Minha vida com King (ou o que já li do Rei)

1 08 2014

A partir do próximo post vou começar a falar sobre alguns dos livros de Stephen King que eu já li.

Vou tentar falar o mínimo da história (e evitar o máximo de spoilers) que eu puder, e dar uma opinião do que achei do livro.

Já estou no 32º livro do King em, creio eu, oito anos desde que li meu primeiro livro dele: Celular.

Trarei aqui obras mais conhecidas, como “Carrie”, “O Cemitério”, “O Iluminado” e “Christine”, e outros menos conhecidos do pessoal que apenas acompanha de longe, como “Duma Key”, “Salem’s Lot”, “Rose Madder” e “Desespero”.

No final, farei alguns posts especiais sobre a saga de Roland Deschain, “A Torre Negra”.

Se alguém tiver um pedido em especial, estou aberto a eles. E, caso não tenha lido, o lerei com prazer para fazer tal resenha!

 

Bom, semana que vem devo iniciar os posts.

Até lá!





Stephen King, o Mestre do Terror Moderno (ou meu autor favorito)

31 07 2014

Estou especulando (mentalmente) fazer um post sobre o Stephen King há eras. Pra ser específico, isso é prometido desde o post sobre Christine, escrito em 14/10/2008! (o link pro texto: https://watchingnow.wordpress.com/2008/10/14/minha-vida-com-meu-plymouth-fury-ou-christine-o-carro-assassino/)

Desde então eu passei por um monte de coisas, escrevi sobre várias outras, mas nunca perdi de vista um dia poder escrever sobre o Rei. Eu só esperei o momento (próximo de) certo pra fazer isso. Acho que ainda não é esse, mas como estou lendo o 32º livro dele, acho que já tenho bagagem suficiente pra isso.

 

Breve histórico

 

Stephen Edward King nasceu em 21 de setembro de 1947, em Portland, no Maine. Formado em Inglês pela Universidade do Maine, King teve seu primeiro sucesso literário oriundo de sua época de universitário. Ele fez rascunhos da história, mas depois os descartou. Sua esposa Tabitha (que ele conheceu na universidade) achou os rascunhos e o incentivou terminá-lo a lançá-lo. Bingo: sucesso absoluto. Ele continuou escrevendo, mais como um modo de manter sua família (que foi crescendo quando os filhos nasceram), enquanto travava também um duelo com o alcoolismo. Ele retratou bem isso no personagem Jack Torrance, no fantástico livro “O Iluminado”. Em 19 de junho de 1999, King sofreu um gravíssimo acidente enquanto caminhava numa estradinha próxima a sua residência. Ele teve múltiplas fraturas, e por pouco não teve uma perna amputada. Mas ele sobreviveu, e em alguns livros após isso demonstrou esse acidente de modos distintos. O principal deles foi na sua épica série “A Torre Negra”, em que ele detalha de modo cru o acidente, mas mostra que foi salvo da morte por algum dos personagens.

King é mais conhecido por suas histórias de terror, mas também sabe como poucos escrever um bom drama ou romance, como por exemplo o livro “Love: A História de Lisey” ou os fantásticos contos “A Milha Verde” (que gerou o filme “À Espera de um Milagre”) e “Rita Rayworth e a Redenção de Shawshank” (que virou o filme “Um Sonho de Liberdade”). Também existem outros contos mais intimistas, como “O Corpo” (adaptado pro cinema no filme “Conta Comigo”), onde quatro amigos fazem uma viagem para encontrar um garoto morto. E também temos algo de conto de fadas. O livro “Os Olhos do Dragão” foi escrito como uma história para sua filha Naomi, à época com 13 anos.

Mas o terror é sua marca registrada. Ele consegue fazer qualquer coisa se tornar algo assustador. Um carro (um Plymouth Fury em “Christine” ou um Buick 8 no livro homônimo), uma bicicleta ergométrica (no conto “A Bicicleta Ergométrica”), telefones celulares (em “Celular”). Também faz o mesmo com animais : o cachorro raivoso em “Cujo” e o gato que volta do além em “O Cemitério”. Ele também usa muito o artifício de dimensões paralelas, com a qual conseguiu conectar diversos de seus livros em um mesmo universo. “A Torre Negra”, por exemplo, tem desdobramentos em diversos livros, tais como “Insônia”, “Hearts in Atlantis”, “Dança da Morte”, “O Talismã” e “A Casa Negra”, “Salem’s Lot”, os contos “Tudo é Eventual” e “As Irmãzinhas de Elúria”, entre muitos outros. Também é interessante a conexão entre “Rose Madder” e “Desespero”, em que uma mesma personagem aparece nos dois livros.

