim… recomendo ambos, mas primeiro assista o filme, e depois deleite-se com o livro. Ou você xingará eternamente o filme desde o começo.

Now listening: I’m Not Dog No – Falcão

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2 responses

18 05 2010
vanderlei

gostei muito da sua observação sobre as diferenças entre o livro e do filme “christne”!eu já havia assistido o filme nos anos 80,mas ao ler o livro(que eu tenho até hoje)eu fiquei meio decepcionado com o filme…faltou a engrenagem mestra que movia Christine…o fantasma de Roland D. LeBay!mesmo assim,gosto do filme e o tenho em dvd!tenho até a trilha sonora do filme!

31 07 2014
Stephen King, o Mestre do Terror Moderno (ou meu autor favorito) | Meu Lado Cultural

[…] Estou especulando (mentalmente) fazer um post sobre o Stephen King há eras. Pra ser específico, isso é prometido desde o post sobre Christine, escrito em 14/10/2008! (o link pro texto: https://watchingnow.wordpress.com/2008/10/14/minha-vida-com-meu-plymouth-fury-ou-christine-o-carro-as&#8230😉 […]

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