Breves Comentários sobre a Discografia do Helloween

31 07 2015

Indo no embalo do amigo Thárik pretendo falar aqui minhas impressões sobre a discografia do Helloween, que conheci lá em 2000, e até hoje é uma das minhas bandas de cabeceira juntamente com Metallica, Pink Floyd, Scorpions e Sonata Arctica.

O Helloween foi formado pelo quarteto Kai Hansen (vocais/guitarra), Michael Weikath (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Ingo Schwichtenberg (bateria). Agora vou trazer os discos que vieram.

1985 Helloween

Abrindo com o EP Helloween, lançado em 1985. Já se tinha uma noção do que a banda viria a nos trazer na sequência, ainda naquele ano. Speed metal puro e um trabalho vigoroso da galera. Destaco aqui uma já clássica Starlight.

Nota do Uiu: 7/10

1985 Walls of Jericho

Como citado anteriormente temos aqui um belo disco, Walls of Jericho. Hansen continua magnífico nos vocais e as músicas presentes no EP anterior ganharam uma repaginada, que as deixaram ainda melhor! Principais destaques aqui são ainda Starlight, How Many Tears, Guardians e Ride the Sky.

Nota do Uiu: 8,5/10

1987 Keeper of the Seven Keys I

Em 1987 a banda, então, resolve migrar para uma sonoridade um pouco diferente. Estavam aí criados o power metal e o metal melódico. Hansen deixa os vocais e dá lugar ao novato Michael Kiske, que dá um gás novo a banda. O disco, Keeper of the Seven Keys pt. 1 é um clássico do gênero. Muitos o consideram superior ao seu predecessor, fato que eu preciso discordar. Mas ainda assim é um disco maravilhoso. Destaques aqui ficam por conta de I’m Alive, A Tale That Wasn’t Right e Halloween.

Nota do Uiu: 9,5/10

1988 Keeper of the Seven Keys II

No ano seguinte, 1988, viria a sequência Keeper of the Seven Keys pt. 2. Mantendo o nível do antecessor (e indo além em algumas músicas) a banda continuava sua cavalgada rumo ao infinito com essa pérola, com hits grudentos e um magnífico épico! Vários destaques aqui: Eagle Fly Free, Dr. Stein, We Got the Right, I Want Out e Keeper of the Seven Keys.

Nota do Uiu: 9,5/10

1991 Pink Bubbles go Ape

Em 1991 o Helloween tem sua primeira queda de rendimento. Pink Bubbles Go Ape começa a dar ares de perder o peso que a banda vinha demonstrando. Parte disso se deu a saída de Kai Hansen, apesar de a entrada de Roland Grapow ter mantido a qualidade no que se trata de guitarrista. Outra parte dessa queda se dá pela influência de Michael Kiske, que parecia estar flertando com um rock mais carismático e menos pesado. Ainda assim, considero esse disco o mais injustiçado da banda. Destaques para Kids of the Century, Goin’ Home, Mankind e Your Turn.

Nota do Uiu: 7,5/10

1993 Chameleon

Em 1993 vemos que Kiske já estava MESMO de saco cheio do metal. Chameleon chega a flertar com o pop em alguns momentos, mas mesmo assim ele ainda carrega músicas que considero indispensáveis na discografia da banda. Esse disco também é o fim da linha para Michael Kiske na banda. Os destaques ficam com I Don’t Wanna Cry no More, When the Sinner, Windmill e I Believe.

Nota do Uiu: 6/10

1994 Master of the Rings

Após a saída de Kiske e o suicídio de Ingo a banda contrata o vocalista Andi Deris, vindo da banda de hard rock Pink Cream 69, e o baterista Uli Kusch, pregresso do Gamma Ray, banda criada por Kai Hansen após a saída do Helloween. Então, em 1994, lançam Master of the Rings. E foi um belo começo para a nova formação! Com uma pitada de hard rock ao pesado power metal que era marca da banda esse disco foi um sucesso absoluto, angariando novos fãs a banda, que já dava sinais de desgaste devido aos dois últimos trabalhos com Kiske. Destaques aqui para Sole Survivor, Where the Rain Grows, Why?, Perfect Gentleman e a balada In the Middle of a Heartbeat.

Nota do Uiu: 8,5/10

1996 The Time of the Oath

Em 1996 o Helloween continuava numa crescente, e lançou o belo The Time of the Oath, que mostrava um pouco mais de hard rock do que seu antecessor. Deris continua afiadíssimo e o álbum vem com uma temática das profecias de Nostradamus. Principais destaques aqui ficam por conta de Steel Tormentor, Power, Forever and One (Neverland) e The Time of the Oath.

Nota do Uiu: 8,5/10

1997 Better Than Raw

Mantendo uma mesma formação por três álbuns pela primeira vez, em 1998 sai Better Than Raw, que eu considero melhor que os discos anteriores (aqui muito fã me crucificaria). É um disco mais pesado e com mais uma bela balada de Deris, que prova ser um letrista magistral. Destaques para Push, Hey Lord!, Revelations, Time, I Can e Lavdate Dominum.

Nota do Uiu: 9/10

1999 Metal Jukebox

1999 foi o ano que o Helloween resolveu lançar um disco só de covers: Metal Jukebox. Trazendo coisas que vão do hard rock ao pop, esse disco é um deleite dos mais divertidos, além de trazer ótimas versões da banda para grandes músicas. Destaques para He’s a Woman, She’s a Man (Scorpions), Locomotive Breathe (Jethro Tull), Lay All Your Love on Me (ABBA), Space Oddity (David Bowie), From Out of Nowhere (Faith no More), All My Loving (Beatles) e Hocus Pocus (Focus).