King também escreveu roteiros para séries e filmes para TV. Ele roteirizou um episódio para “Arquivo X”; trabalhou em “Creepshow”, juntamente com o mito George A. Romero; criou a série “Haven”; também trouxe, juntamente com Lars Von Trier, a série Kingdom Hospital; a série “The Dead Zone” foi baseada em seu livro”; King também criou os roteiros pras mini-séries “Rose Red” e “The Storm of the Century”; outras mini-séries baseadas em livros do King foram “O Iluminado” e “Dança da Morte”. Atualmente temos em andamento “Under the Dome”, que conta com envolvimento direto de King na produção e com alguns roteiros de King.

Enfim, nesses 66 anos King já conseguiu assustar muita gente mundo afora. E até hoje, cerca de 8 anos depois do primeiro livro que li dele, ainda não consigo parar de querer me assustar com suas histórias.

P.S.: ainda esse ano eu pretendo ler a biografia dele. Com isso acho que esse texto poderia ser melhor.

 





WORLD CUP FIFA 2014 ™ – A COPA DAS COPAS

16 07 2014

Isso aqui é um blog de cultura (inútil)? Sim, eu sei.

Mas a Copa me permite abrir essa exceção!

 

Primeiramente, vou falar de tudo o que aconteceu até a abertura.

Todo aquele povo nas ruas contra a Copa, a #nãovaitercopa rolando solta no twitter e no facebook… e o receio de que isso tomasse realmente as ruas durante a Copa, além do receio de que TUDO DARIA ERRADO.

Só que a Copa começou. E tudo correu de modo inesperadamente bom, a ponto de até a mídia europeia dizer que essa foi, sim, a “Copa das Copas”. O povo (ou pelo menos uma enorme parte dele) resolveu abraçar a seleção, e as manifestações ficaram bastante restritas.

 

Agora, vamos ao que o povo quer saber: o futebol!

 

Até nisso, meu amigo, eu preciso dizer: A COPA DAS COPAS! COISA LINDA!!

A sequência de zebras que apareceram foi algo impressionante.

 

Fase de grupos

No grupo A (Brasil, Croácia , México e Camarões) tudo ficou dentro de uma normalidade. Vitórias brasileiras contra Croácia (3×1) e Camarões (4×1) e um empate sem gols contra a pedra no sapato México, que com vitórias contra Croácia (3×1) e Camarões (1×0), obteve a segunda vaga no grupo.

No grupo B (Holanda, Chile, Espanha e Austrália) começou a rolar a zueira. Logo de cara a Holanda destroçou a Espanha (incríveis 5×1!) e o Chile venceu a Austrália (3×1). Na rodada seguinte, num jogo emocionante, a Holanda bateu a Austrália (3×2), praticamente sacramentando a eliminação do país dos cangurus. Mas o jogo seguinte fechou a tampa do caixão. De Austrália E Espanha. Vitória chilena (2×0) e disputa pela liderança na última rodada! Aí, a lógica veio: Holanda bateu o Chile (2×0) e a Espanha se despediu com um bom resultado contra a Austrália (vitória por 3×0).

No grupo C (Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão), a Grécia vinha como azarão, correndo por fora. Colômbia e Costa do Marfim vinham como favoritas. A Colômbia realmente sobrou no grupo, com três vitórias (3×0 contra a Grécia, 2×1 contra a Costa do Marfim e 4×1 contra o Japão). Mas a Costa do Marfim acabou sendo superada na última rodada. E exatamente pelo azarão Grécia, que após a derrota pra Colômbia e um empate contra o Japão (0x0) jogou todas as suas fichas nesse último jogo. E num final emocionante, com um pênalti sofrido por Georgios Samaras (e convertido por ele), sacramentou a vitória grega (2×1) e a heroica classificação!

