Elementar… que mané elementar o que!

9 03 2012

Estou próximo de finalizar um livro com alguns contos de Sherlock Holmes, do falecido escritor Sir Arthur Conan Doyle, que ganhei do meu caro amigo Erik e da Vanessa de aniversário.

Oh que bonitinho!

Oh que bonitinho!

Como todos sabem, e muito bem, sou um leitor ávido. Mas li muito pouco de Sherlock (esse livro de contos e, anos atrás, o sensacional “Um Estudo em Vermelho”, obra que mostrou ao mundo quem era Sherlock Holmes).

Mas eu já conhecia algo a mais do personagem e o mundo a sua volta. Vi alguns filmes, incluindo o mais recente (o primeiro, ainda não vi a continuação), com Robert Downey Jr. no papel principal e Jude Law como seu amigo e companheiro de todas as horas Dr. John Watson.

Sherlock e Watson no filme.

Sherlock e Watson no filme.

Porém, recentemente me ative (após alguns amigos me indicarem) à série da BBC britânica, com Benedict Cumberbatch como Holmes e o incrível Martin Freeman como Watson. Essa série se diferenciou por transportar o mundo de Holmes do final do séc. XIX para o séc. XXI. Outras vezes tentaram fazer isso, mas foram retumbantes fracassos.

Sherlock e Watson na série da BBC.

Sherlock e Watson na série da BBC.

Analisando friamente, nota-se que nos filmes de Guy Ritchie as personalidades de Holmes e Watson estão, de certo modo, um pouco diferentes. Sherlock Holmes, apesar de seu lado dedutivo estar absolutamente ativo, tem outros pontos que não aparecem nos livros demonstrados, como na cena em que ele luta boxe, ou nos flertes escancarados com Irene Adler (sem dizer que fica claro que eles tiveram algo anteriormente). Watson é um médico e, também, ex-soldado. Mas ele é extremamente abusado e também brigador, ao contrário do Watson dos livros.

Agora, na série, vemos que apesar de transportar tudo pro séc. XXI (Holmes usando celular, ter um website e Watson retratar os casos em um blog, que eu considero uma idéia sensacional), a personalidade de ambos está intacta. Holmes é alguém com uma personalidade beirando o insuportável, com raciocínio impressionante e que não percebe quando está magoando alguém. Watson é um médico solitário, recém-chegado da Guerra do Afeganistão, procurando um companheiro de quarto. Os casos elucidados remetem (inclusive o nome) aos casos clássicos dos livros, como o primeiro episódio da série “A Study in Pink” (Um Estudo em Rosa, clara alusão ao clássico Um Estudo em Vermelho). A única coisa que pode deixar todos meio cabreiros é quando ele conhece Irene Adler. Parece rolar algo, mas ao estilo Holmes, o que achei interessantíssimo!

Em ambos, não vemos o uso da célebre frase (mesmo sendo inexistente nos livros) “Elementar, meu caro Watson”, um ponto positivo. Mas a criação do vilão Lorde Henry Blackwood como vilão do primeiro filme, apesar de ser um personagem interessante, ficou meio vago. O principal antagonista da série, que é o Professor James Moriarty, só apareceu escondido e sendo citado ao final do primeiro filme, enquanto na série ele é o principal vilão desde a primeira temporada.

Bom, me alonguei demasiadamente nesse texto, o que é um bom sinal!

Pretendo voltar com força num próximo post, falando sobre Game of Thrones (livros e série).

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