Após o Oscar pt. 3: Mad Max

7 03 2016

Eu queria falar agora, nesse terceiro e último texto sobre o Oscar, sobre o filme que saiu com mais prêmios na noite. Sim, estou falando de Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road).

Como eu já falei sobre o filme aqui e aqui, dessa vez vai ser só um texto curto, comentando sobre as categorias em que o filme levou.

Melhor Montagem

A forma como foi feita a montagem do filme como um todo é fantástica. Desde o início, quando Max está fugindo, até a cena da perseguição final, o filme tem uma linearidade espetacular, fazendo a história de tirar o fôlego o tempo todo!

Mad Max

Melhor Edição e Melhor Mixagem de Som

Com relação às duas categorias que envolvem o som eu devo dizer que, apesar de termos um Star Wars na disputa, Mad Max não poderia perder. As explosões, os potentes motores e tudo o mais que fazem do filme a sensação que foi vão ao extremo da qualidade nesse filme.

Melhor Direção de Arte

Fica até difícil falar algo sobre a direção de arte de Mad Max. Tudo no filme salta aos olhos, principalmente os carros, cada um mais maluco e incrível que o outro, passando pelo caminhão com um enorme conjunto de alto falantes que tem lá uma das grandes sacadas do filme: Coma-Doof Warrior, um cego cabeludo que passa o tempo todo tocando uma guitarra que cospe fogo. O QUE MAIS PRECISO FALAR???

Melhor Maquiagem e Penteados

Aqui eu foco principalmente a maquiagem de Immortan Joe. Ela dá realmente um ar vilanesco e até um tanto macabro ao personagem sem ele precisar abrir a boca (quando ele o faz o kit é completo com aquela voz rouca sinistra).

Mad Max 2

Melhor Figurino

Um banho de qualidade naquela coisa chata de época que costuma levar. As roupas de couro, botas e apetrechos deram ao ar apocalíptico do filme o necessário pra ser crível.





Após o Oscar pt. 2: Sylvester Stallone

2 03 2016

No segundo texto sobre o Oscar eu vou falar sobre a maior injustiça cometida pela Academia nos últimos anos. Sylvester Stallone teve sua grande chance em todos esses anos, a ponto de ter sido premiado por sua bela atuação no ótimo Creed (um spin-off da série Rocky) e acabaram desperdiçando a chance de fazer uma bela homenagem ao ator.

Vou focar aqui apenas no caminho trilhado por Stallone no mundo de Rocky pra basear minha opinião, apesar de eu gostar de diversas outras obras dele.

Em 1976 chegou ao cinema um modesto filme sobre um boxeador que acaba conseguindo uma chance de ouro de enfrentar o campeão mundial. Seu nome é Robert “Rocky” Balboa, um rapaz simples da Filadélfia que trabalhava nas docas enquanto treinava com Mickey. Ele fazia apenas pequenas lutas e não se interessava em fazer grandes lutas, e tinha uma namorada chamada Adrian, que era superprotegida por seu irmão Paulie, que não ia com a cara de Balboa. Em certo momento Rocky é convidado a enfrentar Apollo Creed, o campeão mundial. Ele passa a treinar sério para essa luta, em cenas memoráveis até hoje, 40 anos depois. Após um duelo épico, a luta termina empatada e Apollo acaba mantendo o cinturão. Esse primeiro filme surpreendeu a todos, levando o maior prêmio do Oscar 1977: melhor filme, além de melhor edição de filme e melhor diretor (o filme teve ainda outras sete indicações, inclusive melhores ator e atriz para Stallone e Talia Shire).

Stallone Rocky 1

Em 1979 tivemos a revanche entre Rocky e Apollo. Enquanto Apollo provocava Rocky sempre que podia, Balboa não conseguia se concentrar no treino, muito devido à gravidez de Adrian, que também não queria que Rocky lutasse outra vez com Apollo. Quando Adrian, pressionada por Paulie a permitir que Rocky lutasse, sente-se mal e acaba internada em coma, Rocky acaba esquecendo-se completamente dos treinos e fica o tempo todo ao lado de Adrian no hospital. Quando ela acorda do coma, Rocky diz a ela que não lutaria se ela não quisesse, e ela pede a ele que vença a luta. Rocky então passa a treinar pesado pra luta. Apollo chega confiante de uma vitória rápida, mas uma mudança de estratégia (Rocky é canhoto e passa a também usar a direita) e ao treinamento que o faz suportar a luta até o último assalto ele acaba conseguindo uma vitória por nocaute, e sagra-se o novo campeão mundial de boxe!

