WORLD CUP FIFA 2014 ™ – A COPA DAS COPAS

16 07 2014

Isso aqui é um blog de cultura (inútil)? Sim, eu sei.

Mas a Copa me permite abrir essa exceção!

 

Primeiramente, vou falar de tudo o que aconteceu até a abertura.

Todo aquele povo nas ruas contra a Copa, a #nãovaitercopa rolando solta no twitter e no facebook… e o receio de que isso tomasse realmente as ruas durante a Copa, além do receio de que TUDO DARIA ERRADO.

Só que a Copa começou. E tudo correu de modo inesperadamente bom, a ponto de até a mídia europeia dizer que essa foi, sim, a “Copa das Copas”. O povo (ou pelo menos uma enorme parte dele) resolveu abraçar a seleção, e as manifestações ficaram bastante restritas.

 

Agora, vamos ao que o povo quer saber: o futebol!

 

Até nisso, meu amigo, eu preciso dizer: A COPA DAS COPAS! COISA LINDA!!

A sequência de zebras que apareceram foi algo impressionante.

 

Fase de grupos

No grupo A (Brasil, Croácia , México e Camarões) tudo ficou dentro de uma normalidade. Vitórias brasileiras contra Croácia (3×1) e Camarões (4×1) e um empate sem gols contra a pedra no sapato México, que com vitórias contra Croácia (3×1) e Camarões (1×0), obteve a segunda vaga no grupo.

No grupo B (Holanda, Chile, Espanha e Austrália) começou a rolar a zueira. Logo de cara a Holanda destroçou a Espanha (incríveis 5×1!) e o Chile venceu a Austrália (3×1). Na rodada seguinte, num jogo emocionante, a Holanda bateu a Austrália (3×2), praticamente sacramentando a eliminação do país dos cangurus. Mas o jogo seguinte fechou a tampa do caixão. De Austrália E Espanha. Vitória chilena (2×0) e disputa pela liderança na última rodada! Aí, a lógica veio: Holanda bateu o Chile (2×0) e a Espanha se despediu com um bom resultado contra a Austrália (vitória por 3×0).

No grupo C (Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão), a Grécia vinha como azarão, correndo por fora. Colômbia e Costa do Marfim vinham como favoritas. A Colômbia realmente sobrou no grupo, com três vitórias (3×0 contra a Grécia, 2×1 contra a Costa do Marfim e 4×1 contra o Japão). Mas a Costa do Marfim acabou sendo superada na última rodada. E exatamente pelo azarão Grécia, que após a derrota pra Colômbia e um empate contra o Japão (0x0) jogou todas as suas fichas nesse último jogo. E num final emocionante, com um pênalti sofrido por Georgios Samaras (e convertido por ele), sacramentou a vitória grega (2×1) e a heroica classificação!

Ah, o grupo D. Chamado de grupo da morte (Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália) e que todos imaginavam que seria uma disputa ferrenha entre as três seleções campeãs do mundo, tendo a Costa Rica como sparring para ver quem faria o maior saldo de gols. O que se viu foi uma história completamente diferente. E fascinante. A Itália bateu a Inglaterra (2×1), e o Uruguai venceu a Costa Rica. NÃO. A Costa Rica, num jogo ESPETACULAR, virou o placar pra cima do time celeste (3×1) e começou a saga. Na rodada seguinte, o Uruguai consegue uma heroica vitória contra a Inglaterra (2×1), e a Itália… foi batida pela surpreendente Costa Rica (1×0). Com isso, já tínhamos um classificado no grupo da morte: a inesquecível Costa Rica. E a Inglaterra já eliminada. Faltava a segunda vaga, disputada por Uruguai e Itália. E o Uruguai conseguiu uma vitória suada (1×0), enquanto Costa Rica e Inglaterra faziam um jogo morno e empatavam (0x0).

No grupo E (Suíça, Equador, França e Honduras) a França era franca favorita, mesmo vindo de resultados não tão bons. Conseguiu duas vitórias (3×0 contra Honduras e 5×2 contra a Suíça) e um empate contra o Equador (0x0). A Suíça, que venceu o Equador (2×1) e goleada pela França disputou a vaga até o último jogo com o mesmo Equador. Com a vitória contra Honduras (3×0) ela obteve a segunda vaga do grupo.

No grupo F (Argentina, Bósnia e Herzegovina, Nigéria e Irã) a Argentina, como a Colômbia, sobrou: três vitórias (2×1 contra a Bósnia e Herzegovina, 1×0 contra o Irã e 3×2 contra a Nigéria), mas o futebol não foi convincente. A Nigéria conseguiu a segunda vaga (com um empate contra o Irã em 0x0 e uma vitória contra a Bósnia e Herzegovina por 1×0).

O grupo G (Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos) teve a Alemanha líder, após massacrar Portugal (4×0), empatar com Gana (2×2) e bater os Estados Unidos (1×0), seguido pelos Estados Unidos, que mesmo com a derrota para a Alemanha venceu Gana (2×1) e empatou com Portugal (2×2) e avançou na competição. Já Gana e Portugal, do craque Cristiano Ronaldo, foram pra casa mais cedo.