Ah, o grupo D. Chamado de grupo da morte (Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália) e que todos imaginavam que seria uma disputa ferrenha entre as três seleções campeãs do mundo, tendo a Costa Rica como sparring para ver quem faria o maior saldo de gols. O que se viu foi uma história completamente diferente. E fascinante. A Itália bateu a Inglaterra (2×1), e o Uruguai venceu a Costa Rica. NÃO. A Costa Rica, num jogo ESPETACULAR, virou o placar pra cima do time celeste (3×1) e começou a saga. Na rodada seguinte, o Uruguai consegue uma heroica vitória contra a Inglaterra (2×1), e a Itália… foi batida pela surpreendente Costa Rica (1×0). Com isso, já tínhamos um classificado no grupo da morte: a inesquecível Costa Rica. E a Inglaterra já eliminada. Faltava a segunda vaga, disputada por Uruguai e Itália. E o Uruguai conseguiu uma vitória suada (1×0), enquanto Costa Rica e Inglaterra faziam um jogo morno e empatavam (0x0).

No grupo E (Suíça, Equador, França e Honduras) a França era franca favorita, mesmo vindo de resultados não tão bons. Conseguiu duas vitórias (3×0 contra Honduras e 5×2 contra a Suíça) e um empate contra o Equador (0x0). A Suíça, que venceu o Equador (2×1) e goleada pela França disputou a vaga até o último jogo com o mesmo Equador. Com a vitória contra Honduras (3×0) ela obteve a segunda vaga do grupo.

No grupo F (Argentina, Bósnia e Herzegovina, Nigéria e Irã) a Argentina, como a Colômbia, sobrou: três vitórias (2×1 contra a Bósnia e Herzegovina, 1×0 contra o Irã e 3×2 contra a Nigéria), mas o futebol não foi convincente. A Nigéria conseguiu a segunda vaga (com um empate contra o Irã em 0x0 e uma vitória contra a Bósnia e Herzegovina por 1×0).

O grupo G (Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos) teve a Alemanha líder, após massacrar Portugal (4×0), empatar com Gana (2×2) e bater os Estados Unidos (1×0), seguido pelos Estados Unidos, que mesmo com a derrota para a Alemanha venceu Gana (2×1) e empatou com Portugal (2×2) e avançou na competição. Já Gana e Portugal, do craque Cristiano Ronaldo, foram pra casa mais cedo.

No grupo H (Bélgica, Argélia, Russia e Coréia do Sul) a Bélgica venceu seus três jogos (2×1 Argélia, 1×0 Rússia e 1×0 Coréia do Sul), mas não mostrou o futebol vistoso que muitos esperavam. A Argélia, que empatou com a Rússia (1×1) e venceu a Coréia do Sul (4×2) protagonizou a segunda grande zebra dessa Copa, e se classificou em segundo lugar.

Os grandes destaques ficaram por conta de David Luiz e Neymar (Brasil), James Rodriguez (Colômbia), Thomas Müller (Alemanha), Arjen Robben (Holanda), Bryan Ruiz (Costa Rica), Karim Benzema (França), Feghouli (Argélia) e Lionel Messi (Argentina). Mas os maiores destaques, na verdade, vieram do gol. Grandes atuações de Ochoa (México), Claudio Bravo (Chile), Tim Howard (Estados Unidos), Mbolhi (Argélia), Enyeama (Nigéria) e Keylor Navas (Costa Rica). Mas um destaque negativo ficou por conta do craque Luiz Suárez. Graças a uma mordida em Chielini, da Itália, ele foi excluído da Copa, além de uma punição (a meu ver severa) por parte da FIFA: nove jogos oficiais da seleção fora e quatro meses afastado dos gramados.

 

Oitavas-de-final

Com os duelos decididos, vamos aos jogos.

Brasil x Chile

Num jogo muito disputado, com direito a bola na trave do chileno Pinilla, o Brasil se classificou nos pênaltis. Depois de um 1×1 no tempo normal e na prorrogação, o Brasil venceu a cobrança de pênaltis por 3×2. Mas no jogo mesmo o Chile foi bem superior, e criou muito mais chances do que a seleção da casa.

Colômbia x Uruguai

Após o baque da perda de Suárez, seu melhor jogador, o Uruguai foi dominado pela Colômbia durante os 90 minutos. O time do jovem (e artilheiro da Copa) James Rodriguez bateu o Uruguai por 2×0, e avançou pela primeira vez às quartas-de-final de uma Copa do Mundo.