Stallone Rocky 2

Em 1982 voltamos ao mundo de Rocky. Balboa defendeu seu título por 10 vezes, e nas 10 vezes saiu-se vencedor. Rocky então passa a pensar em aposentadoria, muito ainda devido ao estado de saúde já debilitado de Mickey, mas um jovem que vinha subindo no ranking acaba pedindo a Rocky uma luta pelo título. Conhecemos então Clubber Lang. Numa discussão entre Rocky e Lang Mickey é empurrado e sente-se mal. Rocky, abalado pelo estado de Mickey, sofre uma derrota avassaladora e perde o título. Após a luta Mickey acaba falecendo, levando Rocky a cair numa depressão que parecia irreversível. Mas Apollo entra em cena e passa a treinar Rocky, que acaba se recuperando e volta a lutar contra Lang, desta vez obtendo a vitória e retomando o título!

Stallone Rocky 3

1985 chega com um capitão soviético, em visita aos Estados Unidos, e que deseja enfrentar o campeão mundial numa luta-exibição. Apollo diz a Rocky que está insatisfeito com a aposentadoria, e pede para trocar de lugar com Rocky na luta contra o gigante soviético, chamado Ivan Drago, e Rocky concorda. A luta chega. Apollo entra, ao som de James Brown, menosprezando Drago dizendo que ele é apenas um iniciante. Mas quando a luta começa o soviético mostra que não é bem assim e massacra Apollo, que acaba falecendo devido aos pesados golpes de Drago. Rocky resolve que quer uma luta com Drago em busca de vingança, que é vetada pela Associação de Boxe. Sendo assim, Rocky vai até a União Soviética e passa a treinar com Duke, o antigo treinador de Apollo. Com um duro treinamento de Rocky contra o treinamento em laboratório de Ivan Drago, a duríssima luta ocorre em Moscou, com Drago tendo uma apresentação tão pomposa quanto a de Apollo (com a diferença de ser pomposa num sentido militar). Drago imaginava que venceria com facilidade, mas o treinamento de Rocky fez efeito e ele conseguiu aguentar os pesadíssimos golpes de Drago, levando a luta até o último assalto, onde nenhum dos dois mais possuíam forças pra lutar. Num último esforço, ambos acertam seus golpes e vão à lona. Na contagem de 10 do juiz apenas Rocky se levanta, vencendo a luta. Com um belo discurso, que fez todos os presentes o aplaudirem de pé, Rocky volta aos Estados Unidos.

Stallone Rocky 4

Em 1990 ficamos sabendo que Rocky descobre que foi à falência graças a seu contador. Ele volta a morar na Filadélfia e resolve treinar um promissor garoto chamado Tommy “Machine Gun” Gunn. Ele enfrenta problemas com seu filho durante esse tempo, mas mesmo assim consegue fazer com que Tommy alcance ótimos resultados em suas lutas. Porém o público e a imprensa dizem que Tommy é apenas a sombra de Rocky, o que o deixam enfurecido. É nesse momento que um empresário acaba levando Gunn e influenciando-o a exigir uma luta com Rocky, que estava proibido de lutar por indicação médica, que dizia que ele poderia morrer se prosseguisse. Mas Tommy está num estado de fúria incontrolável, o que leva os dois a um “street fighter” literalmente. Rocky acaba saindo vencedor e consegue fazer as pazes com seu filho Rocky Jr.