No grupo H (Bélgica, Argélia, Russia e Coréia do Sul) a Bélgica venceu seus três jogos (2×1 Argélia, 1×0 Rússia e 1×0 Coréia do Sul), mas não mostrou o futebol vistoso que muitos esperavam. A Argélia, que empatou com a Rússia (1×1) e venceu a Coréia do Sul (4×2) protagonizou a segunda grande zebra dessa Copa, e se classificou em segundo lugar.

Os grandes destaques ficaram por conta de David Luiz e Neymar (Brasil), James Rodriguez (Colômbia), Thomas Müller (Alemanha), Arjen Robben (Holanda), Bryan Ruiz (Costa Rica), Karim Benzema (França), Feghouli (Argélia) e Lionel Messi (Argentina). Mas os maiores destaques, na verdade, vieram do gol. Grandes atuações de Ochoa (México), Claudio Bravo (Chile), Tim Howard (Estados Unidos), Mbolhi (Argélia), Enyeama (Nigéria) e Keylor Navas (Costa Rica). Mas um destaque negativo ficou por conta do craque Luiz Suárez. Graças a uma mordida em Chielini, da Itália, ele foi excluído da Copa, além de uma punição (a meu ver severa) por parte da FIFA: nove jogos oficiais da seleção fora e quatro meses afastado dos gramados.

 

Oitavas-de-final

Com os duelos decididos, vamos aos jogos.

Brasil x Chile

Num jogo muito disputado, com direito a bola na trave do chileno Pinilla, o Brasil se classificou nos pênaltis. Depois de um 1×1 no tempo normal e na prorrogação, o Brasil venceu a cobrança de pênaltis por 3×2. Mas no jogo mesmo o Chile foi bem superior, e criou muito mais chances do que a seleção da casa.

Colômbia x Uruguai

Após o baque da perda de Suárez, seu melhor jogador, o Uruguai foi dominado pela Colômbia durante os 90 minutos. O time do jovem (e artilheiro da Copa) James Rodriguez bateu o Uruguai por 2×0, e avançou pela primeira vez às quartas-de-final de uma Copa do Mundo.

Holanda x México

Tivemos um México guerreiro, que saiu na frente e lutou com todas as forças contra a poderosa Holanda. Ochoa, um dos melhores goleiros da Copa, mais uma vez fez milagres em campo. Mas o forte ataque holandês, com uma ajudinha do árbitro no final do segundo tempo, providenciaram a virada da Laranja Mecânica: 2×1 e a vaga na próxima fase.

Costa Rica x Grécia

Um duelo digno de oitavas-de-final! Um jogo lá e cá, com chances dos dois lados e ambos os goleiros trabalhando muito. Mas o jogo acabou 1×1 no tempo normal, e na prorrogação nenhum dos times conseguiu ampliar o placar. Pênaltis! Aí brilhou a estrela de Keylor Navas. Ele defendeu uma cobrança do grego Gekas, e o jogo acabou 5×3 para a Costa Rica, mais uma vez fazendo história.

França x Nigéria

A brava Nigéria bem que lutou para tentar segurar o resultado, mas o jogo de retranca deles (mais uma ótima atuação de Enyeama) não foram suficientes para segurar o forte ataque francês. No fim, 2×0 pra França.

Alemanha x Argélia

Um dos melhores jogos da Copa. Um duelo ferrenho durante o tempo normal, em que a Alemanha partiu pro ataque, abrindo espaços para o rápido contra-ataque argelino, que era barrado por uma atuação magistral de Manuel Neuer, jogando praticamente como um líbero. Na prorrogação o jogo realmente pegou fogo. A Alemanha conseguiu abrir 2×0, mas a Argélia não se rendeu até o último minuto, conseguindo ainda diminuir o placar e cair de pé diante de uma seleção que era favorita ao título.

Argentina x Suíça

A forte retranca suíça conseguiram segurar a Argentina por mais de 90 minutos. Inclusive, pelo que jogou, merecia levar o jogo para os pênaltis. Mas um lampejo (mais um!) de Messi na prorrogação acabou com as chances da Suíça de tentar a vaga: 1×0 Argentina.

Bélgica x Estados Unidos.

Um jogo quente, mas que se tornou realmente eletrizante na prorrogação. Em uma atuação magistral de Tim Howard, que fez incríveis 16 defesas durante a partida, a Bélgica venceu os Estados Unidos por 2×1, numa prorrogação em que a Bélgica rapidamente fez 2×0, os Estados Unidos empataram e pressionaram até o fim, mas não tiveram um atacante eficiente para buscar o empate.

 

Quartas-de-final

França x Alemanha

Em mais uma ótima atuação de Neuer, a Alemanha conseguiu a classificação, mesmo não mostrando seu melhor futebol: 1×0 contra a França, que vinha fazendo uma campanha acima do esperado antes do início da Copa. Os franceses lutaram, mas não puderam contra os alemães.