Holanda x México

Tivemos um México guerreiro, que saiu na frente e lutou com todas as forças contra a poderosa Holanda. Ochoa, um dos melhores goleiros da Copa, mais uma vez fez milagres em campo. Mas o forte ataque holandês, com uma ajudinha do árbitro no final do segundo tempo, providenciaram a virada da Laranja Mecânica: 2×1 e a vaga na próxima fase.

Costa Rica x Grécia

Um duelo digno de oitavas-de-final! Um jogo lá e cá, com chances dos dois lados e ambos os goleiros trabalhando muito. Mas o jogo acabou 1×1 no tempo normal, e na prorrogação nenhum dos times conseguiu ampliar o placar. Pênaltis! Aí brilhou a estrela de Keylor Navas. Ele defendeu uma cobrança do grego Gekas, e o jogo acabou 5×3 para a Costa Rica, mais uma vez fazendo história.

França x Nigéria

A brava Nigéria bem que lutou para tentar segurar o resultado, mas o jogo de retranca deles (mais uma ótima atuação de Enyeama) não foram suficientes para segurar o forte ataque francês. No fim, 2×0 pra França.

Alemanha x Argélia

Um dos melhores jogos da Copa. Um duelo ferrenho durante o tempo normal, em que a Alemanha partiu pro ataque, abrindo espaços para o rápido contra-ataque argelino, que era barrado por uma atuação magistral de Manuel Neuer, jogando praticamente como um líbero. Na prorrogação o jogo realmente pegou fogo. A Alemanha conseguiu abrir 2×0, mas a Argélia não se rendeu até o último minuto, conseguindo ainda diminuir o placar e cair de pé diante de uma seleção que era favorita ao título.

Argentina x Suíça

A forte retranca suíça conseguiram segurar a Argentina por mais de 90 minutos. Inclusive, pelo que jogou, merecia levar o jogo para os pênaltis. Mas um lampejo (mais um!) de Messi na prorrogação acabou com as chances da Suíça de tentar a vaga: 1×0 Argentina.

Bélgica x Estados Unidos.

Um jogo quente, mas que se tornou realmente eletrizante na prorrogação. Em uma atuação magistral de Tim Howard, que fez incríveis 16 defesas durante a partida, a Bélgica venceu os Estados Unidos por 2×1, numa prorrogação em que a Bélgica rapidamente fez 2×0, os Estados Unidos empataram e pressionaram até o fim, mas não tiveram um atacante eficiente para buscar o empate.

 

Quartas-de-final

França x Alemanha

Em mais uma ótima atuação de Neuer, a Alemanha conseguiu a classificação, mesmo não mostrando seu melhor futebol: 1×0 contra a França, que vinha fazendo uma campanha acima do esperado antes do início da Copa. Os franceses lutaram, mas não puderam contra os alemães.

Brasil x Colômbia

A Colômbia vinha como uma das sensações dessa Copa. O Brasil, aos trancos e barrancos. Mas, aparentemente, a camisa pesou nessa partida. A Colômbia não mostrou aquele futebol alegre, maroto, que vinha mostrando em outros jogos, e o Brasil conseguiu (mesmo que truncando o jogo no meio de campo com o Fernandinho) se impor. A vitória do Brasil por 2×1, apesar disso, não foi o grande assunto da partida. Numa entrada desleal (não vou aqui dissertar sobre se foi de propósito ou não) do zagueiro colombiano Zuñiga, o atacante brasileiro (e até então o melhor jogador da seleção na Copa) Neymar saiu de campo contundido. Após o jogo a verdadeira gravidade da lesão veio à tona: uma fratura na terceira vértebra da região lombar. Neymar está fora da Copa. O Brasil sentirá o golpe?

Argentina x Bélgica

Como no jogo anterior, a Bélgica vinha como uma da sensações dessa Copa. Só que era isso antes de a Copa começar. A seleção belga ainda não tinha mostrado o futebol que o mundo esperava dela. E a Argentina, como o Brasil, vinha de vitórias conseguidas mais graças ao talento individual de Messi do que do conjunto todo. A Bélgica, aparentemente, esqueceu o futebol no jogo contra os Estados Unidos (sua melhor partida na competição). A Argentina, mesmo sem um futebol vistoso, pressionou os belgas da melhor forma que podiam, e saíram com a vitória: 1×0. E a vaga nas semi-finais.