Stallone Rocky 5

Chega 2006, 16 anos após o último filme de Rocky, e encontramos Rocky aposentado, dono de um restaurante e agora viúvo. Seu filho Rocky Jr. trabalha em uma empresa e tem vergonha de seu pai. Conhecemos então Mason “The Line” Dixon, o atual campeão mundial de boxe, invicto após diversas lutas. Porém Dixon é rejeitado pelo público e pela mídia, que o consideram pouco carismático e que ele é campeão porque nunca enfrentou alguém que realmente fosse forte. Então um canal bola uma luta virtual entre Mason e Rocky no auge. Rocky vence a luta virtual. Quando todos passam a comentar sobre isso os empresários de Mason resolvem falar com Rocky sobre uma luta, que após pensar por um tempo resolve aceitar. Seu filho, inconformado, vai até seu pai lhe passar sermão. Mas é Rocky quem, com um discurso épico, acaba fazendo seu filho pensar melhor e apoiar seu pai. Rocky treina forte mais uma vez, com a ajuda de Duke, Paulie, Rocky Jr. e Marie, uma velha amiga. A imprensa trata isso com ceticismo, dizendo que Rocky será rapidamente nocauteado. Mas quando a luta acontece descobrimos que Rocky ainda tinha um monstro para libertar de dentro de si, e faz isso lutando bravamente e levando a luta até o fim do último assalto. Dixon vence por pontos, mas todos aplaudem Rocky, dizendo que ele era um verdadeiro campeão, num final emocionante!

Stallone Rocky Balboa

Então chegamos a 2015. Conhecemos um garoto chamado Adonis Johnson, que vive em reformatórios após a morte de sua mãe. Então uma mulher resolve adotá-lo, dizendo que conhecia seu pai, que era ninguém menos do que Apollo Creed. Com o tempo o garoto estuda e trabalha em uma empresa, mas seu lado lutador, que já aflorara quando criança, sempre esteve lá, e Adonis faz lutas clandestinas quando possível. Ele então fica certo de que trabalhar preso em escritório não é sua vida, sai do emprego e de sua casa e vai pra Filadélfia, em busca do melhor amigo de seu falecido pai: Rocky Balboa. Ele então pede que Rocky o treine, mas Balboa insiste em dizer que não treina mais ninguém (lembremos-nos de como foi horrível com Tommy Gunn). Mas com o tempo ele, que agora está mais sozinho do que nunca sem sua esposa, sem Paulie e com seu filho com difícil contato, resolve então dar uma chance a Adonis e passa a treiná-lo. Adonis também está enrolado com uma vizinha, que é cantora. Adonis vence sua primeira luta após o início do treinamento de Rocky, mas então a mídia descobre que Adonis é filho de Apollo Creed. Nesse meio tempo temos o campeão mundial Ricky Conlan prestes a ser preso, e ele busca então uma última luta. Como ele consegue arrebentar o seu adversário numa entrevista, então o empresário de Conlan tenta convencer Adonis a lutar, mas com a condição de que Adonis use o sobrenome Creed ao invés de Johnson. Adonis fica relutante, mas acaba aceitando. Porém Rocky acaba descobrindo que precisa lutar mais uma vez, dessa vez contra um câncer. Rocky, lembrando que Adrian lutou também contra um câncer e perdeu, não está disposto a isso. Adonis, ao saber disso, fala com Rocky que só continuaria seu treino se Rocky também lutasse contra seu problema. Rocky aceita, e ambos passam a se ajudar mutuamente, em momentos pra lá de tocantes. Então chegamos a luta, que nos rememora as belas lutas da série Rocky. Adonis perde, mas descobre que realmente está no caminho que ele sempre quis pra si. E no final, claro, temos uma cena das mais tocantes de Adonis e Rocky na escadaria, fechando com chave de ouro!

Stallone Creed

Muito bem, eu tracei toda essa história por um motivo: Stallone, assim como DiCaprio, já fazia por merecer um Oscar, se for dito pelo “conjunto da obra”. Mas não é só por isso. A atuação de Stallone nesse filme é realmente tocante e muito sincera, tanto que ele levou o Globo de Ouro e chegou ao Oscar como favorito. Mas Mark Rylance acabou levando (e aqui fica minha opinião: ele esteve incrível em Ponte dos Espiões), deixando muita gente, eu incluso, bem triste. Apesar da ótima atuação de Rylance eu considero que tanto Stallone quanto Tom Hardy (em O Regresso) foram superiores a ele, Stallone ainda um pouco acima. Mas bom, paciência. Como eu vi alguém dizendo no twitter “o Oscar perdeu a chance de um belo discurso”.

