O Girl Power de My Little Pony

20 06 2017

O feminismo é um assunto o qual eu não trataria aqui de forma mais sucinta porque não estou dentro dele, então vou apenas usar meu único motivo pra textos recentemente pra tratar sobre o assunto de forma breve.

Muito vem sendo dito sobre a “revolução” causada pelo filme da Mulher Maravilha, como a personagem finalmente deu voz e imagem ao movimento na tela como nunca antes foi visto (exceto, talvez, por Xena, Sarah Connor, Ripley, Lara Croft, Tank Girl, Aeon Flux, Alice… acho que cada vez que penso a lista aumenta, mas ok), e em animações temos recentemente Korra em Avatar: A Lenda de Korra (que ainda vai além, tratando sobre relacionamento homoafetivo de uma forma simplesmente incrível). Mas existe ainda outra obra que eu venho falando onde isso é tratado de forma talvez sutil, mas ainda mais interessante: sim, estou falando de My Little Pony.

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Praticamente 100% das personagens principais são garotas (as Mane Six, as Cutie Mark Crusaders, as princesas e até as vilãs, dando aqui exceção a Discórdia, Rei Sombra e Lorde Tirek entre os principais vilões da série). Até mesmo em Equestria Girls sempre temos uma vilã (ou antagonista) em todos os filmes: Sunset Shimmer no primeiro, As Dazzlings no segundo, Midnight Sparkle no terceiro (apesar de nesse caso eu apostar mais na diretora Cinch como a verdadeira antagonista) e Gloriosa Daisy no quarto. Entre os personagens ditos principais temos apenas DOIS do sexo masculino: o dragão bebê Spike e Big McIntosh, irmão da Applejack.

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Dando mais ênfase às Mane Six, cada uma das personagens tem uma importância dentro do todo, principalmente quando se trata dos Elementos da Harmonia: a honestidade de Applejack, a bondade de Fluttershy, o bom humor de Pinkie Pie, a generosidade de Rarity, a lealdade de Rainbow Dash e a mágica de Twilight Sparkle. Cada elemento separado é o que conduz a personalidade delas, mas unidas elas tem poder o suficiente para derrotar os mais diversos vilões, desde Nightmare Moon no início da série até mesmo as tropas changeling da Rainha Chrysalis. Juntas elas conseguem o poder da amizade, que é o principal foco (mas não o único) da série. Outro ponto interessante é a falta de relacionamentos amorosos das personagens. Em momento algum isso é empurrado goela abaixo do espectador (exceto talvez na busca pelo príncipe encantado de Rarity, mas isso aparece em pouquíssimos episódios). As pôneis são independentes e nunca precisam de uma ajuda extra masculina (e quando isso ocorre é de um modo sutil, mas isso não vem ao caso agora).

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Tratando das princesas, elas são a realeza de Equestria. A única vez que vemos um REI sendo citado é o vilanesco Rei Sombra, que foi combatido E vencido por Celestia e Luna no passado, e depois pelas Mane Six no retorno do Reino de Cristal. Cada princesa tem sua parte no todo: Celestia governa e traz o Sol toda manhã, Luna auxilia sua irmã e traz a Lua toda noite e Cadance é a soberana no Reino de Cristal, ao lado de seu amado Shining Armor. E aqui vai outro ponto: a importante É Cadance, Shining Armor é apenas seu esposo e auxilia como pode com sua magia.

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E mesmo com isso tudo vemos que não é o feminismo sendo forçado, e sim tratado com naturalidade, mostrado que a mulher tem SIM sua força e importância, mas não de modo brusco. E isso é uma das coisas que me faz admirar essa série.


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