Stephen King, o Mestre do Terror Moderno (ou meu autor favorito)

31 07 2014

Estou especulando (mentalmente) fazer um post sobre o Stephen King há eras. Pra ser específico, isso é prometido desde o post sobre Christine, escrito em 14/10/2008! (o link pro texto: https://watchingnow.wordpress.com/2008/10/14/minha-vida-com-meu-plymouth-fury-ou-christine-o-carro-assassino/)

Desde então eu passei por um monte de coisas, escrevi sobre várias outras, mas nunca perdi de vista um dia poder escrever sobre o Rei. Eu só esperei o momento (próximo de) certo pra fazer isso. Acho que ainda não é esse, mas como estou lendo o 32º livro dele, acho que já tenho bagagem suficiente pra isso.

 

Breve histórico

 

Stephen Edward King nasceu em 21 de setembro de 1947, em Portland, no Maine. Formado em Inglês pela Universidade do Maine, King teve seu primeiro sucesso literário oriundo de sua época de universitário. Ele fez rascunhos da história, mas depois os descartou. Sua esposa Tabitha (que ele conheceu na universidade) achou os rascunhos e o incentivou terminá-lo a lançá-lo. Bingo: sucesso absoluto. Ele continuou escrevendo, mais como um modo de manter sua família (que foi crescendo quando os filhos nasceram), enquanto travava também um duelo com o alcoolismo. Ele retratou bem isso no personagem Jack Torrance, no fantástico livro “O Iluminado”. Em 19 de junho de 1999, King sofreu um gravíssimo acidente enquanto caminhava numa estradinha próxima a sua residência. Ele teve múltiplas fraturas, e por pouco não teve uma perna amputada. Mas ele sobreviveu, e em alguns livros após isso demonstrou esse acidente de modos distintos. O principal deles foi na sua épica série “A Torre Negra”, em que ele detalha de modo cru o acidente, mas mostra que foi salvo da morte por algum dos personagens.

King é mais conhecido por suas histórias de terror, mas também sabe como poucos escrever um bom drama ou romance, como por exemplo o livro “Love: A História de Lisey” ou os fantásticos contos “A Milha Verde” (que gerou o filme “À Espera de um Milagre”) e “Rita Rayworth e a Redenção de Shawshank” (que virou o filme “Um Sonho de Liberdade”). Também existem outros contos mais intimistas, como “O Corpo” (adaptado pro cinema no filme “Conta Comigo”), onde quatro amigos fazem uma viagem para encontrar um garoto morto. E também temos algo de conto de fadas. O livro “Os Olhos do Dragão” foi escrito como uma história para sua filha Naomi, à época com 13 anos.

Mas o terror é sua marca registrada. Ele consegue fazer qualquer coisa se tornar algo assustador. Um carro (um Plymouth Fury em “Christine” ou um Buick 8 no livro homônimo), uma bicicleta ergométrica (no conto “A Bicicleta Ergométrica”), telefones celulares (em “Celular”). Também faz o mesmo com animais : o cachorro raivoso em “Cujo” e o gato que volta do além em “O Cemitério”. Ele também usa muito o artifício de dimensões paralelas, com a qual conseguiu conectar diversos de seus livros em um mesmo universo. “A Torre Negra”, por exemplo, tem desdobramentos em diversos livros, tais como “Insônia”, “Hearts in Atlantis”, “Dança da Morte”, “O Talismã” e “A Casa Negra”, “Salem’s Lot”, os contos “Tudo é Eventual” e “As Irmãzinhas de Elúria”, entre muitos outros. Também é interessante a conexão entre “Rose Madder” e “Desespero”, em que uma mesma personagem aparece nos dois livros.

King também escreveu roteiros para séries e filmes para TV. Ele roteirizou um episódio para “Arquivo X”; trabalhou em “Creepshow”, juntamente com o mito George A. Romero; criou a série “Haven”; também trouxe, juntamente com Lars Von Trier, a série Kingdom Hospital; a série “The Dead Zone” foi baseada em seu livro”; King também criou os roteiros pras mini-séries “Rose Red” e “The Storm of the Century”; outras mini-séries baseadas em livros do King foram “O Iluminado” e “Dança da Morte”. Atualmente temos em andamento “Under the Dome”, que conta com envolvimento direto de King na produção e com alguns roteiros de King.

Enfim, nesses 66 anos King já conseguiu assustar muita gente mundo afora. E até hoje, cerca de 8 anos depois do primeiro livro que li dele, ainda não consigo parar de querer me assustar com suas histórias.

P.S.: ainda esse ano eu pretendo ler a biografia dele. Com isso acho que esse texto poderia ser melhor.

 

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