Holanda x Costa Rica

No jogo mais emocionante das quartas-de-final, Holanda e Costa Rica duelaram por 120 minutos, sem ninguém mover o placar. Mas foi um jogo acirrado, com a Costa Rica tendo momentos em que poderia surpreender a Holanda, mesmo que a Holanda fosse, realmente, superior na maior parte do jogo. Mas os pênaltis aguardavam um dos momentos mais comentados da Copa: antes do fim da prorrogação, Loius Van Gaal substituiu seu goleiro titular Cillessen, pelo reserva imediato Krul. Ninguém entendeu aquilo. Nem Cillessen. Mas Van Gaal sabia o que estava fazendo. Com duas ótimas defesas, Krul conduziu a Holanda a mais uma semi-final de Copa do Mundo: 4×3.

 

Semi-final

Brasil x Alemanha

Esse jogo tinha tudo para ser um dos mais disputados da Copa. Mas o que se viu foi um dos maiores massacres da história da Copa do Mundo. Em um primeiro tempo desastroso, o Brasil conseguiu levar 4 gols em incríveis 6 minutos e 40 segundos, e no final o placar mostrou: Brasil 1×7 Alemanha. Os brasileiros estavam atônitos, em completo choque. E apenas choravam. Mas prevaleceu a seleção que jogou futebol durante toda a Copa.

Holanda x Argentina

Mais uma vez, outra batalha de 120 minutos. E outro 0x0. Mas um jogo disputado tecnicamente. E taticamente. Mas o placar poderia ter sido diferente, se não fossem ótimas atuações dos sistemas defensivos de ambos os lados (principalmente Mascherano e Romero do lado argentino). Mas dessa vez Van Gaal não optou por Krul. Ele foi forçado a uma terceira substituição antes da hora. E a Argentina agradeceu. Romero bancou o Krul, defendeu dois pênaltis, e a Argentina chegou à final, após 24 anos: 4×2.

 

Disputa do terceiro lugar

Brasil x Holanda

O Brasil foi ao jogo querendo ao menos terminar de forma honrada a Copa do Mundo. A Holanda optou por jogar futebol. Resultado? 3×0 Holanda, com dois gols advindos de erro da arbitragem (um pênalti que foi, na verdade, falta fora da área e um gol iniciado de um lance em impedimento). Mas a Holanda, mesmo assim, mereceu o resultado, pois o Brasil se mostrou apático em praticamente todo o tempo. Uma Copa do Mundo com final melancólico e vexatório para os donos da casa.

 

A Grande Final

Alemanha x Argentina

Um jogo emocionante desde o início! E mais uma vez, uma batalha de 120 minutos. Alemanha e Argentina mostraram ao Brasil como se joga futebol, e fizeram um dos melhores jogos da Copa do Mundo. No final, mais uma vez, prevaleceu a equipe com o melhor futebol da competição: 1×0 Alemanha. Mas a Argentina caiu de pé, indo além das expectativas de todos. Aplausos aos gigantes Mascherano e Romero, em minha opinião os melhores jogadores argentinos na Copa. Mas sobraram Neuer, Hummels, Lahm, Schweinsteiger, Özil, Müller, Schürrle e o herói da noite, Götze, autor do único gol da partida.

ALEMANHA CAMPEÃ!





O Que Está Acontecendo com o Mercado de Mangás no Brasil?

12 09 2013

2013 está sendo um ano cheio de novidades nas bancas, em se tratando de mangás.

Mas UMA editora, mesmo lançando algumas coisas, parece estar andando na contramão da coisa.

A JBC preparou o terreno para um grande anuncio, que a galera já imaginou que viria um LANÇAMENTO FANTÁSTICO de algum título de peso.

Aí anunciam o relançamento de Guerreiras Mágicas de Rayearth.

Não, olha. Eu gosto desse mangá. Foi uma das minhas primeiras coleções iniciadas (junto com o até hoje inacabado Neon Genesis Evangelion). Mas a JBC está vindo com tanto relançamento (principalmente o DESNECESSÁRIO Death Note Black Edition), e só faz UM lançamento de peso (Aoi no Exorcist), enquanto a Panini veio com tudo (Katekyo Hitman Reborn, Toriko, Shinrei Tantei Yakumo e o anúncio de Shingeki no Kyojin) e a Nova Sampa chegou com vários bons títulos (Ikkitousen, Oldboy e meu amado Tengen Toppa Gurren Lagann).