Stallone Golden Globe





Após o Oscar pt. 1: Leonardo DiCaprio

29 02 2016

Lá se foi a premiação mais importante do mundo do cinema! Teve de tudo no Oscar desse ano: Chris Rock causando, o urso esperando seu prêmio, o fim do mais antigo meme da história e o testemunho do trator de esteira que arrebatou o maior número de prêmios da noite.

88th Annual Academy Awards - Press Room

Mas eu vou focar em apenas três pontos que mais mexeram comigo nesse ano, que vou tratar em três posts distintos: o primeiro é sobre a, em minha opinião, injusta vitória de Leonardo DiCaprio para melhor ator.

Leonardo DiCaprio teve sua primeira indicação em 1994, como ator coadjuvante do filme Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador (What’s Eating Gilbert Grape), sendo derrotado por Tommy Lee Jones no filme O Fugitivo (The Fugitive). Mas ali ele já dava demonstração de que teria um belo futuro pela frente.

DiCaprio Gilbert Grape

Após isso ele teve uma sequência de bons filmes, como Rápida e Mortal (The Quick and the Dead), Diário de um Adolescente (The Basketball Diary) e Romeu + Julieta (Romeo + Juliet). E em 1997 ele chegou ao cinema com o grandioso Titanic (que até hoje tem a segunda melhor bilheteria de todos os tempos). Nesse filme ele foi elevado ao estrelato, apesar de não ter sido indicado ao Oscar. Em realidade ele só voltaria a ser indicado ao Oscar em 2005.

Hoje sabemos que Titanic quase foi o fim da carreira de DiCaprio (o rapaz, à época com seus 22 anos) sentiu a pressão da fama e quase desistiu de atuar. Mas acabou desistindo da ideia, e teve outros ótimos filmes no currículo, como O Homem da Máscara de Ferro (The Man in the Iron Mask), Gangues de Nova York (Gangs from New York) e Prenda-me se for Capaz (Catch me if you Can). Mas chegamos em 2004, e saiu O Aviador (The Aviator), uma cinebiografia do magnata Howard Hughes, e no ano seguinte DiCaprio voltou a ser indicado. DiCaprio era um dos favoritos novamente, mas acabou derrotado por Jamie Foxx, que naquele ano viveu Ray Charles na cinebiografia Ray.

DiCaprio O Aviador

Em 2006 DiCaprio esteve em dois filmes fantásticos: Diamante de Sangue (Blood Diamond) e Os Infiltrados (The Departed). DiCaprio foi indicado ao Oscar pelo primeiro, e mais uma vez foi derrotado, dessa vez por Forest Whitaker pelo filme O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland), no papel do sanguinário Rei Idi Amin, ditador de Uganda.

DiCaprio Diamante

Entre 2007 e 2013 ele ainda apareceu em outros ótimos filmes, entre eles Ilha do Medo (Shutter Island), A Origem (Inception), J. Edgar e Django Livre (Django Unchained). Mas em 2013 viria o filme pelo qual ele seria indicado pela quarta vez ao Oscar em 2014: O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street). Sucesso de crítica DiCaprio via enfim sua melhor chance desde O Aviador. Mas outra vez foi derrotado, e dessa vez por Matthew McConaughey pelo belo Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club). E mais uma vez DiCaprio saiu de mãos abanando.

DiCaprio Lobo Wall Street

DiCaprio passou 2014 sem aparecer em filme algum, mas em 2015 ele deu as caras no filme do diretor que foi premiado como melhor diretor no Oscar e ainda teve o melhor filme laureado: Alejandro González Iñárritu, pelo surreal Birdman. E parecia que dessa vez a “maldição” iria, finalmente, encerrar-se.