Nota do Uiu: 8/10

2000 The Dark Ride

Entrando no século XXI a banda começava a dar sinais de problemas internos. Isso ficou claro no tom sombrio de The Dark Ride, lançado em 2000. Mesmo assim, o que a banda entrega é o melhor disco da carreira da banda. Com um instrumental pesado e Deris rasgando seus vocais esse disco é, de ponta a ponta, perfeito. Destaque para todas as faixas: Mr. Torture, All Over the Nations, Escalation 666, Mirror Mirror, If I Could Fly, Salvation, The Departed (Sun is Going Down), I Live for Your Pain, We Damn the Night, Immortal (Stars) e a épica The Dark Ride. Incluo aqui também a bonus track Madness of the Crowds.

Nota do Uiu: 10/10

2003 Rabbit Don't Come Easy

Após The Dark Ride Roland Grapow e Uli Kusch deixam a banda. Entrou o guitarrista Sascha Gerstner, enquanto Mikkey Dee (do Motörhead) e Mark Cross gravaram as baterias do novo disco, lançado em 2003: Rabbit Don’t Come Easy. Cross, na verdade, gravaria toda a bateria, porém adoeceu e foi substituído por Mikkey Dee. Durante a turnê, em contra partida, as baquetas ficaram por conta de Stefan Schwarzmann, oriundo do Accept, mas que não deu conta do recado. A saída de Grapow e Kusch deu uma diferença sensível à qualidade do disco, porém não foram decisivas. Gerstner se provou um ótimo guitarrista, enquanto Dee é um baterista experiente e excelente. Mas essa foi, até então, a primeira queda de qualidade da fase Deris com relação às músicas. Destaques para Just a Little Sign, Open Your Life, The Tune e Don’t Stop Being Crazy.

Nota do Uiu: 6,5/10

2005 Keeper of the Seven Keys Legacy

Para o disco seguinte a banda convocou um novo baterista: Dani Löble. E então em 2005 gravaram o ótimo Keeper of the Seven Keys: The Legacy, uma “sequência” dos clássicos Keeper of the Seven Keys pt.I e II. A entrada de Löble deu um novo gás a banda, e a sonoridade voltou a ficar mais coesa e pesada. Deris também estava num momento inspirado com belos vocais. Conta com a participação especial de Candice Night (vocalista do Blackmore’s Night e esposa da lenda Ritchie Blackmore). Destaques aqui por conta de The King for a 1000 Years, Born on Judgment Day, Mrs. God, Light the Universe e My Life for One More Day.

Nota do Uiu: 8/10

2007 Gambling With the Devil

Em 2007 é lançado Gambling with the Devil, que mantém uma sonoridade semelhante à Rabbit Don’t Come Easy, mas com a banda mais afinada e parecendo ter encontrado seu tom, afinal. Só que mais uma vez algo pareceu faltar nesse disco, apesar de ainda ser um bom disco. Destaques para Kill It, Final Fortune, The Bells of the Seven Hells e Fallen to Pieces.

Nota do Uiu: 7/10

2009 Unarmed

Em 2009 a banda resolve lançar uma nova coletânea. Mas ela veio numa forma diferente: comemorando os 25 anos de banda Unarmed conta com releituras de clássicos desde a fase Kiske até o mais recente Keeper of the Seven Keys. É um disco divertido com algumas boas releituras, mas creio que não era necessário tal lançamento. Destaco a divertida releitura de Dr. Stein na voz de Deris.

Nota do Uiu: 6/10

2010 7 Sinners

E a banda aqui iguala a sequência de quatro discos consecutivos com a mesma formação, como aconteceu no início da fase Deris. 7 Sinners é lançado em 2010, e traz a banda de volta com ainda mais peso e técnica do que nos últimos discos, mas algo nele parece não pegar. Tem muita música boa, mas quase nenhuma chega a ser algo que chame plena atenção. Destaques aqui são Where the Sinners Go, Are You Metal?, Who is Mr. Madman?, The Smile of the Sun e Raise the Noise, além da bonus track I’m Free.

Nota do Uiu: 7/10

2013 Straight Out of Hell

E pela primeira vez o Helloween consegue manter uma mesma formação por cinco álbuns consecutivos! 2013 é lançado Straight Out of Hell chega com a banda mantendo a mesma fórmula que os anteriores, mas com músicas mais divertidas e com uma bela balada, marca registrada de Andi Deris mas que, nesse disco, ficou a cargo de Sascha Gerstner. Os destaques aqui ficam com Nabatea, Burning Sun, Waiting for the Thunder, Hold Me in Your Arms e Church Breaks Down.

Nota do Uiu: 7/10

2015 My God-Given Right

Finalmente chegamos a 2015 e ao mais novo lançamento da banda. My God-Given Right é, de fato, o disco mais fraco de toda a fase Deris. Na primeira audição eu gostei do disco, mas na seguinte parece que algo estava fora do lugar na maioria das músicas. Talvez falte à banda tentar sair da mesma fórmula e arriscar um pouco mais, ou se aproximar da sonoridade do início da era Deris. Destaques com Battle’s WonMy God-Given Right e The Swing of a Fallen World.

Nota do Uiu: 6/10

Listen to: Mr. TortureHelloween

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