Se a JBC não acordar, ela vai ver o que aconteceu com a Conrad e vai ser tarde demais.





O Novo Batman *ou quando a DC fez o mundo pirar*

23 08 2013

Ontem à noite o mundo “nerd” veio abaixo quando a Warner/DC anunciou quem seria o novo Batman na sequência de “Man of Steel” (filme que ainda não vi, por isso não tratarei dele aqui por enquanto).

Ao anunciarem o nome do ator Ben Affleck como o Cruzado de Capa para duelar com o Kryptoniano favorito da galera (ALL KNEEL BEFORE GENERAL ZOD!) a galera, e eu mais uma vez me incluo nessa turma, começou a detonar a Warner, a DC, o Ben Affleck, a Fox por ter feito Demolidor com o Affleck e qualquer coisa do gênero.

Ben Affleck mostrando o que acha da opinião da galera.

No primeiro momento eu realmente fiquei revoltado, xingando muito e coisas do gênero.  Mas hoje a razão voltou.

Relembrando de algo que aconteceu cerca de 7 anos atrás, quando anunciaram o finado Heath Ledger como o Coringa na excelente sequência de “Batman Begins”, o insuperável “The Dark Knight”, eu percebi que poderia estar DE NOVO cometendo uma injustiça. (aos que interessarem, fiz um post sobre isso: https://watchingnow.wordpress.com/2008/09/05/batman-o-cavaleiro-das-trevas-ou-o-filme-que-o-coringa-roubou/)

E vi que mais gente também entrou nessa. Meu amigo Bruno Thompis, direto do Piauí, foi muito feliz ao tratar do assunto, relembrando exatamente esse fator do Heath Ledger, e que deveríamos ir com calma com relação ao Affleck. E um texto no Judão também citou o fato, enaltecendo coisas recentes dele como o Oscarizado “Argo”. Eu não vi nenhuma atuação recente dele (o último que lembro de ver foi, exatamente, Demolidor. Sim, aquele.

“David Duchovini?!” – só os fortes entenderão!

Mas eu digo: não acho o filme “Daredevil” a bomba que muita gente diz. Já li que a versão do diretor chega a deixar o filme ainda melhor, e até hoje ainda não a vi. Claro que não vou dizer aqui que é um grande filme, mas passa longe de ser um lixo, como ocorre com “Elektra” e “Mulher-Gato”. Principalmente Mulher-Gato. ARGH!

Mas o Affleck já tinha provado ser um diretor muito interessante, mesmo antes de Argo. Aliás, ele é um melhor diretor do que é ator, e isso eu já me cansei de dizer. Mas eu acho que ele se dá bem em comédias românticas como ator, por exemplo.

Ok, o GOD DAMN BATMAN não é NADA romantiquinho mimimi blá blá blá. Óbvio, todos sabemos disso. Mas vejamos, Affleck cresceu e amadureceu muito desde “Demolidor”. Não vou dizer que boto fé num grande Batman, mas… alguém aqui acha que será PIOR que o George Clooney??

Batman with nipples.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De novo: não estou defendendo o Affleck, mas acho que deveríamos esperar pra ver imagens e outras coisas quando as filmagens começarem, e quando derem alguma ideia de qual será o roteiro desse “Superman vs Batman”.

Superman vs Batman, o logo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bom, é essa minha opinião sobre o assunto.





Top 10 (agora 20) Musical do Autor – Metallica

28 06 2013

[editado]

Devido a uma grande dificuldade com o próximo top da lista, decidi que farei um top 20 quando a banda for merecedora.

E é ÓBVIO que o Metallica é mais que merecedor.

Por isso, vou colocar as músicas do 11º ao 20º aqui, e depois a lista segue normal.

[editado]

Já inicio avisando: esses top 10 são de gostos meus e, como já foi com o top de personagens, provavelmente causará uma certa polêmica. Existem alguns clássicos fora da lista, e outras músicas de discos detestados por uma parte dos fãs.

Tendo dito isso, vamos lá.

20- Whiplash (álbum: Kill ‘Em All)

Um petardo desse que é o debut da banda. Riffs matadores e um thrash cru e sem frescuras!

19- All Nightmare Long (álbum: Death Magnetic)

Apesar de diversas críticas, eu considero esse disco muito bom. All Nightmare Long tem um peso que não via na banda desde o …and Justice for All, e com muita qualidade!