DiCaprio ganhou praticamente TODOS os prêmios por sua atuação no filme O Regresso (The Revenant) no caminho pro Oscar, entre eles o Globo de Ouro e o prêmio do Sindicato dos Atores. E ele chegou ao Oscar super favorito. E na noite de ontem se confirmou, e DiCaprio FINALMENTE levou esse prêmio que ele por tantos anos buscava.

urso

Mas é agora que eu entro com um pensamento que muita gente que conheço tem: DiCaprio não merecia o Oscar esse ano. E a Academia provavelmente deu esse Oscar a ele pelo “conjunto da obra” após ser ignorado por quatro vezes (ao menos três delas que eu concordo que ele merecia MESMO levar). E ainda digo que ele merecia levar em outras vezes onde ele nem foi indicado, como em Django Livre (onde ao menos merecia indicação, e concorreria diretamente com o vencedor pelo mesmo filme Christoph Waltz), A Origem e Prenda-me se for Capaz.

DiCaprio Django

Em O Regresso DiCaprio teve uma atuação, sim, realmente boa. Mas foi uma atuação puramente física. É digna de nota as coisas que ele fez no filme, mas mesmo assim eu não acho que a atuação puramente física dele era o suficiente para levar o prêmio. Eu realmente preferi Tom Hanks em Ponte dos Espiões (Bridge of Spies) ou até mesmo Matt Damon em Perdido em Marte (The Martian). Mas a Academia resolveu que era hora de DiCaprio levar o seu Careca pra casa, e assim foi.

E parabéns ao astro, que há anos já fazia por merecer esse prêmio!

DiCaprio Gatsby





Oscar de Melhor Animação: As Duas Animações que Assisti

26 02 2016

Vou falar brevemente sobre as duas animações que vi e que concorrem ao Oscar.

Primeiro vou tratar sobre a surpresa brasileira “O Menino e o Mundo”.

O Menino e o Mundo 1

Esse filme é uma grata surpresa, com uma bela (porém simples) animação, saída da cabeça de Alê Abreu. A viagem lúdica a qual a história te leva começa com o garoto que vai viajando por vários lugares após seu pai partir num trem e nunca voltar. Em algum momento ele resolve partir numa jornada em busca de seu pai, e vai conhecendo pessoas com as quais passa a viajar e viver situações que se encaixam em nosso mundo, principalmente no Brasil atual. Não vou estragar o final, que é realmente belo.

Eu admito que preciso rever o filme para compreender melhor toda a ideia que o diretor tentou passar, porque na primeira vez eu realmente não consegui gostar realmente. Os traços são muito simples, porém é essa simplicidade que torna o filme tão atraente em meio as recentes animações em CG da Disney/Pixar ou a Dreamworks (as duas maiores potências nesse estilo).

O Menino e o Mundo 2

Falando em Disney/Pixar o outro filme que vi foi o maravilhoso “Divertida Mente” (Inside Out), que eu já falei especificamente num post anterior.

Inside Out 1

A animação fala de Riley. Ok, não exatamente dela, mas dos sentimentos que vivem dentro dela: Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho. A história começa desde seu nascimento até o começo da adolescência. Conforme o tempo passa vemos como esses sentimentos trabalham dentro da garota, principalmente a Alegria e a Tristeza. Após uma mudança de Riley e sua família vemos como a Alegria tenta manter o controle da garota, mas algo dá seriamente errado e é necessário se correr contra o tempo antes que algo ruim aconteça.

Vi esse filme duas vezes, mas logo na primeira foi o suficiente para essa animação se tornar uma de minhas cinco favoritas. A forma como a Pixar se reergueu após dois filmes não tão bons assim, nos dando uma maravilhosa aula de como lidar com nossos próprios sentimentos.

Inside Out 2





Série Filmes do Oscar – Melhor Filme 05/08: A Grande Aposta

12 02 2016

Filme 05/08: A Grande Aposta (The Big Short)

 

Adam McKay resolveu se arriscar fora da comédia e nos deu esse filme (mais um baseado em fatos reais) que explica, de modo didático, como ocorreu o estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos que provocou uma avalanche que botou o mundo todo em crise.

The Big Short 1

O modo como o filme ocorre, com algumas personalidades explicando certos termos que pessoas comuns não entenderiam plenamente, dá um ar divertido e um interesse maior na história, completando com atuações muito bacanas dos seus principais atores.