Brasil x Colômbia

A Colômbia vinha como uma das sensações dessa Copa. O Brasil, aos trancos e barrancos. Mas, aparentemente, a camisa pesou nessa partida. A Colômbia não mostrou aquele futebol alegre, maroto, que vinha mostrando em outros jogos, e o Brasil conseguiu (mesmo que truncando o jogo no meio de campo com o Fernandinho) se impor. A vitória do Brasil por 2×1, apesar disso, não foi o grande assunto da partida. Numa entrada desleal (não vou aqui dissertar sobre se foi de propósito ou não) do zagueiro colombiano Zuñiga, o atacante brasileiro (e até então o melhor jogador da seleção na Copa) Neymar saiu de campo contundido. Após o jogo a verdadeira gravidade da lesão veio à tona: uma fratura na terceira vértebra da região lombar. Neymar está fora da Copa. O Brasil sentirá o golpe?

Argentina x Bélgica

Como no jogo anterior, a Bélgica vinha como uma da sensações dessa Copa. Só que era isso antes de a Copa começar. A seleção belga ainda não tinha mostrado o futebol que o mundo esperava dela. E a Argentina, como o Brasil, vinha de vitórias conseguidas mais graças ao talento individual de Messi do que do conjunto todo. A Bélgica, aparentemente, esqueceu o futebol no jogo contra os Estados Unidos (sua melhor partida na competição). A Argentina, mesmo sem um futebol vistoso, pressionou os belgas da melhor forma que podiam, e saíram com a vitória: 1×0. E a vaga nas semi-finais.

Holanda x Costa Rica

No jogo mais emocionante das quartas-de-final, Holanda e Costa Rica duelaram por 120 minutos, sem ninguém mover o placar. Mas foi um jogo acirrado, com a Costa Rica tendo momentos em que poderia surpreender a Holanda, mesmo que a Holanda fosse, realmente, superior na maior parte do jogo. Mas os pênaltis aguardavam um dos momentos mais comentados da Copa: antes do fim da prorrogação, Loius Van Gaal substituiu seu goleiro titular Cillessen, pelo reserva imediato Krul. Ninguém entendeu aquilo. Nem Cillessen. Mas Van Gaal sabia o que estava fazendo. Com duas ótimas defesas, Krul conduziu a Holanda a mais uma semi-final de Copa do Mundo: 4×3.

 

Semi-final

Brasil x Alemanha

Esse jogo tinha tudo para ser um dos mais disputados da Copa. Mas o que se viu foi um dos maiores massacres da história da Copa do Mundo. Em um primeiro tempo desastroso, o Brasil conseguiu levar 4 gols em incríveis 6 minutos e 40 segundos, e no final o placar mostrou: Brasil 1×7 Alemanha. Os brasileiros estavam atônitos, em completo choque. E apenas choravam. Mas prevaleceu a seleção que jogou futebol durante toda a Copa.

Holanda x Argentina

Mais uma vez, outra batalha de 120 minutos. E outro 0x0. Mas um jogo disputado tecnicamente. E taticamente. Mas o placar poderia ter sido diferente, se não fossem ótimas atuações dos sistemas defensivos de ambos os lados (principalmente Mascherano e Romero do lado argentino). Mas dessa vez Van Gaal não optou por Krul. Ele foi forçado a uma terceira substituição antes da hora. E a Argentina agradeceu. Romero bancou o Krul, defendeu dois pênaltis, e a Argentina chegou à final, após 24 anos: 4×2.

 

Disputa do terceiro lugar

Brasil x Holanda

O Brasil foi ao jogo querendo ao menos terminar de forma honrada a Copa do Mundo. A Holanda optou por jogar futebol. Resultado? 3×0 Holanda, com dois gols advindos de erro da arbitragem (um pênalti que foi, na verdade, falta fora da área e um gol iniciado de um lance em impedimento). Mas a Holanda, mesmo assim, mereceu o resultado, pois o Brasil se mostrou apático em praticamente todo o tempo. Uma Copa do Mundo com final melancólico e vexatório para os donos da casa.

 

A Grande Final

Alemanha x Argentina

Um jogo emocionante desde o início! E mais uma vez, uma batalha de 120 minutos. Alemanha e Argentina mostraram ao Brasil como se joga futebol, e fizeram um dos melhores jogos da Copa do Mundo. No final, mais uma vez, prevaleceu a equipe com o melhor futebol da competição: 1×0 Alemanha. Mas a Argentina caiu de pé, indo além das expectativas de todos. Aplausos aos gigantes Mascherano e Romero, em minha opinião os melhores jogadores argentinos na Copa. Mas sobraram Neuer, Hummels, Lahm, Schweinsteiger, Özil, Müller, Schürrle e o herói da noite, Götze, autor do único gol da partida.

ALEMANHA CAMPEÃ!

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