18- Fuel (álbum: ReLoad)

Música com refrão extremamente grudento e muito divertida, mostrando que a dupla Load/ReLoad não é essa porcaria que muitos dizem!

17- Until It Sleeps (álbum: Load)

Quando Load saiu, muita gente torceu o nariz. Mas eu ainda acho que as letras e muito do instrumental da banda são ótimos, exemplo esse que Until It Sleeps mostrou bem, apesar de não ser uma música cheia de riffs e peso.

16- Battery (álbum: Master of Puppets)

Uma música cheia de vitalidade e riffs de pirar, e com uma técnica apurada.

15- Enter Sandman (álbum: Metallica)

A música mais voltada pro público dito “novo”, com uma cara bem comercial e, ainda assim, cheia de qualidades.

14- Seek and Destroy (álbum: Kill ‘Em All)

Essa música é a que fecha TODOS os shows da banda há… sei lá… todos os anos. Refrão que entra na cabeça e nunca mais sai, e com um riff inesquecível.

13- Ride the Lightning (álbum: Ride the Lightning)

A música homônima do segundo disco da banda e que mostra como eles evoluíram em apenas um ano. Pesada e bem trabalhada, mostrando como podem ser técnicos além de esbanjarem peso e velocidade.

12- Invisible Kid (álbum: St. Anger)

Sim, o disco mais criticado da história da banda. Até certo ponto com razão. Mas eu considero essa música o ponto alto no meio de tanta crítica: divertida, grudenta e com uma levada incrível, mesmo sem solos e com a caixa irritante na bateria do Lars.

11- No Leaf Clover (álbum: S&M)

Em 1998 o Metallica lançou um disco com a participação da Sinfônica de São Francisco. Com apenas duas novidades, o disco tem um ponto alto na ótima No Leaf Clover, que mostrou bem como a banda sabe trabalhar de diversas formas, e sempre mantendo a qualidade!

10 – Blackened (álbum: …and Justice for All)

Um ótimo som! O Metallica começava a mudar realmente a sonoridade nesse disco, que concorreu ao Grammy de melhor disco de rock em 1989.

9 – Sad But True (álbum: Metallica  *ou Black Album*)

O disco que levou o Metallica ao estrelato mundial (e quando os fãs antigos resolveram torcer ainda mais o nariz). Essa música tem uma pegada fantástica, e Hetfield tava no auge de criatividade par letras.

8 – For Who the Bell Tolls (álbum: Ride the Lightning)

A banda no seu melhor álbum. Essa música te faz banguear sem fazer muito esforço!

7 – Hero of the Day (álbum: Load)

Primeira polêmica da lista. Mas eu acho essa uma balada incrível, e um disco injustiçado.

6 – The Unforgiven II (álbum: ReLoad)

Outra polêmica. Mas considero que essa continuação do clássico do disco de 1991 de qualidade ímpar, mesmo dentro da discografia da banda.

5 – Master of Puppets (álbum: Master of Puppets)

Pra muita gente o melhor disco da banda, e a melhor música deles também. Peso incrível, com riffs matadores!

4 – The Unforgiven (álbum: Metallica)

Inciou-se aí a (até agora) trilogia imperdoável. A primeira ainda é, com uma pequena sobra, a melhor delas. Principalmente com relação a letra.

3 – Fade to Black (álbum: Ride the Lightning)

A primeira balada da banda, logo no segundo disco. A letra dela é deveras depressiva, mas isso junto com um instrumental realmente fantástico dá a ela a medalha de bronze!

2 – One (álbum: …and Justice for All)

Com esse petardo o Metallica entrou na era dos videoclipes. Um dos melhores trabalhos de Lars Ulrich até hoje.

1 – Nothing Else Matters (álbum: Metallica)

Essa música foi a primeira do Metallica que ouvi, ainda um infante. Mas só fui entender o que era Metallica anos depois. Essa música também tem um valor sentimental fortíssimo pra mim!

Menção Honrosa: The Memory Remains (álbum: ReLoad)

Em 1997 eu estava entrando de vez no mundo do rock and roll. Mas essa música me fez entender que o Metallica seria minha banda preferida, e por isso merece ser citada aqui, mesmo não entrando no top 10!