A história se inicia em 2005, quando Michael Burry, um investidor do mercado de ações, notou um problema no sistema imobiliário estadunidense e resolveu fazer uma jogada arriscada: jogar contra esse sistema, tido como superseguro. Jared Vennett, um corretor bancário, notou essa jogada e resolveu arriscar falando sobre o movimento com outro investidor, Mark Baum, que após uma ampla pesquisa resolve arriscar a mesma jogada, porém com um crescente temor de que isso levaria a uma crise sem precedentes no setor. Dois amigos investidores acabam descobrindo (completamente sem querer) sobre essa história e também fazem essa jogada, com ajuda de um ex-banqueiro que resolve ver até onde isso vai. A história se desenrola no período de tempo até o inevitável crash do sistema imobiliário, e como cada um dos envolvidos lida com a situação.

The Big Short 2

As atuações nesse filme são realmente excelentes: desde o recluso Michael Burry de Christian Bale (numa das melhores atuações dele que eu vi), passado pelo perturbado com seus problemas e com os problemas do mundo Mark Baum (grande atuação de Steve Carrell, cada vez melhor num estilo longe do seu, a comédia), o ambicioso Jared Vennett de Ryan Gosling (mostrando ótimo ator que é) até o ex-banqueiro paranoico com todo o sistema Ben Rickert (com um ótimo Brad Pitt no papel).

Com cinco indicações eu creio que esse filme tem ali uma chance em roteiro adaptado, apesar da forte disputa.

The Big Short 3





Série Filmes do Oscar – Melhor Filme 04/08: Ponte de Espiões

11 02 2016

Filme 04/08: Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)

 

Steven Spielberg volta a fazer parceria com Tom Hanks nesse filme baseado em fatos reais, passado durante o começo da Guerra Fria e a construção do Muro de Berlin.

Bridge of Spies 1

Dos filmes que vi até agora é o que mais me prendeu, com uma história das mais interessantes e a certeza de que Tom Hanks continua com a qualidade impecável que sempre tem em suas atuações.

A história trata da história de um advogado de seguros que é indicado para defender um suposto espião soviético que foi preso nos Estados Unidos. Enquanto ele dá o melhor de si no caso todos apenas pensam em apenas acabar logo com a história e eliminar de uma vez o perigo vermelho que eles têm em seu poder. Mas quando um avião espião U-2 é abatido pela União Soviética e seu piloto é preso ele acaba sendo “chamado” pelo FBI para tratar de uma troca de presos.

Bridge of Spies 2

Capitaneado pela ótima atuação de Tom Hanks como o advogado James B. Donovan e da grata surpresa Mark Rylance como o espião Rudolf Abel esse filme também teve a boa atuação de Austin Stowell como o piloto Francis Gary Powers.

Apesar de eu considerar esse o segundo melhor dos quatro filmes que vi creio que também passará em branco no Oscar.

Bridge of Spies 3





Série Filmes do Oscar – Melhor Filme 03/08: Perdido em Marte

11 02 2016

Filme 03/08: Perdido em Marte (The Martian)

 

Ridley Scott resolveu voltar ao espaço após o péssimo Prometheus (e não cumprius), e nos entrega um belo filme sobre superação de situações que parecem impossíveis.

The Martian 1

Os efeitos visuais, principalmente nas tomadas de Marte, estão bem interessantes, além de ótimos momentos de tensão (especialmente no final do filme).

O filme trata da história de uma expedição que foi à Marte, e precisou sair às pressas graças a uma enorme tempestade de areia. Porém Mark Watney, um botânico, é dado como morto após um acidente e é deixado para trás. Porém ele sobrevive e o filme trata da tentativa de sobrevivência de Watney em um planeta árido.

Atuações de certo modo simples, mas com um Matt Damon inspirado vivendo o personagem principal Mark Watney. Além dele temos na tripulação da Ares III (a nave que levou os tripulantes a Marte) Kate Mara, Jessica Chastain, Sebastian Stan e Michael Peña. No núcleo da NASA temos três ótimos atores: Sean Bean, Jeff Daniels e Chiwetel Ejiofor.

The Martian 2

Perdido em Marte deve passar batido no Oscar, mesmo nas categorias técnicas.