A Chegada da Tormenta *ou o início da terceira temporada de Game of Thrones*

1 04 2013

Olha, eu não ia fazer um post sobre isso, mas lendo os comentários do jornalista Tony Goes, da Folha de S. Paulo (li nesse texto aqui) me forçou a fazer comentários sobre o episódio, mas também sobre um trecho curioso do texto dele.

Primeiro, sobre o episódio. O começo era promissor: voltamos de onde a segunda temporada parou: Samwell Tarly fazendo um digno RUNAWAAAAAAAY dos White Walkers. Aí entra o primeiro impacto negativo: era NESSA CENA que o Tarly deveria, ao menos pelo que me recordo, ganhar a alcunha de Matador. Mas, aparentemente, esse trecho vai ser sumariamente ignorado pela série. Lamentável.

Bom, vamos para Porto Real. Tyrion está recuperado, e Cersei vai trocar uma idéia com ele. Depois, ele vai falar com o pai dele e toma uma invertida. Enfim, esse trecho ao menos ficou um pouco semelhante ao do livro. Sinceramente não me recordo de ter essa conversa do Tyrion com a Cersei, mas pode ser uma falha de memória minha.

No caminho para Astapor, Daenerys e seus amigos estão num navio, mas do dothraki ainda não estão lá muito acostumados a navegar no mar. Chegando em Astapor, ela vai conhecer Os Imaculados, um bando de escravos treinados para não sentirem dor e respeitarem ordens sem um pingo de medo. De nada.

De novo em Porto Real, Sonsa Sansa está conversando com Shae (isso já tá errado desde a segunda temporada, btw). Após isso, Lorde Petyr “Mindinho” Baelish chega para conversar com ela, dizendo que vai arranjar um jeito de tirá-la de Porto Real. Isso eu juro que não me recordo do livro, mas já imagino onde isso vai dar: (aqui rolaria um spoiler pra quem não leu os livros, então me calo).

Davos é resgatado após a malfadada batalha de Blackwater. Saladhor Saan tenta convencê-lo a não voltar para Stannis, que parece estar sob total domínio de Melisandre, mas sua lealdade ao “verdadeiro rei de Westeros” é maior. Ele então confronta Melisandre, tentando convencer Stannis de que ela é maligna, mas isso acaba resultando em sua prisão em Dragonstone.

Ah sim, temos também Jon Snow (que ainda não sabe de nada, pelo visto RISOS), que finalmente conhece o Rei-pra-lá-da-Muralha, Mance Rayder. O encontro deles não tem muito a ver com o do livro, mas ficou bem legal! Algumas mudanças não bem vindas, viu só?

E no final do episódio, Daenerys e Jorah estão de boas dando um passeio por Astapor, enquanto um homem de capuz os segue. Daenerys se encanta com uma criança, e fica olhando-a brincar. Quando ela resolve brincar de bola, descobrimos a verdade: a criança era da Mantícora. E o cara de capuz salva Daenerys do ataque de um bicho feio pra dedéu.

Aí temos o segundo grande problema.

Logo depois do ataque, o homem do capuz mostra seu rosto. E Jorah Mormont o reconhece logo de cara: o ex-líder da Guarda Real, Sor Barristan Selmy. Só que no livro isso demora um bom tempo pra acontecer. Não o ataque, isso foi bem feito. Mas sim o fato de Selmy dizer quem ele é. Acho que isso não vai afetar muito o andamento, mas…

 

Bom, agora vem o ponto do texto do Goes, falando sobre a Season Premiere de ontem.

Ele elogiou o fato da premiere ter sido mundial, dizendo que isso copia Hollywood (mas a mesma HBO fez isso na segunda temporada, e ele não citou isso no texto).

Mas existe outra incongruência. Vejam por si só:

“A segunda temporada terminou com uma cena absolutamente apavorante: os temidos “white walkers”, guerreiros zumbis que vivem no norte gelado, haviam conseguido furar a muralha e penetrar no continente de Westeros.”

NÃO, VELHO. NÃO!!!

Os walkers estão à caminho da Muralha ainda, mas nem PERTO dela. O próprio Senhor Comandante “Big Bear” Mormont diz “precisamos voltar à Muralha imediatamente”. COMO É QUE OS WALKERS JÁ ATRAVESSARAM???

Acho que o Goes precisa prestar mais atenção na segunda temporada.